Crise mundial torna mais difícil a vida de ditadores

Assisti ontem um debate no Globo News sobre as repercussões da crise econômica no mercado financeiro mundial. Entre os debatedores, estava o historiador Marco Antônio Vila, que chamou a atenção para um fato muito interessante: a crise tornará a vida dos ditadores muito mais difícil.

Citou explicitamente o caso de Chávez. Uma coisa era promover uma ditadura com o petróleo a $ 150, outra é promover o socialismo bolivariano com o ouro nego a $ 60. O dinheiro farto para as republiquentas do terceiro mundo esta desaparecendo, e com ele o financiamento de ditadores de quinta categoria.

Basta ver o aumento da virulência do bandoleiro de Caracas que anda ameaçando até mandar prender oposicionista. Outro que está enfrentado dissabores é o kzar da Rússia, Vladmir Putin. Mais inteligente que o venezuelano, optou por sumir um pouco dos noticiários.

Quem disse que não poderiam vir coisas de bom da crise financeira?

Enfim, o segundo turno

Chegamos ao final das eleições municipais. Amanhã serão definidas as grandes capitais. O mais interessante das pesquisas divulgas ontem e hoje será o confronto com o resultado das urnas. No primeiro turno houveram erros flagrantes. Queiram ou não, os institutos estão sob suspeita.

É bom lembrar que no primeiro turno os erros foram em geral a favor dos candidatos do governo. Como será o retrato neste segundo?

Como fica o pré-sal?

O petróleo caiu para $ 62,00. Com uma recessão mundial se aproximando, muito dificilmente subirá muito. Como fica agora o milagre do pré-sal? Como ficam todas as promessas redentoras do presidente? Com este preço, fica inviável economicamente até mesmo chegar lá.

Sabe o que penso? Esta crise ainda será bem usada pelo petismo. O fracasso chegaria mais cedo ou mais tarde, agora ganharam uma desculpa. O PAC era uma mentira, inauguraram promessas que nunca seriam cumpridas. Quando cobrarem, poderão dizer: foi culpa dozamericanus. Foi culpa do jorgibuxi.

Não há mentira que o moderno príncipe gramsciano não transforme em verdade; nem verdade que não transforme em mentira. O próprio conceito de verdade deixa de existir.

Assim como o pré-sal. Uma mentira que se transformou em verdade e agora voltará a ser mentira.

O petismo é um câncer neste país.

Lula, muito além do jardim

Globo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu a uma metáfora futebolística para definir a estratégia do governo no enfrentamento da crise financeira mundial. Segundo ele, para defender o país dos efeitos da falta de crédito internacional, a melhor arma é o ataque. Nesse sentido, Lula disse que serão adotadas quantas medidas forem necessárias, mas sem dar dinheiro às empresas em dificuldades.

Lula também criticou a oposição que, segundo ele, torce para que a crise afete o país. O presidente reclamou dos bancos que, apesar de obterem benefícios do governo, como a redução do compulsório, ainda dificultam acesso ao crédito.

Comento:

Assistam o filme Muito Além do Jardim, com Peter Sellers. O personagem principal passa a vida cuidadando de um jardim e assistindo novelas. Com a morte do patrão é obrigado a sair de casa e interagir com o mundo real. Incapaz de compreender o mundo, raciocina tudo em termos de jardinagem.

É tido como um gênio, pois tudo que diz é considerado uma metáfora. Passa até a acessorar pessoas imporantes. Não tem a menor idéia do que está falando, mas é considerado brilhante.

A mesma coisa acontece com o apedeuta. Se fosse qualquer outro, seria ridicularizado. Não o presidente; a estão são facultados direitos que a nenhum outro político é permitido. Qualquer bobagem que diga é logo levado para o lado do pitoresco, do bom humor, da metáfora. Ter um presidente como Lula é uma degradação para o Brasil.

Lula deve ter se confundido sobre a oposição. Não estamos em 1994 onde seu partido torcia para o Plano Real dar errado para vencer as eleições. Nem em 1998 torcendo pelos efeitos da crise asiática chegarem logo ao Brasil. Nem em 2001 comemorando o apagão que sepultaria as chances de FHC fazer o sucessor. Não é o PT que está na oposição.

Pelo contrário. Em 2003 a oposição foi fundamental para aprovar as reformas que Lula encaminhou ao Congresso, agindo com responsabilidade. Inclusive, os partidos de oposição votaram mais com o governo do que a própria aliança que elegeu Lula.

O sonho desta turma toda é um governo sem oposição, ou talvez apenas com o DEM para poder descer o sarrafo. Deve ser muito chato esse negócio de ter que negociar com o Congresso. Bom mesmo era se as MPs nem precisam ir para o Legislativo.

Aliás, Congresso para que?

A lógica de Lula

Uol:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o governo não dará dinheiro para nenhuma empresa ou banco, a despeito das medidas anunciadas na véspera.

“Não estamos dando dinheiro para qualquer empresa e para qualquer banco. E não vamos dar dinheiro. É importante saber que quem errou pagará pelo seu erro”, afirmou Lula a jornalistas.

Comento:

Então não precisava de pacote, né?

Quem errou pagará pelo erro? Estou delirando ou é mesmo o presidente do governo mais corrupto da história do país que está falando? O mesmo que diz que teve companheiros que erraram? Por falar nisso, eles já pagaram por seus, como é mesmo?, erros?

Alegria que dura pouco

A petralhada de São Paulo anda tão desesperada com a sova que os aguarda no domingo que estavam comemorando até opinião de promotor. Só não digo que a alegria durou tanto quanto o tamanho da moralidade do PT porque este não a tem.

Hoje a justiça eleitoral não aceitou o pedido de cassação da candidatura Kassab. O juiz ainda deu um carinho em Marta Suplicy pelo esforço e multou o democrata em pouco mais de R$ 5.000,00.

Está dificil no voto. Está dificil na baixaria. Está difícil na justiça. Que mais resta para Marta?

Vodoo?

Cara de pau!

Marta Suplicy, vejam só, recomendou que Kassab tenha cuidade com o salto alto.

Recomendo ao prefeito que leve em consideração o pedido. Afinal, de salto alto Marta entende muito bem!

Lembro que falava em ganhar as eleições no primeiro turno. Agora faz de tudo, até jogar sua falsa biografia na lama, para tentar perder de pouco.