Um cena histórica

No momento em que membros graduados do governo petralha do Brasil estão em plena campanha contra militares, acusando alguns de tortura durante o regime militar. O ideal desse povo, os terrroristas, era implantar um regime cubano no Brasil. A foto abaixo é um exemplo do que aconteceu e que acontece até hoje em Cuba.

Esta imagem mostra bem a banalização do mal. Vemos um padre, colaborando com terroristas, encomendando a alma de um pobre diabo. Vejam que o sujeito que será executado não tem nada de burguês, é apenas mais uma a ser destruído para construir o homem novo do ideal socialista.

Ao fundo um repórter pode para o soldado chegar um pouco para o lado para poder bater uma boa foto do assassinato. Vejam a expressão dos terroristas. Puro enfado. Não há nada demais para eles na execução de seu próprio povo.

Para fechar a cena retratada, um copo de papel jogado ao chão, dando um ar assim pitoresco ao acontecido. Este é o sonho socialista. Este é o sonho dos que hoje falam em direitos humanos no Brasil.

Milagres da fé Obâmica

Este texto é de Olavo de Carvalho. Reproduzo aqui para tentar mostrar o absurdo que é a eleição de Obama. Tirem suas próprias conclusões.

Nunca se viu coisa semelhante na história da humanidade.

Em guerra contra o Islam revolucionário, o país já quase vencedor prepara-se para nomear  comandante-em-chefe um político apoiado entusiasticamente pela Al-Qaeda, pelo Hamas, pela Organização de libertação Palestina, pelo presidente iraniano Ahmadinejad, por Muammar Khadafi, por Fidel Castro, por Hugo Chávez e por todas as forças anti-americanas, pró-comunistas e pró-terroristas do mundo, sem nenhuma exceção visível.

É exatamente como se, em plena guerra do Vietnã, se colocasse na Casa Branca um queridinho de Ho-Chi-Minh.

No entanto, se você sugerir, mesmo suavemente, que tantos inimigos dos EUA estão a favor de Obama porque ele deve estar pelo menos um pouquinho a favor deles, metade do eleitorado americano dirá que você é um maldito racista e uma boa parcela da outra metade o chamará de desequilibrado, de paranóico, de teórico da conspiração.

Está proibido aplicar a Obama a velha regra de bom senso: “O amigo do meu inimigo é meu inimigo”. Para provar sanidade, o cidadão americano tem de acreditar piamente que Obama não fará nada, absolutamente nada em favor dos comunistas e islamofascistas que o amam, mas fará tudo para defender a nação que ele mesmo chama de nazista e a Constituição que, segundo ele, é causa de males horríveis.

Se você acha que a aposta na fé obâmica é alta demais e que seria mais prudente investigar um pouco a vida do sujeito, saiba que isso se tornou praticamente inviável: ele mandou bloquear, nos EUA e no Quênia, o acesso a todos os seus documentos, mesmo sobre a sua vida pública, desde a sua certidão de nascimento até a lista dos pequenos doadores da sua campanha, passando pelo seu histórico escolar em Harvard e Columbia, que é alegado ao mesmo tempo como prova definitiva dos altos dons intelectuais da criatura, só negados, evidentemente, por racistas contumazes. A mídia considera um insulto e uma presunção doentia qualquer tentativa de examinar esses papéis, e três tribunais, da Pensilvânia, de Washington e de Ohio, já sentenciaram que o cidadão comum não tem nenhum direito de averiguar sequer a nacionalidade de Barack Hussein Obama. É preciso acreditar nele sob palavra, ou cair fora da sociedade decente.

Mas a palavra dele também não esclarece nada. Ele já inventou tantas lorotas sobre sua vida (que foi membro da Comissão de Bancos do Senado, que seu tio libertou Auschwitz, que seu pai foi pastor de cabras), já omitiu tantos dados essenciais (que foi membro de um partido socialista, que é primo do genocida Raila Odinga, que fez campanha para ele no Quênia, que seu irmão está à míngua numa favela em Mombasa, que sua tia é imigrante ilegal nos EUA), e já camuflou de tal modo suas ligações com a Acorn, com o terrorista William Ayers, com o agitador islâmico Louis Farrakhan, com o vigarista Tony Resko, etc., que tentar descobrir a verdadeira biografia dele é quase missão impossível. Seu próprio livro de memórias, que lhe rendeu a fama de escritor, é de autoria duvidosa: exames realizados com métodos computadorizados de investigação autoral concluíram que não foi escrito por Obama, mas sim por William Ayers.

Resta a hipótese de tentar descobrir alguma coisa através de testemunhas. O que elas contam é interessante. A avó diz que ele nasceu no Quênia e não no Havaí como ele afirma, seus irmãos quenianos dizem que ele é muçulmano e não cristão como afirma, sua irmã diz que ele nasceu num hospital quando ele afirma que nasceu em outro, o patrocinador de seus estudos em Harvard diz que o dinheiro para isso foi fornecido por um notório agitador pró-terrorista, velhos conhecidos contam que ele sempre estava ao lado de Frank Marshall Davis quando este vendia cocaína. Até agora, o único testemunho seriamente desmentido foi o de um maluco de Minnesota que disse ter tido relações sexuais com o então senador Barack Obama – o que, se fosse verdade, não comportaria um milionésimo do risco para a segurança nacional contido nos outros depoimentos.

A essa altura, você pode perguntar: Mas por que os eleitores hão de confiar sob palavra num sujeito que não tem palavra nenhuma, que não se sabe com certeza nem onde nasceu, que esconde dois terços da sua vida e mente sobre o terceiro terço, que é amado por todos os que odeiam o país e mal consegue disfarçar suas afeições pelos amigos deles? Você, aí no Brasil, pode perguntar isso, mas, se estiver nos EUA, pergunte em voz baixa. Se você expuser suspeitas de maneira muito audível, o governo investigará seus antecedentes em busca de crimes hediondos como dívidas de imposto e multas de trânsitos não pagas, como fez com Joe Encanador, ou então o levará para a cadeia como fez com com Brent Garner, de Lawrence, Estado do Kansas ( www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=79513). Você corre também o risco de ter sua garagem vandalizada ou levar uns sopapos, como aconteceu com vários militantes republicanos.

A resposta à pergunta sobre os motivos de uma confiança tão despropositada  constitui-se de quatro elementos:

1. A grande mídia, quase toda pertencente a adeptos e patrocinadores de Obama, não publica nada do que se sabe de grave contra ele, mas faz um alarde dos diabos em torno das menores insignificâncias que possam sujar a imagem dos seus adversários. A duplicidade de tratamento, que começou nos jornais e na TV, acabou por se impregnar na sociedade inteira como um hábito normal. Exemplo I: O boneco enforcado de Sarah Palin foi saudado pela própria polícia como uma inocente tirada de bom-humor. No dia seguinte dois moleques fizeram um boneco enforcado de Obama — e foram presos. Exemplo II: A jovem militante republicana Ashley Todd, após dizer-se assaltada, surrada e marcada a canivete com um “B” na face direita tão logo o assaltante percebera seu distintivo da campanha McCain, sofreu um bombardeio de insultos na mídia e rapidinho mudou de idéia, jurando que inventara a história toda. Ashley não explicou se foi apenas assaltada e surrada, tendo feito ela própria o corte no rosto, se houve apenas uma surra sem assalto nem corte ou se não houve coisa nenhuma e ela mesma se esmurrou até ficar de olho roxo e, não contente com semelhante desatino, em seguida escavou o “B” na própria face. Embora o desmentido sumário e cheio de lacunas soasse muito mais inverossímil do que a história originária, foi instantaneamente aceito como verdade final pela mídia inteira, sem mais perguntas, ficando portanto provado que esses republicanos são malvados o bastante para desfigurar o próprio rosto só para poder lançar a culpa num negro e, por tabela, no santíssimo Barack Obama. Exemplo III: Faltavam sinais de violência contra a militância obamista, mas logo foram providenciados. Dois jovens skinheads que pensavam em dar uns tiros em Obama, sem ter tomado ainda a menor providência nesse sentido, foram denunciados pela própria mãe. Embora seja virtualmente impossível encontrar algum skinhead nas assembléias evangélicas, nas missas católicas, nas convenções republicanas, no Hudson Institute ou na Heritage Foundation, o fato é o seguinte: se você quer ser considerado um Homo sapiens em vez de um Pithecanthropus erectus, tem de jurar que o plano dos dois idiotas traz a prova cabal de que o conservadorismo americano é racista, nazista e assassino por natureza. A Folha de S. Paulo garante.

2. A sociedade americana acredita na grande mídia porque não é capaz de imaginar uma empulhação geral e sistemática como a que aconteceu no Brasil quando todos os jornais e canais de TV ocultaram propositadamente por dezesseis anos a existência do Foro de São Paulo, a maior organização de delinqüência política que já existiu na América Latina. Tal como no título do famoso romance de Sinclair Lewis, todo mundo acredita que it couldn’t happen here, “isso não poderia acontecer aqui”. Bem, aconteceu.

3. O que quer que se diga contra Obama tem resposta automática: É racismo. A chantagem racial é tão violenta, geral e sistemática, que o simples fato de você dizer que está havendo chantagem racial prova que você é racista. O monopólio da violência verbal fica portanto com os democratas, enquanto os críticos de Obama se resguardam atrás de rodeios e circunlóquios autocastradores.

4. Obama não diz coisa com coisa. Seus discursos, quando não são totalmente vazios de conteúdo, se contradizem uns aos outros com a maior sem-cerimônia – e funcionam exatamente por isso. O conteúdo deles não tem a mínima importância; só serve de excipiente para a substância ativa, constituída de apelos mágicos e mensagens hipnóticas, de modo que após alguns minutos todo mundo está com a inteligência entorpecida ao ponto de aceitar, sem a menor reação crítica, afirmações como esta: “Vocês sentirão uma luz vindo do alto, experimentarão uma epifania e uma voz de dentro lhes dirá: Eu tenho de votar em Barack Obama”. Se o sujeito proclamasse isso por fé espontânea, diriam que é louco. Como o diz no melhor estilo da programação neurolingüística ericksoniana, votam nele para presidente da nação mais poderosa do mundo.

Os efeitos conjugados desses quatro fatores são quase milagres da fé, de um surrealismo atroz: as pesquisas mostram que três entre cada quatro americanos residentes em Israel preferem John McCain, mas três entre cada quatro judeus residentes nos EUA, longe das bombas palestinas e perto de uma TV ligada na CNN, preferem Obama.

Reta final nos Estados Unidos

Faz tempo que não toco neste assunto. Um pouco pelo desânimo de ver o eleitor americano caminhando para eleger Obama, uma espécie de Lula com diploma universitário. Sinceramente, pelo que tenho visto, o democrata vai vencer, embora não considere a fatura liquidada.

A cobertura brasileira era um desastre. A Veja, que poderia fazer alguma diferença, escalou o hiper-liberal André Petry para acompanhar o processo. Como seus pares americanos, passou o tempo babando raivoso contra Sarah Palin.

Aliás, este é um ponto interessante. O que tem nesta mulher que desperta tanta fúria nos jornalistas politicamente corretos? Desde que foi feito o anúncio da sua escolha, a perseguição foi implacável. Parece que existir uma mulher, com uma família constituída, defendendo princípios conservadores é um ato de lesa pátria. Acusam, vejam só, de Sarah ser inexperiente! Pois a pouca experiência que ela tem, sim é vedade!, é maior do que o cabeça de chapa dos democratas: o ongueiro Obama.

O mundo não tem dúvidas em escolher seu preferido. Engraçado que é a opção clara dos anti-americanos. E o que fazem os americanos? Escolhem o preferido de quem os odeia? Devem estar malucos mesmo.

A Globo finalmente fez o certo, mandou para lá William Hack, de longe um dos melhores jornalistas brasileiros, um que não se contagia pela estupidez da grande maioria de seus colegas. Quinta feira, no Jornal Nacional, estava visivelmente impressionado com a convenção de McCain em Ohio. A âncora do jornal tentava relativar sua opinião, não conseguiu. William afirmou, por diversas vezes, que o que viu era contagiante.

Ainda acho que vai dar Obama. O anti-americanismo conquistou os próprios americanos, uma lástima. O democrata é favorito, mas ainda há esperanças. McCain ainda pode virar o jogo e vencer além de seu oponente, a grande mídia americana e mundial.

Convenhamos, não é tarefa fácil.

Shakespeare e o direito achado na rua

Existe uma vertente do direito brasileiro, cada vez mais influente, que defende que as leis podem ser flexibilizadas _ uso aqui um eufemismo _ em pró de uma justiça social. Argumentam que as leis foram feitas e são aplicadas para proteger os mais favorecidos, sejam pessoas ou empresas, e que cabiria ao sistema judiciário corrigir estas distorções. O ex-ministro da justiça, Márcio Thomás Bastos, ao defender a não aplicação da lei para os invasores de terra, chegou a afirmar que estava promovendo uma “acomodação tática da constituição”.

Leiam Shakespeare. Leiam O Mercador de Veneza. O dramaturgo já tratou deste assunto no século XVI.

Shylock, o judeu vingativo da peça, empresta dinheiro para Antônio, um mercador de Veneza. A cláusula para o não pagamento da dívida é uma libra de carne, a ser retirada de Antônio. Quando este não consegue pagar sua dívida conforme combinado, o judeu cobra a multa estipulada.

Logo Antônio consegue o dinheiro que devia, até quatro vezes o valor da dívida. Não adianta, Shylock está irredutível. Quer sua vingança, quer a carne de seu rival. O próprio juiz clama pela misericórdia, que o judeu aceite a oferta. Shylock, nada.

Shakespeare monta uma situação em que o cumprimento da lei implicaria em uma clara injustiça, a vida de um homem seria tomada por uma dívida de pouco valor. Bassânio, amigo de Antônio, faz uma súplica ao juiz:

__ (…) E eu lhe peço para moldar a lei à sua autoridade este uma única vez; para fazer um enorme bem, faça um mal mínimo e imponha limites à crueldade do propósito deste demônio.

__ Impossível; não há poder em Veneza que possa alterar um decreto sacramentado. Ficaria registrado como um precedente, e muitas ações legais equivocadas, uma vez dado esse exemplo, choveriam sobre o Estado.

O próprio Antônio havia anteriormente afirmado:

__ O Doge não pode impedir o cumprimento da lei; porque existem os benefícios de que gozam os estrangeiros aqui conosco em Veneza; uma vez não se cumprindo a lei, cai em descrédito a justiça no nosso Estado;

Não se nega, que em um caso isolado, o descumprimento da lei por uma autoridade pode gerar um bem. O problema é o que vem depois, o descrédito da própria lei e, em conseqüência, da justiça. Se a lei é ruim, existe o lugar apropriado para mudá-la, o parlamento.

Esta é também a divisão básica que Reinaldo Azevedo propõe entre direita e esquerda. Esta última defende que a lei pode ser solapada em nome da justiça social. A direita defende que a lei deve ser sempre cumprida por entender que o seu solopamento causa mais mal do que bem.

O bardo sabia das coisas.

Receita do desasaste. Fala Lula:

Não vou aceitar a tese de conservadores que acham que é preciso diminuir os gastos do Estado. Não vamos diminuir, porque todos aqueles que, na década de 80 e 90, diziam que o Estado não podia ser forte, que atrapalhava, que gastava demais, na hora em que o sistema entra em crise, quem vai salvá-lo é o Estado que eles diziam que não prestava para nada.

Um dos axiomas básicos da economia afirma que as necessidades são ilimitadas mas os recursos são escassos. Nos últimos anos, os gastos do governo brasileiro subiram sempre mais do que o aumento do PIB, muito pelo aumento da arrecadação provocado pela melhoria da eficiência da receita e pelo próprio aumento da atividade produtiva e consumo, gerando mais impostos.

A expectativa para o ano que vem é de diminuição do crescimento econômico, talvez até recessão. O crédito fácil para investimento desapareceu. É uma questão lógica, com menos dinheiro é necessário o corte do orçamento. Onde será este corte?

É como se um trabalhador experimentasse uma redução em seu salário e quisesse continuar gastanto a mesma coisa. Pior, sem possibilidades de obter crédito. A conta não fecha.

A constituição brasileira limita em muito a margem de manobra do governo. Gastos com a previdência, educação e saúde estão vinculados na carta, não há muito a fazer. Sobra os demais gastos sociais, investimento e custeio. O governo diz que não vai cortar nenhum dos três. Vai cortar onde então? O estado não cabe dentro do PIB, querer fechar os olhos para este fato é uma irresponsabilidade.

A não ser que o governo queira investir em novo aumento de impostos. Seria mais um tiro no pé. No momento que se precisa evitar uma recessão, aumentar impostos seria ir no caminho oposto. Acabaria por aumentar impostos, sem aumentar receita.

Minha aposta? O governo vai acabar cortando investimentos. Mais uma vez o investimento público, que já é feito porcamente na habitual incompetência (e corrupção) petista, será diminuído ainda mais. Novamente vamos sacrificar o futuro para manter as beneces do presente.

Ah, é preciso lembrar sempre. A crise financeira não é produto exclusivo do mercado. Tem as digitais do estado por toda a parte. Os governos nacionais substituíram a inflação provocada pela emissão de dinheiro pela criação do crédito podre criando a bolha que estourou este ano. Na verdade, o estado está limpando a sugeira que ele próprio ajudou a criar.

Uma greve que vai sacudir o país!!!

Preparem-se para a greve mais importante do governo Lula. Esta vai abalar todo o país! Estou vendo multidões marchando em protesto em todas as grandes cidades do Brasil! É o apocalipse!

Estou falando, é claro, da greve da TV Lula. Quando uma emissora que detém traço de audiência entra em greve, quem está sendo prejudicado para fazer pressão? Sua meia dúzia de eleitores?

O perigo é se tocaram da inutilidade da emissora e nos devolverem Tereza Cruvinel de volta. Aí, não! Agora sou eu que faço pressão! Não deixem uma coisa dessas acontecer!

O loteamento da Receita

Estadão:

“Com seis anos de atraso, os sindicalistas chegaram ao poder na Receita Federal. Desde que assumiu o cargo, no dia 31 de julho, a nova comandante do órgão, Lina Maria Vieira, vem discretamente substituindo os ocupantes dos principais cargos. O processo tem o seguinte padrão: para as superintendências regionais, preferencialmente sindicalistas; para a estrutura central da Receita em Brasília, técnicos.

Comento:

E assim continua o infinito loteamento do estado brasileiro. Antes, preservava-se pelo menos a estrutura técnica da economia. Isso já foi para as favas no dia que Guido Mantega se tornou ministro da fazenda.

Agora a receita federal está de fato no controle do PT. Que mal poderia ter nisso, né? Deixar nossas contas à disposição do moderno príncipe.

E ninguém vê nada de errado.

Tudo tão tedioso

Agência EFE:

O governo do presidente boliviano, Evo Morales, afirmou ontem que não cumprirá a decisão de juízes da Corte departamental de Chuquisaca, que aceitaram anteontem o pedido de habeas corpus do ex-governador oposicionista de Pando, Leopoldo Fernández, preso desde o dia 18 de setembro.A corte do departamento pediu que o ex-governador fique à disposição do procurador-geral, já que teria foro privilegiado. O governo discorda. Disse ontem que Fernández seguirá em La Paz e anunciou que tomará medidas legais contra os juízes, em mais um confronto Morales-Judiciário.

Comento:

Qual a novidade? Qual regime autoritário não começa pelo fim da harmonia entre os três poderes? Com a submissão de um ou dois poderes por outro, o executivo?

Outra coisa que não é novidade é o fim dos ditadores. Tirando Fidel, que foi beneficiado por um acordo irresponsável e desnecessário de Kennedy, o resto acabou sendo varrido. Por vezes com um banho de sangue.

Festival de besteiras após a contagem dos votos

O que os analistas políticos andam dizendo de besteira no pós eleições é uma grandeza sem fim. É cada tese mais estúpida do que outra, o que só mostra, considerando que não são estúpidos, que estão longe da imparcialidade que pregam

Primeiro a tese que o PT foi bem nas eleições. Como? Ganhou o maior número de capitais? Ganhou 6? Pois trocaria as 6 e mais um punhão de outras cidades pela única que venceu o DEM venceu. Trocaria as 6 pela segunda maior, aquela vencida pelo PMDB.

Outra tese é que a base governista cresceu. Nesta hora consideram o PMDB como se fosse um partido com algum grau de coesão. Colocar José Fogaça como vitória da base governista é ridículo. O mesmo se pode dizer sobre o vencedor de Salvador, o de Florianópolis, até mesmo o do Rio de Janeiro.

A verdade é que o PT foi varrido das grandes cidades, com excessão do ABC paulista pela força dos sindicatos. No resto, perdeu feio. Transformou-se em um partido dos grotões, o novo coronialismo da política brasileira motado sobre os efeitos do bolsa-família.

Colocam a vitória de Kassab como um poste eleito por Serra, como se o democrata não tivesse sido prefeito por quase três anos. A aprovação de Kassab é inclusive maior do tucano. Serra sai foralecido? Certamente, apostou na vitória de Kassab. No entato não foi ele o determinante para esta vitória.

E Lula? Com 80% de aprovação apostavam que iria dar uma lavada nas eleições. Só não foi um desastre completo pelos 50 mil votos que Eduardo Paes teve a mais do que Gabeira. Teve que literalmente engolir o antigo desafeto para evitar a vitória de um desafeto maior ainda.

Um pouco mais de honestidade intelectual não ficaria mal para nossos experts. E um pouco de vergonha também.