PFL vai a luta

O PFL lançou a candidatura de José Agripino à presidência do Senado. Fez bem. Democracia tem que ter disputa entre governo e oposição. O PT quando oposição nunca deixou de lançar candidato, seja ao senado ou à câmara. A dúvida agora é se o PSDB vai se juntar ao PFL ou vai continuar fazendo o jogo do governo. Com a palavras os tucanos…

Luís Fernando Veríssimo

Até alguns anos atrás fui um admirador confesso de Luis Fernando Veríssimo. Suas crônicas e comédias sobre o cotidiano eram engraçadíssimas e inteligentes. O problema foi quando deixei de ser totalmente alienado.
Toda inteligência que tem para a comédia parece ser jogada no lixo quando o assunto é política ou economia. Sua defesa do socialismo é algo de patético, e sua sequência de raciocínio desafia a lógica quase elementar.
Semana passada morreu Milton Friedman, nobel de economia e um dos ícones do pensamento liberal que literalmente salvou a Inglaterra na década de 80.
Pois Veríssimo resolveu fazer um julgamento sobre o futuro de Friedman, entre o céu e o inferno. É lógico que toda baboseira socialista está lá, mas é no julgamento do liberalismo que o autor perde totalmente a compostura.
Segundo ele, a principal prova do fracasso do liberalismo é… a América do Sul! Pior que muita gente acredita, como Heloísa Helena que fica bradando política neoliberal de FHC a cada discurso. E uma imensidade de funcionários públicos e seguidores que repetem sempre a ladainha que o Brasil é escravo do capital internacional.
Antes fosse! O Brasil é escravo sim, mas do gigantismo estatal.
Se o liberalismo tivesse passado por aqui não teríamos ainda Petrobrás, Banco do Brasil, e a completa interferência do Estado na economia. O liberalismo prega justamente a liberdade econômica, principalmente do estado.
O que existe na América do Sul, com honrosa excessão do Chile (não por acaso o que mais cresce na última década) é o populismo nacionalista. Não é a toa que Vargas não é chamado de ditador por aqui. O próprio regime militar se caracteriza pelo estatismo, pelo nacionalismo burro.
Sabem a posição do Brasil no ranking de liberdade econômica? Depois do 60! E vem mais este “intelectual” dizer que estamos na miséria por causa do liberalismo!
Não tem como ser liberal um país com carga tributária de 40% do PIB. Aliás, nem pode mais ser chamada de carga tributária, o nome correto é extorção mesmo.
Por isso não leio mais este senhor. Nem mesmo as comédias, pois já estão contaminadas por este festival de besteiras.
Mas ao contrário dos socialistas não deseje que o censurem. Acredito na liberdade de expressão, e ela deve ser exercitada em todos os níveis. Deixem o Sr Veríssimo falar o que quizer.
Quem tem bom senso que o ignore.

Quem impede o crescimento

Lula ontém deu nome aos bois. Segundo ele não é a incopetência generalizada de seu governo que impede o crescimento. Os inimigos são quatro:

  1. o congresso
  2. Tribunal de Contas da União
  3. as leis
  4. Ministério Público da União

Junte a esta fala mais dois fatos declarados:

  1. controle da imprensa
  2. oposição só pode fazer oposição em 2010

E tem quem acha que esta gente lutou pela democracia…

Para refletir

No Estadão de hoje:

“Em longa carta dirigida ao Palácio do Planalto, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) saudaram ontem a vitória do presidente Lula em outubro e pediram apoio à sua causa. Hoje com 17.000 homens e de olho em uma pesquisa segundo a qual 70% dos colombianos querem o fim da guerra civil, o grupo diz contar ‘com o apoio do governo e do povo do Brasil, assim como dos demais países vizinhos’, na sua esperança ‘de fazer prevalecer a força da razão sobre a razão da força’ na Colombia. A nação, segundo o signatário do texto, o líder guerrilheiro Raul Reyes, está ‘necessitado como nunca de um governo que a reconcilie e reconstrua’.Como pano de fundo, a mensagem do grupo – divulgada também em seu site na internet – ocorre num momento em que Colômbia e EUA continuam atuando juntos no combate às organizações esquerdistas do continente. Reyes queixa-se de que ‘não existem vontade política nem gestos concretos nos governantes de turno que deixem entrever a possibilidade de troca de prisioneiros nem a retomada do diálogo’.Em outro trecho, as Farc prometem não criar problemas na fronteira: ‘Manifestamos nossa disposição de nos manter firmes em nossa política de fronteiras, fazendo da boa vizinhança a razão para respeitar sua soberania territorial e da fronteira de 1.645 quilômetros um lugar de pacífica convivência entre os dois povos’.”