Uma sociedade atrasada

Outra coluna que aprecio muito na Veja é a de Cláudio de Moura Castro e a desta semana está excelente. Nela, o articulista apresenta um raio-x do país, que vale a pena refletir um pouco. Segundo ele:

  • Aceita-se a estratificação da sociedade, e as atitudes diante do povo são feudais e paternalistas.
  • Diante de um conflito, não há limites para mentiras, conchavos e intrigas a fim de desmoralizar o inimigo.
  • Há pouca confiança nas instituições e no governo. Pensa-se que eles existem, sobretudo, para beneficiar os homens públicos.
  • A sociedade desenvolveu certo fatalismo. Muitos tendem a viver no dia-a-dia, dando pouca importância ao planejamento do futuro e à prevenção.
  • As pessoas tentam as aventuras econômicas mais extravagantes com um mínimo de informação ou estudo. Mas ficam estarrecidas quando fracassam e perdem tudo.
  • Falta o sentido da obrigação de cumprir um contrato, e não se considera necessário pagar em tempo as dívidas contraídas.
  • Roubar é esperto. Ser apanhado roubando é estúpido ou falta de sorte.

Coberto de razão não é mesmo? Só tem um detalhe: este país é a Coréia de 1967!

Infelizmente em vez de procurar na Coréia experiências que possamos adotar por aqui o atual modelo a ser importado é o de Fidel e Chavez.

Pobre Brasil.

E o apagão continua…

Faz um favor a todos nós Waldir Pires, pede logo para sair e de imediato!
O brasileiro tem que ter uma boa dose de coragem para encarar nosso espaço aéreo no momento. A situação aparenta ser de calamidade, e não duvido um novo acidente antes do natal. Parece exagero? Veremos. Torço para estar completamente errado, mas o pessoal está no limite e os equipamentos estão dando pane. Nada que não tivesse sido avisado no relatório de 2003 ou 2004. Como sempre o governo mostra toda sua incopetência no trato de questões concretos e não vai ser com sua retória vazia que vai resolver esta situação.
A contigenciar verbas para o setor o governo fez sua opção. Agora que arque com as consequências!

Cartão de Crédito Corporativo

Um dos momentos na última campanha que atingiu Lula, e foi muito mal explorado nos dias seguintes pelo candidato de oposição foi o cartão crédito corporativo.

Este “monstrengo” é uma atentado literal à lei 8666. Foi criado por FHC e aprimorado por Lula que o colocou sobre a rúbrica de “sigilo de estado”.

Misturaram alhos com bugalhos, usando uma expressão bem ao gosto do apedeuta da república.
Segundo a explicação oficial, a divulgação dos extratos destes cartões colocariam em “risco” a segurança pessoal do presidente e seus acessores diretos. Poderia ser usado por “terroristas”.
Pois sabem quanto foi gasto este ano pela presidência?

9 bi.

É isso mesmo, o mesmo valor que o governo dispões para investir ano que vém. 9 bi. E tem gente que ainda acha que precisa arrecadar mais.

O JB de ontém informou que só no arquivo nacional, R$ 27 mil reais foram sacados em dinheiro vivo por 6 funcionários. O coordenador do arquivo informa que a maioria dos gastos foram com obras, compras e preservação. É uma flagrante fuga da licitação, e não existe nenhuma justificativa para fazer este gasto com cartões de crédito.

Ah, funcionários falaram também que “sofrem” com a falta de clipes, canetas e afins. Nada que também não possa ser comprado no início do ano em processo licitatório.

Para quem não sabe, existe um negócio chamado “suprimento de fundo”, que qualquer servidor pode receber um valor em dinheiro para gastos. O grande problema? É limitado em R$ 4.000,00 (podendo ter dois ao mesmo tempo) e principalmente existe um relatório rígido de prestação de contas. Eu sei porque já recebi alguns.

Quem não trocaria um suprimento destes por um cartão de crédito sem limites, pago pelos bobos da corte, e sem necessidade de prestar contas?

Brasil, uma país para todos!

Era só o que faltava

Folha online:

Dirceu sinaliza que vai trabalhar para que seu pedido de anistia (uma emenda constitucional) seja encaminhado ao Congresso em 2007, por iniciativa da sociedade, como prevê a Constituição.

Seria a cereja do bolo da impunidade agora devolver a elegibilidade de José Dirceu, apontado como o mentor e chefe da gang dos 40 pelo procurador geral da república.
Cada vez o Brasil afunda mais na lama que ele próprio criou. Lamentável.

O que é um programa social

Folha online:

“Em 1998, quase 100% do mercado de telefonia móvel [5 milhões de telefones] era concentrado nas classes A e B. Em 2006, 60% deste mercado está nas mãos das classes C, D e E. Mais ainda: “Cerca de 64% dos usuários de celular apresentam uma renda inferior a R$ 480, ante os 10% com renda superior a R$ 1200”

Eis um efeito claro da privatização do sistema telebrás. E o PSDB não conseguiu defender uma coisa desta nas eleições! É muita incopetência! De 1998 para cá, a iniciativa privada investiu R$ 135 bilhões no setor. O governo trabalha com R$ 9 bilhões ao ano de investimento em todos os setores! E ainda defendem este modelo estatista. O que falta entender é que o maior distribuidor de renda que existe é o capitalismo.
No regime socialista o bem da elite burocrática é exclusivo dela por eras. No capitalismo a televisão de plasma que hoje está restrita a classe A um dia, e não muito longe, vai chegar na classe D. Eu mesmo estou na fila, como representante da classe C (Aquela que paga a conta).
O resto é discurso vazio.