Não há crise aérea…

Depois de passar meses dizendo que não existia crise no setor aéreo e se render aos fatos esta semana, o presidente tomou uma atitude firme. Exigiu uma data para normalização dos aeroportos. Foi enfático, queria não só a data, mas também a hora.

Pois está aí o resultado. Todos os aeroportos do país estão fechados pelo motim dos controladores. Atenção, estão dizendo greve mas militar não faz greve, faz motim. E por isso já receberam a voz de prisão do Comandante da Aeronáutica em pessoa. Não tinha outra escolha. Uma vez alguém definiu os militares como os guardiões do que existe de mais letal em um país. Deixá-los se amotinar pode levar à conseqüências incontroláveis. Imagine uma unidade de blindados amotinada apontando suas armas para o palácio do planalto. Quem resolveria a questão.

Quando meses atrás o Ministro da Defesa reuniu-se com os sargentos , sem a presença do Comandante da Aeronáutica tratando-os como grevistas do ABC já estava semeada a confusão futura. E está aí. O movimento foi deflagrado pela transferência de um Sargento (o líder da “categoria”) de Brasília para Santa Maria.

As reivindicações podem até serem justas, mas desde o início as atitudes dos controladores está se mostrando por demais oportunistas. A primeira paralisação quando o inquérito do acidente da Gol apontou para seus pares, e agora por causa da transferência de seu líder.

Depois de mais de 6 meses o governo resolve fazer o que deveria ter feito desde o início. Constituir um gabinete da crise e reconhecê-la como tal.

Como ficam agora os 308 bravos deputados que acham que não há fato determinado para instalar uma CPI no setor? A lista está aí no blog para quem quiser ver. Os petistas e mensaleiros já não causam surpresas, mas chamou a atenção o nome de gente com Serraglio, Izar e Miro Teixeira. Um arranhão e tanto na imagem destes parlamentares.

Lula já orientou o Comando da Aeronáutica a negociar. É perigoso tratar militares como grevistas comuns. Abre um precedente perigosíssimo. Mas também a solução não é fácil pois os controladores sabem que tem o país nas mãos. E isto é o mais grave de tudo.

Lista do Apagão

Que fique o registro dos 308 deputados que sepultaram na Câmara a CPI do Apagão, que entre outras dispunha-se a investigar as causas do acidente da GOL e do caos nos aeroportos. Aquela que o governo só aceitava se não investigassem a INFRAERO. O PT liderou a turma com 71 deputados, seguido de perto pelo PMDB com 65. Em negrito os “destaques”.

Total por partidos:

PT – 71, PMDB – 65, PP – 34, PR – 33, PSB – 22, PDT – 21, PTB – 16, PC do B – 13, PAN -4, PSC – 6, PMN – 5, DEM – 4, PPS – 2, PSDB -1, PV – 1, PTC – 1, PHS – 1, PRB – 1, Sem partido 2

PT
Adão Pretto (RS)
Andre Vargas (PR)
Angela Portela (RR)
Angelo Vanhoni (PR)
Anselmo de Jesus (RO)
Antônio Carlos Biffi (MS)
Antonio José Medeiros (PI)
Antonio Palocci (SP)
Assis do Couto (PR)
Beto Faro (PA)
Carlos Abicalil (MT)
Carlos Santana (RJ)
Carlos Wilson (PE)
Carlos Zarattini (SP)
Chico DAngelo (RJ)
Cida Diogo (RJ)
Dalva Figueiredo (AP)
Décio Lima (SC)
Devanir Ribeiro (SP)
Domingos Dutra (MA)
Dr. Rosinha (PR)
Edson Santos (RJ)
Eduardo Valverde (RO)
Elismar Prado (MG)
Eudes Xavier (CE)
Fátima Bezerra (RN)
Fernando Ferro (PE)
Fernando Melo (AC)
Gilmar Machado (MG)
Guilherme Menezes (BA)
Henrique Afonso (AC)
Henrique Fontana (RS)
Iran Barbosa (SE)
Iriny Lopes (ES)
Janete Rocha Pietá (SP)
Jilmar Tatto (SP)
João Paulo Cunha (SP)
Jorge Bittar (RJ)
José Airton Cirilo (CE)
José Genoíno (SP)
José Guimarães (CE)
José Mentor (SP)
José Pimentel (CE)
Joseph Bandeira (BA)
Leonardo Monteiro (MG)
Luiz Bassuma (BA)
Luiz Couto (PB)
Luiz Sérgio (RJ)
Magela (DF)
Marco Maia (RS)
Maria do Carmo Lara (MG)
Maria do Rosário (RS)
Maurício Rands (PE)
Miguel Corrêa Jr. (MG)
Nazareno Fonteles (PI)
Nelson Pellegrino (BA)
Nilson Mourão (AC)
Odair Cunha (MG)
Paulo Pimenta (RS)
Paulo Rocha (PA)
Paulo Rubem Santiago (PE)
Paulo Teixeira (SP)
Pedro Eugênio (PE)
Pedro Wilson (GO)
Pepe Vargas (RS)
Praciano (AM)
Reginaldo Lopes (MG)
Ricardo Berzoini (SP)
Rubens Otoni (GO)
Sérgio Barradas Carneiro (BA)
Tarcísio Zimmermann (RS)
Vaccarezza (SP)
Vander Loubet (MS)
Vicentinho (SP)
Vignatti (SC)
Virgílio Guimarães (MG)
Zezéu Ribeiro (BA)

PMDB
Acélio Casagrande (SC)
Alberto Silva (PI)
Alexandre Santos (RJ)
Aníbal Gomes (CE)
Antônio Andrade (MG)
Antonio Bulhões (SP)
Asdrubal Bentes (PA)
Bel Mesquita (PA)
Bernardo Ariston (RJ)
Carlos Alberto Canuto (AL)
Carlos Bezerra (MT)
Carlos Eduardo Cadoca (PE)
Celso Maldaner (SC)
Colbert Martins (BA)
Darcísio Perondi (RS)
Edinho Bez (SC)
Edio Lopes (RR)
Edson Ezequiel (RJ)
Eduardo Cunha (RJ)
Elcione Barbalho (PA)
Eliseu Padilha (RS)
Eunício Oliveira (CE)
Fátima Pelaes (AP)
Fernando Diniz (MG)
Flaviano Melo (AC)
Flávio Bezerra (CE)
Francisco Rossi (SP)
Geraldo Pudim (RJ)
Hermes Parcianello (PR)
Íris de Araújo (GO)
João Magalhães (MG)
João Matos (SC)
Joaquim Beltrão (AL)
Jurandil Juarez (AP)
Laerte Bessa (DF)
Leandro Vilela (GO)
Lelo Coimbra (ES)
Leonardo Quintão (MG)
Luiz Bittencourt (GO)
Marcelo Castro (PI)
Marcelo Guimarães Filho (BA)
Marcelo Itagiba (RJ) – Abstenção
Maria Lúcia Cardoso (MG)
Marinha Raupp (RO)
Moacir Micheletto (PR)
Nelson Bornier (RJ)
Olavo Calheiros (AL)
Osmar Serraglio (PR)
Osvaldo Reis (TO)
Paulo Henrique Lustosa (CE)
Paulo Piau (MG)
Pedro Chaves (GO)
Pedro Novais (MA)
Professor Setimo (MA)
Reinhold Stephanes (PR)
Rocha Loures (PR)
Saraiva Felipe (MG)
Solange Almeida (RJ)
Tadeu Filippelli (DF)
Valdir Colatto (SC)
Vital do Rêgo Filho (PB)
Waldemir Moka (MS)
Wilson Santiago (PB)
Zé Gerardo (CE)
Zequinha Marinho (PA)

PP
Afonso Hamm (RS)
Aline Corrêa (SP)
Antonio Cruz (MS)
Benedito de Lira (AL)
Carlos Souza (AM)
Ciro Nogueira (PI)
Eduardo da Fonte (PE)
Eliene Lima (MT)
Eugênio Rabelo (CE)
George Hilton (MG)
Gerson Peres (PA)
João Leão (BA)
João Pizzolatti (SC)
José Linhares (CE)
José Otávio Germano (RS)
Lázaro Botelho (TO)
Luiz Fernando Faria (MG)
Márcio Reinaldo Moreira (MG)
Mário Negromonte (BA)
Nélio Dias (RN)
Nelson Meurer (PR)
Neudo Campos (RR)
Pedro Henry (MT)
Rebecca Garcia (AM)
Renato Molling (RS)
Ricardo Barros (PR)
Roberto Balestra (GO)
Roberto Britto (BA)
Sandes Júnior (GO)
ão Ses (RJ)
Vadão Gomes (SP)
Vilson Covatti (RS)
Waldir Maranhão (MA)
Zonta (SC)

PR
Aelton Freitas (MG)
Chico da Princesa (PR)
Dr. Adilson Soares (RJ)
Giacobo (PR)
Gorete Pereira (CE)
Homero Pereira (MT)
Inocêncio Oliveira (PE)
João Carlos Bacelar (BA)
João Maia (RN)
Jofran Frejat (DF)
José Carlos Araújo (BA)
José Rocha (BA)
Léo Alcântara (CE)
Lincoln Portela (MG)
Lindomar Garçon (RO)
Lucenira Pimentel (AP)
Luciano Castro (RR)
Lúcio Vale (PA)
Marcelo Teixeira (CE)
Maurício Quintella Lessa (AL)
Maurício Trindade (BA)
Milton Monti (SP)
Neilton Mulim (RJ)
Nelson Goetten (SC)
Sandro Mabel (GO)
Sandro Matos (RJ)
Tonha Magalhães (BA)
Valdemar Costa Neto (SP)
Vicente Arruda (CE)
Vicentinho Alves (TO)
Wellington Fagundes (MT)
Wellington Roberto (PB)

PSB
Ana Arraes (PE)
Ariosto Holanda (CE)
Átila Lira (PI)
Beto Albuquerque (RS)
Djalma Berger (SC)
Dr. Ubiali (SP)
Eduardo Lopes (RJ)
Fernando Coelho Filho (PE)
Givaldo Carimbão (AL)
Janete Capiberibe (AP)
Laurez Moreira (TO)
Lídice da Mata (BA)
Manoel Junior (PB)
Marcelo Serafim (AM)
Márcio França (SP)
Marcondes Gadelha (PB)
Maria Helena (RR)
Mauro Nazif (RO)
Ribamar Alves (MA)
Rodrigo Rollemberg (DF)
Valadares Filho (SE)
Valtenir Luiz Pereira (MT)

PDT
Arnaldo Vianna (RJ)
Barbosa Neto (PR)
Brizola Neto (RJ)
Dagoberto (MS)
Davi Alves Silva Júnior (MA)
Dr. Basegio (RS)
Giovanni Queiroz (PA)
João Dado (SP)
Julião Amin (MA)
Manato (ES)
Marcos Medrado (BA)
Miro Teixeira (RJ)
Paulinho da Força (SP)
Pompeo de Mattos (RS)
Reinaldo Nogueira (SP)
Sebastião Bala Rocha (AP)
Sérgio Brito (BA)
Severiano Alves (BA)
Sueli Vidigal (ES)
Vieira da Cunha (RS)
Wolney Queiroz (PE)

PTB
Armando Abílio (PB)
Armando Monteiro (PE)
Arnon Bezerra (CE)
Augusto Farias (AL)
Ernandes Amorim (RO)
Frank Aguiar (SP)
Jackson Barreto (SE)
José Múcio Monteiro (PE)
Jovair Arantes (GO)
Luiz Carlos Busato (RS)
Paes Landim (PI)
Paulo Roberto (RS)
Pedro Fernandes (MA)
Ricardo Izar (SP)
Sabino Castelo Branco (AM)
Sérgio Moraes (RS)

PC do B
Aldo Rebelo (SP)
Alice Portugal (BA)
Chico Lopes (CE)
Daniel Almeida (BA)
Edmilson Valentim (RJ)
Evandro Milhomen (AP)
Flávio Dino (MA)
Jô Moraes (MG)
Manuela D’Ávila (RS)
Osmar Júnior (PI)
Perpétua Almeida (AC)
Renildo Calheiros (PE)
Vanessa Grazziotin (AM)

PAN
Cleber Verde (MA)
Jurandy Loureiro (ES)
Silas Câmara (AM)
Takayama (PR)

PSC
Deley (RJ)
Eduardo Amorim (SE)
Filipe Pereira (RJ)
Hugo Leal (RJ)
Mário de Oliveira (MG)
Ratinho Junior (PR)

PMN
Fábio Faria (RN)
Francisco Tenorio (AL)
Sergio Petecão (AC)
Silvio Costa (PE)
Uldurico Pinto (BA)

DEM (PFL)
Cristiano Matheus (AL)
João Bittar (MG)
Lael Varella (MG)
Roberto Magalhães (PE)

PPS
Airton Roveda (PR)
Alexandre Silveira (MG)

PSDB
Silvio Lopes (RJ)

PV
Fábio Ramalho (MG)

PTC
Carlos Willian (MG)

PHS
Felipe Bornier (RJ)

PRB
Léo Vivas (RJ)

Sem partido
Damião Feliciano (PB)
Juvenil Alves (MG)

Programa nuclear iraniano

Em 2003, A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) comunicou que o Irã ocultara um programa de enriquecimento de urânio por 18 anos. A questão é que este país integra o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que impede o desenvolvimento de armas nucleares por aqueles que ainda não possuem a tecnologia. O Tratado prevê o enriquecimento para fins pacíficos (produção de energia), mas deve ser realizado com acompanhamento e fiscalização da AIEA, à semelhança do que acontece com o Brasil.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirma que o propósito do programa nuclear de seu país é diversificar as fontes de energia. Como o país é rico em gás e petróleo e, recusou recentemente ofertas de urânio já enriquecido, aumentam as suspeitas que esteja visando o desenvolvimento de armas nucleares.

No fim de 2006, o Conselho de Segurança (CS) da ONU aprovou resolução prevendo sanções bélicas e tecnológicas ao Irã e determinando o fim do desenvolvimento do programa em um prazo de 3 meses.

Terminado este período a AIEA constatou que não apenas a resolução não foi cumprida, como o programa foi acelerado. Israel já trabalha com a hipótese que o ciclo de enriquecimento esteja concluído em um ano e que, vencida esta etapa o país se retire do TNP para desenvolver armas nucleares.

A questão é bastante sensível, e as potências ocidentais tentam impedir por vias diplomáticas o prosseguimento por este caminho. Em caso de fracasso, é provável que haja ações militares por parte de Israel e dos Estados Unidos. O que tornaria o Oriente Médio ainda mais explosivo do que é hoje.

A melhor coisa para a humanidade hoje é o sucesso da investida diplomática, pois parece cada dia mais improvável que as potências ocidentais assistam impassíveis o surgimento de uma potência nuclear na região.

Começou

O primeiro partido a chiar com a decisão do TSE foi, como não poderia deixar de ser, o PR. O PL é a união do antigo mensaleiro PN (antigo no nome, fique bem claro) com o PRONA. Pois o PR é justamente o partido que mais cresceu depois das urnas, com promessas de cargos que ainda nem existiam. Com a nomeação de Alfredo Nascimento para os Transportes, tinha tudo para inchar ainda mais, pois agora os cargos (e os recursos correlatos) efetivamente existem.

Decisão do TSE, um passo para a fidelidade partidária

O TSE tomou uma resolução que bate firme na infidelidade partidária e pode colocar alguma ordem na casa. Trata-se de uma consulta do PFL sobre a mudança de partido após a eleição. O mandato obtido nas urnas seria do partido ou do candidato?

Por 6 votos a 1 o TSE entendeu que seria do partido e o parlamentar eleito que trocasse de legenda perderia seu mandato. A principal base para a decisão é o fato que dos 513 deputados eleitos apenas 39 teriam votos para estar na Câmara. A aberração é muito grande.

A decisão do TSE é um parecer, não tem força de lei. Agora o PFL vai solicitar à mesa diretora as cadeiras que perdeu. Caso a resposta seja negativa ingressará com mandado de segurança no STF, que decidirá a questão. E a interpretação do TSE deverá ser levada em conta.

É uma luz no fim do túnel.

Racismo

BBC Brasil – E no Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?
Matilde Ribeiro – Eu acho natural que tenha. Mas não é na mesma dimensão que nos Estados Unidos. Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.

Este absurdo foi dito pela Secretária Especial de Política da Promoção da Igualdade e mostra que a noção de igualdade dela é meio torta. Imagino o que acontecesse se um branco afirmasse que é normal o racismo de brancos contra negros estaria preso. E sem direito à fiança. Mas ela pode falar o contrário que é tudo normal. Afinal é mulher e negra. Nos dias de hoje inimputável. Aliás foi a defesa da Benedita quando foi flagrada gastando dinheiro público para ir em encontro de sua igreja na Argentina. Na época disse que era preconceito por ser mulher e negra.

Se fosse seguir seu pensamento haveria também racismo de negro contra negro. A história mostra que antes da chegada dos europeus no continente africano eles já guerreavam e escravizavam os derrotados. Como os brancos escravizavam brancos na antiguidade. Aliás, os negros eram vendidos aos europeus pelos próprios negros, o que evidentemente não os isenta da responsabilidade pela escravidão.

Uma autoridade com um pensamento desses deveria ser demitida. Aqui, neste circo de horrores, não vai acontecer nada. Já não concordo com a política racial que está sendo implantada no Brasil, conduzida por um pensamento desses fica ainda pior. E vamos vivendo.