Compra da Brasil Telecom

Nem vou entrar em detalhes, tudo sobre a escandalosa compra da Brasil Telecom pode ser encontradas nas notas de Lauro Jardim (aspectos econômicos), no Blog de Reinaldo Azevedo (aspectos políticos) e nos artigos de Diogo Mainardi (aspectos digamos assim, comerciais).

O fato é que trata-se de um passo atrás no capitalismo brasileiro. A telefonia é uma das maiores comprovações que a liberdade de mercado é salutar para o consumidor, tudo baseado em um marco regulatório confiável. Foi um dos maiores acertos do governo FHC e seu sucesso é evidente. Transvestido de um nacionalismo ultrapassado o governo Lula avança na concentração do mercado e estimula um acordo contra as próprias leis do país.

O recuo é tão nítido que o governo nem fala mais em mudar a legislação. Que se faça contra a lei e fica tudo por isso mesmo.

O resto é conversa afiada, ops!, fiada.

Fim de semana agitado

O meu fim de semana está por deveras agitado. São muitas atividades e só agora conseguir dar uma passada rápidas nas notícias.

Parece que o fim de semana dos envolvidos na montagem do dossiê também está bem agitado, ainda mais com nova revelação da Veja que existem 8 funcionários envolvidos e que não aceitam pagar sozinhos pelo crime. Parece que a margem de manobra de Dilma está se estreitando cada vez mais e cada nova tentativa de sair das cordas só piora a situação.

O desespero dessa gente é tão grande que até os defensores do governo estão perdidos em sua defesa. E cada vez é mais difícil de acreditar que todo este movimento seja apenas para salvar a “mãe do PAC”  e seus 2% de intenções de voto.

Mitos são construídos, crescem e tornam-se aparentemente imbatíveis. É neste instante que vem a  constatação da realidade histórica, com raras excessões são destruídos rapidamentes quando se percebe que não há substância nestas personalidades.

Um dos contos mais inspirados da estória da humanidade é a Roupa Nova do Rei. E tem gente que acha que estórias infantis são apenas para crianças!

Rumo ao caos econômico

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem a nacionalização de ‘toda a indústria de cimento’ no país. A medida é uma resposta à suposta atitude dos fabricantes, que segundo Chávez exportam a maior parte da produção em detrimento dos planos oficiais de habitação. O grupo mexicano Cemex é o maior fabricante de cimento e concreto da Venezuela, onde possui três indústrias e produz 4,6 milhões de toneladas por ano.

Quanto mais estatizar, mas se afundará. Não há como resistir em seu projeto de socialismo juntamente com ruína econômica, a União Soviética mostrou isso ao mundo em 1989, e a China está mostrando hoje.

Ah, mas tem Cuba! Cuba só existe como república comunista até hoje porque John Kennedy aceitou um compromisso de jamais invadir a ilha em troca da resolução da crise dos mísseis. Depois se tornou irrelevante interferir na lenta agonia do regime.

A Venezuela não é Cuba, não conseguirá se isolar do mundo da mesma maneira que o país Caribenho. Existe fronteiras territoriais e países vizinhos democráticos. Como Hugo Chávez deteria a fuga dos venezuelanos quando a ilusão terminar com o caos econômico inevitável?

No final das contas vai ser bom para a democracia. A única chance de sobrevivência do socialismo é alidada ao capitalismo, nos moldes chineses e no que o PT está implantando no Brasil. O fracasso de Chávez será um golpe no Foro de São Paulo e ele virá.

A festa continua…

A Comissão de Anistia aprovará hoje a condição de anistiado político, com direito a indenização em prestações mensais, para 20 jornalistas que se disseram perseguidos pela ditadura militar e pediram reparação econômica. A sessão de julgamento ocorrerá na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, e terá um tom de cerimônia, com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro. Entre os beneficiados estão os cartunistas Ziraldo e Jaguar e os jornalistas Sinval de Itacarambi Leão, diretor da “Revista Imprensa”, e Ricardo Moraes Monteiro, chefe da assessoria de imprensa do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A festa continua, mais uma vez com direito a cerimônia e comemoração. É um escárnio, uma vergonha e uma afronta. E a patuléia paga a conta.

Um alerta

O blog do Clausewitz faz um importante e oportuno alerta sobre a banalização na utilização das Forças Armadas no Brasil. A Constituição permite que seja utilizada, como atividade complementar, no desenvolvimento do país. O que está se vendo é seu emprego político, em obras eleitoreiras, com a finalidade de atribuir credibilidade aos projetos do governo que fazem parte do nome fantasia “PAC”. Isto não é bom e está começando a afetar internamente as FFAA, particularmente o Exército.

A extensão da política nacional para dentro da instituição é altamente preocupante.

O post citado pode ser lido aqui. 

Procura-se

Funcionário graduado da casa civil disposto a assumir autoria de dossiê contra a oposição. Não precisa de antecedentes, apenas disposição de admitir que tudo saiu de sua cabeça. Sim, será demitido. Mas há sempre uma ONG “companheira” pronta para acolhê-lo. Paga-se bem. Claro.

Sigilo de fonte

O jornalista Ricardo Noblat noticiou que teria sido ÁLvaro Dias a fonte da Veja no caso do dossiê. É um jogo perigoso de Noblat.

O termo vazamento está sendo banalizado neste episódio e é preciso ter atenção. Uma coisa é um membro do governo que tendo acesso a um ato ilegal que estava sendo praticado na casa civil faça uma denúncia para a imprensa fornecendo partes do dossiê como prova. Trata-se de um vazamento e um caso claro de fonte, este indivíduo deve ser protegido com o sigilo pois denunciou uma ilegalidade ou mesmo abuso de poder.

Não parece ter sido esta a situação. O que fica evidente é que membros do governo estariam utilizando material produzido pela casa civil para pressionar a oposição. Se foi um membro do próprio governo que deixou o material “vazar” para a imprensa, o objetivo era claro: que os gastos de FHC se tornassem público como um aviso para a oposição. Declarações de alguns ministros na época do vazamento apontam neste sentido. Esse indivíduo ou grupo podem sim ser investigados pois fazem parte de um esquema.

Outra hipótese é um membro da oposição, pode até ter sido o senador paranaense, diante do dossiê tenha resolvido entregá-lo à imprensa para mostrar a chantagem e o abuso que estava sendo cometido. É um caso de fonte e deve ser protegido por sigilo.

Parece-me que o jornalista está fazendo uma confusão com conceitos. Disse que é obrigação de um jornalista diante de uma notícia dar-lhe publicidade. Não é bem assim. Imagine que se descubra que a polícia tem um informante dentro do PCC, teria então de noticiar o fato e o nome? Pelo raciocínio do colunista, sim.

O sigilo da fonte não é à toa, nem proteção para criminosos. É um dos pilares para a liberdade de imprensa e para a própria democracia. Se fontes começam a ser expostas em praça pública não haveria denúncias de dentro de esquemas criminosos. É um jogo perigoso.

Talvez Noblat tenha avançado demais em sua função de informar.

Jogando cartas pesadas

O governo resolveu jogar pesado no caso do dossiê e agora tenta jogar no colo da oposição sua lambança. Se foi o senador Álvaro Dias que entregou para a revista Veja parte do dossiê ou não, isto é irrelevante. O fato é que foi feito na Casa Civil da presidência da república e distribuído para os parlamentares da oposição a título de chantagem. É possível que Álvaro Dias tenha sido um dos que recebeu e se foi ele quem entregou (não vazou) o documento para a imprensa fez muito bem pois permitiu que a lambança chegasse ao público.

Ao invés de tentar algum entendimento parece que a tática é o confronto direto, que seja. É bom para certos parlamentares da oposição aprenderem que não há o menor sentido em ser condecendente com  esta gente.

É hora de ir à fundo nesta questão, chegar na origem do dossiê e, acima de tudo, quem sabia de sua existência.