Dançando sobre 67 mortos

A dengue fez 67 vítimas fatais e até o exército foi convocado para enfrentar a epidemia.

Não vi o presidente visitando estes postos, nem os doentes.

Mas foi ao Rio. Esteve lá ontem. Junto com Dilma e o governador do estado.

Mais um palanque do PAC ou “paclanque”.

Uma dança macabra sobre 67 mortos.

Breves comentários sobre o noticiário de hoje

Editorial Folha:

PESQUISA DATAFOLHA mostra uma recuperação da imagem do Congresso Nacional. Hoje, “apenas” 39% dos eleitores considera ruim ou péssimo o desempenho de senadores e deputados federais. Na avaliação anterior, de novembro, ainda marcada pela absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), esse percentual chegava a 45%. Não foi o fundo do poço. Em agosto de 2005, no auge do escândalo do mensalão, a marca bateu os 48%.

Já esteve pior, mas a avaliação do Congresso Nacional é realmente muito ruim, e com justiça. O que não é bom para a democracia e para o país pois o Congresso deve ser, usando a expressão do presidente do senado, a caixa de ressonância da opinião pública. É através do legislativo que se fiscaliza o estado e estabele seus limites através das leis; quando estas tarefas fundamentais são relegadas o cidadão fica sem defesas diante do leviatã.

Já escutei de um professor que o Brasil deveria ter apenas dois poderes, o executivo e o legislativo. Na prática estamos quase nisso, tamanha a interferência do governo no Congresso. Não é salutar que um senador deixe o cargo atrás de qualquer boquinha no executivo, não no presidencialismo.

Editorial Folha:

A TENTATIVA do governo fluminense de importar pediatras de outros Estados para atender às crianças contaminadas pelo vírus da dengue dá bem a medida da desorganização da medicina pública no país. Faltam pediatras não porque o Rio de Janeiro não os produza, mas porque não consegue motivá-los a trabalhar na rede oficial. Concursos são realizados, mas as vagas não são preenchidas. Essa tem sido uma constante no país.
A principal causa para o fenômeno são os baixos salários oferecidos por Estados e municípios, que, de forma paradoxal, não implicam necessariamente economia de recursos públicos.

O Brasil não é uma federação e aí está uma das raízes do problema de saúde pública. A concentração de impostos,e de poder, no governo federal provoca uma situação de dependência de estados e municípios o que afasta as decisões da população. Não é possível que o governador do segundo maior estado brasileiro tenha que ficar mendigando para conseguir fazer implementar sua políticas. O Brasil precisa de um pacto federativo para valer. Enquanto ele não vém o governo assiste de camarote os estados falidos tentando vencer desafios superiores às suas próprias capacidades.

Folha:

Quebrando acordo feito no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a obrigatoriedade de sindicatos, centrais sindicais, federações e confederações prestarem contas ao TCU (Tribunal de Contas da União). O veto a um artigo do projeto que reconheceu formalmente as centrais sindicais foi publicado em uma edição extra do “Diário Oficial” da União de anteontem e provocou reações da oposição.

Dizer o que? O presidente costuma dizer que não é que a corrupção tenha aumentado, mas que seu governo é mais transparente que os outros. Parece que mudou de idéia.

O Globo:

– Falta muito para fazer. Sou democrata. O Lula deseja fazer o seu sucessor. Mas digo que, se você perguntar aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que Lula fique por mais tempo no poder. Por quê? Porque está bem o Lula, vai bem o Lula, raramente encontramos um cidadão como ele para dirigir o país – disse Alencar à Rádio Bandeirantes. Perguntado se estava defendendo um terceiro mandato, Alencar respondeu:
– Nos EUA, são quatro anos mais quatro. Mas, nos anos 30, Roosevelt teve o terceiro mandato porque os EUA precisavam que ele continuasse.

As maiores democracias impedem a perpetuação no poder, deve haver algum motivo. Sempre que a popularidade do presidente estiver em alta aparecerá alguém jogando no ar a tese do terceiro mandato. Na pior das hipóteses serve como chantagem política.
A referência à Roosevelt é do jogo. O que Alencar não diz é que não havia limite para re-eleição na época. Logo depois foi instituído o limite por se entender que a experiência não havia sido válida. A troca de poder é necessária para a democracia. O que faz a democracia não é vontade da maioria, mas a defesa da minoria através das leis. A minoria tem o direito de eleger um novo presidente em 2010, mesmo que a maioria não concorde.

Augusto Nunes

“Sou cristão”, mentiu há cinco anos, no meio de uma entrevista, o chefão João Pedro Stédile, ajoelhado desde criancinha no altar de Joseph Stalin. Nem foi preciso pedir-lhe que recitasse a primeira parte da ave-maria. “Acredito em reencarnação”, tropeçou já na frase seguinte. Fez uma pausa e completou a brusca conversão ao espiritismo: “Não só acredito como quero viver outra vida rapidinho”.

Socialistas no Brasil tem a estranha mania de quererem ser cristãos, principalmente católicos. Advogam a tese absurda, que já escutei de um professor, que Jesus Cristo foi o primeiro socialista da história. Cristo foi claro: o meu reino não é deste mundo. O do comunismo é. Pretendem construir o paraíso na terra, até hoje só construíram o inferno. Mas tem gente que ainda acredita.

Estado de SP:

O bispo de Barra (BA), d. Luiz Cappio, reuniu-se ontem com entidades sindicais e condenou “as mentiras do governo Lula”. Ao lado da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), ele denunciou o que acredita ser uma “situação de quase ditadura”. “O Executivo tem nas mãos o Legislativo e o Judiciário.” E voltou a criticar a transposição do Rio São Francisco. “É mentira. Esse projeto é para o capital”. Para Heloísa, o projeto é “uma farsa técnica e uma fraude política”.

Esse é bispo não pode ser um representante da Igreja. Condena o governo Lula por não ser comunista o suficiente, não é a toa que está ao lado de Heloísa Helena para gritar que a transposição é “um projeto para o capital”. Não tenho posição sobre a transposição pois quase nada sei sobre ela. Mas quando um religioso usa Marx para defender sua posição é melhor sair correndo e pegar um crucifixo.

Correio Braziliense:

Depois de pagarmos mais pelo gás boliviano, aproxima-se a hora em que, muito provavelmente, teremos de desembolsar mais também pela energia produzida em Itaipu. Fernando Lugo, candidato favorito à Presidência do Paraguai, se reúne hoje com Lula para discutir o assunto. Um acordo supostamente justo sobre o valor da cota de energia que cabe ao país vizinho e nos é vendida está no topo da pauta da reunião e da campanha do ex-bispo convertido em político de sucesso. Em meio a apertos de mãos e sorrisos, Lugo vem dizer educadamente, tal como já o fez o boliviano Evo Morales, que o Paraguai está sendo explorado pelos imperialistas brasileiros.

Sabem quem vai pagar a conta? Adivinhem?

Lucia Hipollito se afunda ainda mais na sua tese

Lucia parece ter realmente se agarrado a sua tese de fogo amigo. Em seu blog hoje trata novamente do assunto, desta vez com algumas pitadas a mais. Afirma que dossiês eleitorais são normais em campanhas eleitorais, tanto aqui quanto em qualquer outra democracia do planeta. A tese dela é que Lula é o responsável pela bagunça ao antecipar a campanha, o que teria dado sinal verde para a movimentação de seu partido.

O que Lucia parece não enxergar, ou não querer enxergar, é que uma coisa é um partido político se debruçar sobre dados públicos para levantar os “podres” de seus adversários. Isto realmente faz parte do jogo, por mais sujo que seja considerado por alguns.

O que aconteceu foi bem diferente. Não se tratavam de dados públicos, mas dados protegidos por sigilo de estado. Pior, dados que foram acessados pelo governo, não pelo partido. São coisas diferentes, em uma democracia existe uma diferença entre partido e governo. Este fornece os quadros para o governo que procura executar a proposta política que foi aprovada nas urnas. O que não pode é o governo tornar-se extensão do partido e passar a fazer política partidária; deve haver uma separação.

Não se trata portanto de um ato normal de partido político em campanha eleitoral. O que aconteceu foi o uso do estado pelo governo para atingir um partido de oposição e um ex-presidente da república.

Fico imaginando o que estes mesmos jornalistas estariam dizendo se a situação fosse o contrário, ou seja, sem em 2011 um presidente de oposição fosse pego montando um dossiê contra Lula.

No pano de fundo ainda está a falsa superioridade moral da esquerda. Se um esquerdista é pego praticando um crime é uma conspiração e procura-se levantar todas as hipóteses possíveis ou impossíveis para tentar justificar o que aconteceu. Se um conservador é pego em qualquer atitude suspeita é crime, independente do que tenha acontecido.

Mas aos poucos a corrupção das esquerdas vai minando este discurso. Pode-se enganar algumas pessoas durante muito tempo, ou muitas durante algum tempo, mas não se engana muitas pessoas por muito tempo.

Tirando o sofá da sala? Ou colocando-o?

Blog do Noblat:

Durante reunião, ontem, da Coordenação Política do governo, Lula cobrou da imprensa a divulgação do nome de quem vazou para ela o dossiê montado na Casa Civil da presidência da República sobre despesas sigilosas do segundo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Lula sabe muito bem quem vazou e por que vazou, isto antes do vazamento. O que está fazendo agora é seguir o script de que tudo não passou de uma conspiração para atingir… Dilma!

Noblat entrou na onda e dá um pito em Lula: em vez de procurar quem vazou o documento, deveria investigar quem o autorizou. Ainda exclama: “que gracinha”!

Gracinha é comentarista comprar esta versão sem pé nem cabeça. É claro que tem muita gente que não gosta de Dilma no PT, aliás petistas se odeiam, estão sempre disputando poder. Mas daí a acreditar que tinham medo de seus extraordinários 3% de intenções de voto, já é demais.

Por que acreditar que um membro isolado do governo montou um dossiê tentando comprometer o ex-presidente da república para atingir um companheiro de partido é mais verossímel do que o dossiê tenha sido montado tentando comprometer o ex-presidente da república para atingir… o partido do ex-presidente da república?

A verdadeira manchete é: governo usa os poderes do estado para atingir adversários políticos.

Se fosse uma país sério… ah esquece! Não somos um país sério!

Por que tanta agressividade?

Tenho observado nos últimos discursos que o presidente Lula está cada vez mais agressivo. O visual criado por Duda Mendonça está cada vez mais esquecido. O que estará por trás desta agressividade crescente? Tudo isso é empolgação pela popularidade? Talvez. O presidente já deu inúmeras demonstrações do quanto gosta de ver seu ego massageado.

Mas será outra causa? Medo? Neste caso, medo de que? Se tem uma coisa que o nosso guia mostrou é que nada cola em sua imagem, por pior que seja. A sua identificação com a grande massa do povo brasileiro é seu maior trunfo. Será que é esta identificação que corre risco?

Eu sei que é muito será, e muita esperança junta, mas não custa sonhar não é? Tem um velho ditado que diz que quanto maior a altura, maior o tombo. Lula está nas nuvens, seria um tombo e tanto não?

Se com apenas 1% dos gastos divulgados, e que foram colocados pelo próprio governo no portal da transparência pública, foram vistos absurdos, imagine o que aconteceria com, digamos, 30%, só para ficar em uma porcentagem baixa.

Nunca na história…

Para pensar

Diogo Mainardi trouxe a informação de um estudo, não guardei o nome do autor, que mostra que a porcentagem de gastos do PIB referentes á previdência e assistência social aumentaram em relação à educação e saúde.

É para pensar e muito. Se é assim, estamos privilegiando o passado em detrimento do futuro. A longo prazo o resultado é desastroso. Um dos motivos para o Japão ter superado a destruição da II Guerra Mundial foi ter apostado em seu futuro e de certa forma ter sacrificado a geração da época. Tratava-se de uma situação de crise, era um país destruído. Talvez não seja o caso de sacrificar uma geração (da qual eu estou incluído), mas seguramente é o caso de colocar o futuro como prioridade.

Nossa única esperança é o amanhã, é bom não esquecermos disso.

Na disputa entre Hilary X Obama, MCCain está vencendo

Lucas Mendes, no Manhattan Connection, resumiu bem o que está acontecendo no processo eleitoral americano. Até agora, o maior vencedor da disputa entre B. Hussein Obama e Hilary Clinton foi John McCain. Era uma azarão, já não é mais.

Hilary está com sua candidatura na UTI, mas ainda aguarda para ver a extensão do desgaste que Obama tem enfrentado por conta de seu pastor. Não fosse este fato já estaria desistindo de sua candidatura. Na verdade, parece que tem ainda outro objetivo; caso não seja candidato, prejudicar a do companheiro de partido. Sua conta é simples: com a derrota de Obama, teria uma nova chance em 2012. Uma eleição que provavelmente não teria McCain por causa da idade. Caso Obama vença, sua pretensão ficaria para 2016, quase que inviabilizada.

No editorial de hoje na Folha, credita-se a subida de McCain também à crise econômica que se consolida nos Estados Unidos. Enquanto os democratas tem uma receita de aumento do gasto público, principalmente para atender demandas sociais, McCain está sendo firme na proposta do receituário de Reagan: o mercado que se vire, não é dever do estado socorrer empresas que se arriscam no mercado financeiro. É um discurso que agrada à boa parcela dos americanos que relutam em ter o estado atacando seus bolsos mais vorazmente em época de crise.

O quadro ainda é completamente indefinido para as eleições, a campanha ainda nem começou, mas sem dúvida a disputa democrata passou um pouco do limite e o desgaste mútuo dos candidatos poderá deixar seqüelas que um político hábil como McCain poderá saber exportar.

Sobre McCain, achei bastante interessante seu discurso sobre substituir a Rússia no G8 por Brasil e Índia. Nem tanto pelos substitutos, mas por dar um recado à Putin. É extremamente perigoso um arsenal nuclear, ainda mais o segundo do globo, nas mãos de uma nação totalitária. Apesar de todos os seus problemas, o Brasil não está nem perto do quadro que se configurou nas últimas eleições russas.

Artigo de Gustavo Ioschpe na Veja

A Veja da última semana trouxe um artigo muito interessante de Gustavo Ioschpe. Desta vez a polêmica que levanta é com os ambientalistas.

Lembra que o Brasil tem uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, mas pouco mais de um terço é para os brasileiros. Isto porque o restante é destinado por lei às árvores e os animais. Nestas áreas não é permitido nenhuma atividade econômica produtiva.

Nas áreas em que a atividade industrial é permitida, “ela não escapa do controle __ e dos custos __ da polícia verde. Qualquer obra de grande impacto ambiental no país (fábricas, siderúrgicas…) devem pagar uma taxa de 0,5% de seu valor ao Instituto Chico Mendes, órgão do Ministério do Meio Ambiente”.

Além disso, existem as licenças ambientais, que no Brasil levam anos para serem concedidas. Isso apesar do Brasil flertar a anos com a escassez de energia, existe uma grande chance de um novo apagão em um futuro próximo. Como conseqüência, o preço da energia elétrica no atacado subiu 91% em apenas um ano, o que causará alto nos insumos básicos, cancelamento de investimentos, demissão e aumento do preços ao consumidor.

Este assunto já foi tratado por Nelson Ascher este ano. De maneira geral a população é mantida na total ignorância sobre os custos da política ambiental. O Congresso não participa das discussões sobre medidas, tudo é decidido dentro da burocracia oficial. Em se tratando de Meio Ambiente, a democracia é solenemente esquecida.

O orçamento da União de 2008 resume bem a punição que o Brasil se impõe: o orçamento do Ministério do Meio Ambiente (R$ 2,9 bilhões) é mais do que o dobro daquele destinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (R$ 1,3 bi). Apesar de sermos um país jovem e pobre, investimos mais na conservação da nossa escassez do que na geração das riquezas futuras.

Ioschpe lembra que é preciso ter uma boa dose de cesticismo com qualquer teoria que faça previsões catastróficas. Faz todo o sentido que os países desenvolvidos utilizem seus recursos para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, reconstruindo o que foi danificado em seu país.

O que espanta, no caso brasileiro, é que esse discurso tenha sido integralmente “comprado” por aqueles que certamente colhem mais custos do que benefícios com a preservação ambiental, da maneira como vem sendo praticada. Estudo recente do economista U. Srinivasan, da universidade de Berkely, estima que os países ricos imporão perdas ambientais de até US$ 7,4 trilhões aos países de renda per capita baixa e média (como o Brasil) por conta de suas ações no período 1961-2000.

Ioschpe questiona porque a solidariedade universal só aparece na hora de socializar as perdas, e não os ganhos. Parece natural e aceitável que os brasileiros preservem suas florestas para o bem dos europeus, mas parece ficção científica sugerir que os mesmos europeus devolvam os recursos naturais que roubaram ao longo dos séculos. “Por que eles podem defender nossas árvores e ficar com nosso ouro”.

Não se trata de uma defesa do desmatamento, mas de prioridade e foco. E o nosso foco deveria ser o bem-estar do brasileiro. “Enquanto uma massa de brasileiros vive em condições subumanas, sinto-me moralmente impedido de defender a preservação do mico-leão-dourado. Se os países ricos querem que preservemos nossas florestas, que pagem por isso.”

O autor lembra outro custo que não é divulgado:

Faz sentido, em um país com os nossos índices de criminalidade, com os nossos problemas de tráfico de drogas e contrabando nas fronteiras, deslocar mil homens da Polícia Federal para vigiar madeireiras no Pará, como o governo acaba de anunciar?

Por fim, lembra que o índice de pessoas plenamente alfabetizadas no Brasil é de 28%. A cada dia milhões de pessoas vão para as escolas e saem sem aprender. Estamos garantindo que o cérebro da nossa população continue virgem e preservado, assim o país vai fechando suas portas para o desenvolvimento. O que aconteceria se a energia despendida na preservação de florestas e animais selvagens fossem transferida para um único objetivo: “que todas as nossas crianças aprendam a ler e a escrever na primeira série”. Deveríamos nos preocupar mais com a inteligência de nossas crianças do que a intelligentsia estrangeira.

Se a colonização intelectual nos leva à cópia de todas as porcarias que vêm do hemisfério norte, do fast-food ao blockbuster, será que não podíamos também copiar o pragmatismo e o patriotismo que ajudaram a levar esses países a onde eles estão hoje?

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