A mentira sobrevivendo

Folha:

Em nome do governo Lula, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça pedirá formalmente à população da região do Araguaia (sul e sudeste do Pará, norte do Tocantins e sul do Maranhão) desculpas pelos atos cometidos por militares brasileiros na primeira metade dos anos 70, durante o combate à guerrilha do PC do B que atuava na área.

Era só o que faltava, o Exército vai para o Araguaia para eliminar um foco de guerrilha que era responsável pelo treinamento de terroristas que matavam brasileiros, militares e civis, e ainda tem que pedir perdão por cumprir sua obrigação!

A questão de fundo são os 240 processos de moradores da região que acusam os militares de quase tudo: tortura, escravidão, confisco, etc. Claro que entraram na balada das indenizações milionárias desta absurda comissão. No final quem paga a conta somos todos nós e é sempre bom lembrar: ao contrário do que gostam de alardear, são os mais pobres que pagam mais impostos no Brasil, como já atestou diversas pesquisas econômicas.

Estes sabem que estão financiando esta indústria de indenizações? Claro que não, e assim vamos caminhando na demonização de nossos militares e nos ideais que perseguiram ao invés de agradecê-los por terem impedido que o comunismo, o câncer do século XX, se espalhasse pela nação brasileira.

O Livre Comércio nas Eleições Americanas

Editorial de hoje na Folha:

A América Latina, que estava fora da agenda da eleição presidencial americana, entrou no debate. O motivo foi o acordo de livre comércio entre EUA e Colômbia, que o presidente Bush enviou para o Congresso.
Os dois pré-candidatos do Partido Democrata, de oposição, rivalizam para ver quem condena com mais vigor todos os acordos de livre comércio do país. No eleitorado há uma impressão generalizada, embora incorreta, de que esses tratados são responsáveis pelo desemprego no país.

Atualmente a Colômbia está cercada na América Latina. É o principal baluarte contra o Foro de São Paulo e a esquerdização do continente. É o mago Gandalf batendo seu cajado e afirmando: Não passarás!

Esta posição só consegue se manter por causa do apoio norte-americano e é natural que este apoio evolua para o livre comércio. Os candidatos democratas sempre se posicionam contra as áreas de livre comércio, são protecionistas. Pelo menos no discurso, já que uma vez eleito esquecem de muitas destas propostas e agem com um pouco mais de responsabilidade na economia, ainda bem.

A Colômbia precisa de estreitar seus laços com o parceiro estratégico já que o seu continente, incluindo o Brasil, lhe vira as costas constantemente em sua guerra contra as FARCs. É uma guerra que causa imensos prejuízos econômicos ao país, como retratado no livro Uma Democracia Sitiada, de Eduardo Leongómez.

É um país democrático que enfrenta um exército com roupagem revolucionária que pratica terrorismo e é interligado ao narcotráfico. Não sei o que é pior nesta combinação macabra, mas sei que ficar do lado desta trindade contra um governo democrático é uma clara indicação de moral, ou falta, dos governos sul-americanos.

Os democratas dizem que não querem nada com isso, e assim se posicionam no congresso. Isolar a Colômbia hoje será condená-la e colaborar com o sonho da América vermelha do Foro. É bom pensar nisso.

ONGs: Não governamentais, mas com dinheiro governamental

Estadão:

A CPI das ONGs identificou pelo menos uma centena de nomes de pessoas que trabalham no governo e são ou foram notórios dirigentes de organizações não-governamentais – o que facilita a coleta de dinheiro público para instituições que, na prática, funcionam como órgãos paraestatais financiados com dinheiro dos impostos dos contribuintes. O cruzamento de informações foi feito em cima de uma lista com cerca de 700 funcionários do Legislativo e do Executivo e, segundo o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), “levantou claros indícios dessa dupla militância ou proximidade político-administrativa”

O grande problema na questão das ONGs é que uma grande parte delas utiliza recursos públicos e por serem de natureza “não governamental”, não prestam contas da utilização destes recursos. É um convite e tanto para a corrupção. A partir do momento que o recurso entre em seu caixa, deixa de existir para o Estado.

Todas as ONGs possuem um fim “nobre” para justificar sua existência. Se o fim fosse nobre mesmo qual seria o problema em abrir suas contas? Em permitir a fiscalização?

Desconfio sempre de bem intencionados que não querem prestar contas de suas finanças. É apenas uma questão de lógica. Como é possível ser bem intencionado e ter medo de expor a forma como gasta o recurso que recebeu? Recurso público.

Parece-me que contraria o próprio texto constitucional que estabelece que todo recurso público deve ser fiscalizado, mas esta questão pertence aos juristas. O que fica difícil aceitar é ver tanta ONG ligada a parlamentares e mais ainda, parlamentares petistas. O que leva uma ONG a estar mais ligada a um petista do que integrante de qualquer outro partido?

Ah, é porque o petista é mais preocupado com os tais “atos nobres”.

Só se ato nobre significar meter a mão no dinheiro público para dar prosseguimento ao projeto de poder , e colocar um pouco no bolso também, afinal ninguém é de ferro como foi possível ver no caso Celso Daniel.

Se o Ministro da Justiça pensa assim, imagine o da Injustiça

O senhor tem insistido em que fazer um dossiê não é crime. Mas é correto usar informações que estão dentro do governo e dar a elas uma destinação política?
Não só é correto, como é necessário. É feito por todos os administradores responsáveis. Quando um administrador é atacado a respeito da realização de determinadas despesas e esse administrador quer mostrar que essas despesas que realizou são despesas ordinárias, comuns, feitas por todos os governos e aprovadas pelo Tribunal de Contas (da União), ele tem de fazer anotações para deixar à disposição, por exemplo, de uma CPI, de um inquérito do Ministério Público ou do TCU. Isso não é ilegal nem estranho. O problema é que, neste caso da Casa Civil, o que se começou noticiando foi o seguinte: Casa Civil vazou dossiê para prejudicar Fernando Henrique. Aí sim se criminalizou, nesse caso concreto, a palavra dossiê. Repito: dossiê não é um tipo penal.

Comentar o que? Que isso é uma delinqüência? Que este senhor e seu partido não tem moral nenhuma? Que não entendem a democracia? Que estão acima das leis? Que o estado se diminui, como instituição, um pouco mais?

Que nojo!

Demagogia?

Nesse contexto foi aprovada, primeiro, a regulamentação da emenda 29 que, à parte fixar algumas importantes definições para a saúde, adiciona R$ 5,5 bilhões em gastos no setor já em 2008 e mais R$ 17,5 bilhões até 2011. O projeto é do senador petista Tião Viana (AC).
Em seguida, a maioria dos senadores estendeu a todos os aposentados e pensionistas do INSS os benefícios da política de valorização do salário mínimo -reajustado pela variação do INPC mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Na sessão fatídica, também foi extinto o fator previdenciário, um dos principais feitos da reforma realizada na gestão FHC. O impacto dessas medidas, da lavra do senador Paulo Paim (PT-RS), sobre o Tesouro também está na casa de bilhões por ano.

O Editorial da Folha é particularmente duro com a oposição neste caso. Por que? Ela é minoria na casa, tão minoria que coloca apenas 3 senadores em uma CPI de 11, o que mostra bem seu tamanho. As duas propostas forma de dois senadores do partido do governo, um deles vice-presidente do Senado. E quem está fazendo demagogia é a oposição? Por que apresentaram os projetos então?

Não há dinheiro? Claro que há. Basta extinguir a TV pública, a Secretaria de Longo Prazo, a ajuda financeira à Cuba, a ajuda aos bicheiros no carnaval do Rio, …

Diz o editorial que a única preocupação da oposição foi constranger o governo. Tenha paciência! O presidente-candidato passa o ano inteiro percorrendo o Brasil fazendo campanha e inaugurando placa de obra sem o menor problema. Afinal, toda obra de governo tem fins políticos, não é? E a oposição tem que assistir calada? Conseguiu ajudar a derrubar a CPMF e é acusada até pela epidemia de dengue. Ajuda a aprovar dinheiro para a Saúde e é acusada de irresponsável. Assim fica difícil. É o primeiro governo cujo ônus de governar tem que ser da oposição!

Volto a lembrar, a oposição não tem votos nem para aprovar CPI, que exige um terço, imagine aprovar leis. Que se coloque as coisas no seu devido lugar.

Retirada no Iraque suspensa

Uol:

O presidente George W. Bush anunciou na quinta-feira a suspensão da retirada de soldados norte-americanos do Iraque, que aconteceria em julho, a fim de permitir que as Forças Armadas reavaliem a situação daquele país.

O anúncio apareceu em meio a uma nova onda de violência no Iraque, verificada nas últimas semanas. A polícia iraquiana disse na quinta-feira que bombardeios norte-americanos mataram 10 pessoas no bairro de Sadr City, um reduto de militantes em Bagdá onde os combates de rua diminuíram após quatro dias de confrontos nos quais morreram perto de 90 pessoas.

O presidente americano foi prudente, era necessária esta suspensão. Vamos a uma lógica rudimentar. Quando aumentou o contingente militar a violência diminuiu. Quando começou a retirada a violência aumentou. Será que não há uma relação de causa e efeito?

Outro ponto para se pensar. Se os terroristas querem a retirada americana do país, bastava ficar quieto enquanto as tropas eram retiradas. O que fizeram? Aumentaram a violência, sabendo que isto poderia suspender a retirada. Por que?

Só mostra que John McCain está correto, a retirada só é possível com a pacificação do país. Antes disso é contribuir para mais violência e vítimas, não só dos iraquianos mas também dos soldados americanos que vão ficando.

É bom o eleitor americano ter isso em mente quando escutar promessas de retirada imediata. Está se mostrando que não é a hora.

O Congresso é o verdadeiro mal?

Há tempos bato na mesma tecla. O problema político principal do país não é o Congresso Nacional. Dois acontecimentos recentes comprovam; os dois relacionados com o sindicalismo.

No primeiro, a Câmara dos Deputados extinguiu o imposto sindical obrigatório. Era uma avanço, significava que cada trabalhador brasileiro poderia optar em contribuir para o seu sindicato. Caberia ao sindicato convencê-lo que o dinheiro seria bem empregado e em seu benefício. Mas sabe como são os progressistas, odeiam a idéia de que o indivíduo tenha liberdade para fazer o que quer com o próprio dinheiro. O governo entrou na jogada, mobilizou sua tropa de choque e conseguiu derrubar a lei no Senado Federal. Uma demonstração que o Senado não tem esta superioridade moral em relação aos colegas deputados e que o executivo usa sua força (verbas) para controlar o legislativo.

No segundo acontecimento, este mais recente, tanto Câmara quanto Congresso acertaram. Votaram uma lei colocando os gastos dos sindicatos, referentes aos repasses públicos, sob fiscalização do TCU. Coube ao próprio companheiro presidente consertar o vacilo. Lula vetou a lei e os sindicatos continuam sem fiscalização.

Ontem foi dia de comemoração no Congresso. Os líderes sindicais fizeram uma baita festa regado a Uísque 12 anos para “homenagear” os deputados e senadores que colaboraram na vergonha. O trabalhador deve ter gostado de saber para onde vai seu dinheiro. Se isso é feito em público, diante da imprensa, imagina o que não fazem no privado? Imagino que alguém tenha alertado:

__ Vai ter imprensa presente.

__ Pois é.

__ Vamos ter que manerar.

__ É verdade, vamos servir só Bala 12. Para não ficarem falando. Deixa o blue para depois…