Globo:
Uma confronto de palavras e gestos, fora de época, lembrava antigos conflitos, em frente ao prédio do Clube Militar, na Avenida Rio Branco, Centro do Rio. De um lado, cerca de 20 jovens da União Nacional dos Estudantes (UNE) e integrantes do grupo Tortura Nunca Mais de Goiás; de outro, militares da reserva, recém-saídos do seminário “A lei da Anistia – Alcances e Conseqüências”. Faixas e gritos exibiam o confronto de idéias: “A ditadura militar seqüestrou, torturou e matou. A sociedade exige punição”, dizia um dos cartazes. O clima ficou tenso quando os primeiros militares saíram do prédio. Houve bate-boca com troca de acusações. Manifestantes gritavam contra a tortura, e militares os chamavam de comunistas. Para o vice-presidente da UNE, Tales de Castro Cassiano, a Lei da Anistia foi que chamou de “um grande acordo”:
– A tortura é um crime comum, é contra a humanidade. A cultura da impunidade se deu com a ditadura.
Esses 20 gato pingados que apareceram na frente do Clube Militar não possuem a menor idéia do que seja a democracia. Os militares, da ativa e da reserva, que estavam no Clube exerciam um direito legítimo em qualquer regime de liberdade, o de se reunir para discutir assuntos de interesse, quaisquer que sejam.
Os valentes da UNE, incapazes de fazer qualquer manifestação contra, por exemplo, o mensalão petista, resolvem aparecer novamente. A UNE não existe mais. É mais uma ONG que vive as custas do governo vendendo carteirinhas de estudante para qualquer um com 20 reais na mão. Seu discurso é patético, lixo que o mundo civilizado rejeitou a muito tempo. Chamar seus integrantes de estudante é um pejorativo aos estudantes; estes estão nas universidades fazendo o que deles se espera e não na Avenida Rio Branco colocando melancia na cabeça para tentar aparecer.