Que mundo!

Folha:

As redes de TV fizeram a festa no Ibope com o caso Eloá, garota de 15 anos que foi mantida refém pelo ex-namorado, durante a semana passada, no apartamento em que morava, em Santo André. O total de televisores ligados na Grande SP no final de semana foi 15% maior do que no anterior. No sábado, a média de televisores foi de 46%, a maior dos últimos dois meses. A audiência das redes que mais investiram na cobertura do seqüestro cresceu. A média da Globo no domingo, das 7h à 0h, subiu de 16 para 20 pontos, um crescimento de 25%. A Record cresceu 43% -foi de sete para dez pontos. A Record News, canal de notícias da Record que opera em sistemas aberto e pago, finalmente saiu do traço. A emissora saltou de 0,3 para 1,0 no sábado, deixando a Gazeta para trás e encostando na Rede TV!. O SBT também registrou aumento de audiência. Na sexta, com o caso, a Record bateu a novela das seis da Globo (“Negócio da China”) e empatou com a das sete (“Três Irmãs”), mas desabou contra o “Jornal Nacional” (33 a 14).

Comento:

O que dizer? Que mundo é este onde uma tragédia vira fonte de lucro, onde as pessoas gostam de acompanhar, com uma certa morbidez, os mínimos detalhes da morte de um ser humano?

Oh, maravilha! Quantas boas criaturas há aqui! Que bela é a humanidade! Oh, admirável mundo novo, que tais pessoas tens!

Shakespeare já estava adivinhando o futuro; coisa própria dos grandes homens.

César Maia dá pitaco errado sobre caso em Santo André

Do ex-blog do prefeito do Rio:

1. Na coletiva que deu à imprensa no dia seguinte ao assassinato da menina Eloá, em Santo André, o Coronel-PM explicou porque não autorizou o tiro fatal por atirador de elite, mesmo o tendo por duas vezes na janela em situação que facilitava o tiro. A razão alegada não o qualifica para comandar uma operação como essa.

2. Disse ele que se o fizesse a imprensa cairia em cima dele porque teria matado um jovem apaixonado e que isso não se justificaria, etc, etc. Ora, se um Coronel PM de Operações Especiais, ao tomar uma decisão dessa leva em conta a suposição de como a imprensa trataria a sua decisão, é porque lhe falta preparo para a decisão.

Comento:

Maia está errado nesta querstão. Existe policiais que estão há 13 anos, vejam bem, 13 anos!, respondendo processo porque após o tiro de um sequestrador tiveram que atuar e o resultado foi a morte dos dois sequestradores e 2 reféns. O mais interessante é que não estão sendo julgados pela morte apenas dos 2 reféns, mas dos dois sequestradores também!

O que fazia um procurador ao lado do negociador da polícia? Não estava ali justamente para avaliar toda ação policial? Pare evitar que a polícia se excedesse?

Durante todo o sequestro havia uma preocupação da procuradoria com a integridade de Lindembergue. Quem vive no Brasil sabe disso, a vida de um bandido vale mais do que de uma pessoa de bem. Vimos isto este ano no Morro da Providência. De um lado um tenente do Exército, que errou sim, de outro três marginais. O resultado foi o massacre da imprensa, deixando para a justiça o retrado de um criminoso moralmente já condenado.

A justiça brasileira é extremamente dura com os policiais porque já parte do princípio que eles estão sempre se excedendo. Na prática acabam tendo que sempre provar que são inoscentes e não o contrário.

Dizer que o GATE é despreparado é uma leviandade do prefeito do Rio. Não quero dizer aqui que não tenham sido cometidos erros. O mais evidente foi o retorno da outra menina, mas daí a colocar a culpa do que aconteceu na Polícia vai uma distância gigantesca.

Até porque, mesmo que a menina não retornasse, nada indica que o final não seria o mesmo. Nem mesmo em Hollywood um sequestro acaba sempre bem. O verdadeiro responsável por tudo que aconteceu está preso.

Estão tentando transferir a culpa para pessoas de bem que estavam cumprindo seu dever, sujeitos a uma enorme tensão e a erros, pois são seres humanos. O dia em que a justiça confiar no julgamento de uma pessoa treinada em uma situação como essas ele poderá atuar apropriadamente. Aí sim, poderá ser cobrado.

Mais sobre a opção que o GATE não tinha

Desde a morte de Eloá tenho dito aqui a mesma coisa: matar Lindembergue era uma opção que a polícia de São Paulo não tinha. Reinaldo Azevedo é de longe o que melhor analisou tudo que aconteceu até agora. Em post de hoje, nos apresenta uma estória importante para entender o caso:

Em 1995, dois assaltantes fizeram reféns 18 operários numa obra — a construção de uma mansão — no Morumbi. Era dia de pagamento. O GATE foi acionado. A negociação se prolongou. Dado o primeiro tiro por um dos bandidos, os policiais decidiram invadir a área. Resultado: quatro mortos — os dois bandidos e dois reféns. Sabem o que aconteceu com o comandante e todos os soldados da operação? Respondem até hoje por um processo sob a acusação de homicídio doloso — para ser preciso: homicídio doloso de quatro pessoas. Treze anos depois, eles ainda não se livraram. O comandante era conhecido na tropa. Liderara antes o cerco a uma rebelião num presídio de Hortolândia. Levou um tiro na boca. Ferido, chamou o imediato, o que está documentado, e determinou: “Não deixe o pessoal perder o controle”. O episódio do Morumbi, infelizmente, restou como um exemplo — um mau exemplo — para os homens que atuam na linha de frente do GATE. Já chegou lá.

Anos de campanha sistemática dos formadores de opinião contra a polícia produziu este estado absurdo de coisas. Entre um bandido e um policial, a mídia em geral e nossa intelectualidade se coloca ao lado do bandido.

Vejam que fiz uma distinção importante: mídia e intelectuais. O povo, pelo menos o de bem, está do lado da polícia. Acha que se deveria ter matado Lindembergue se a chance aparecesse. Lamentam que a polícia não tenha aproveitado a invasão para matá-lo. Se houvesse um plebiscito, ele seria enforcado ou esquartejado, ou ambos.

Digo aqui que o povo é mais sábio? De jeito nenhum. É levado por um sentimento de vingança mas acertam em um ponto: sabem identificar o real culpado do que aconteceu em Santo André. Coisa que a maioria de nossos formadores de opinião não sabem. Ainda estão apaixonados pelo bandido da luz vermelha.

Prevaleceu o bom senso

Folha:

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, defendeu ontem o uso “desembaraçado” da internet para fins de propaganda política nas eleições de 2010, mas afirma que será necessário mudar a legislação eleitoral, “seja pela via legislativa, seja pela declaração de inconstitucionalidade das restrições”. A decisão do TSE da última sexta-feira liberou o uso dos sites de jornais e revistas, mas manteve a proibição para televisões, rádios e portais em geral.

Comento:

Foi uma decisão acertada. Censura na internet é um absurdo total, ainda mais levando-se em conta que a maior parte do conteúdo da rede é produzido por indivíduos. Quando se derruba uma comunidade no orkut em apoio a determinado candidato, na prática atua-se contra a liberdade de expressão.

Ainda existe muito a avançar. Esta estória de patrulhar as redes convencionais porque se tratam de concessão pública é de amargar. os negócios, lucros e prejuízos, são arcados por empresas particulares. Cabe apenas a elas decidir sua programação e deve-se confiar um pouco mais na capacidade das pessoas de decidir o que desejam e o que não desejam assistir.

Políticos não gostam muito de liberdade de imprensa, sabem que em geral receberão críticas. É assim que deve ser. Políticos devem ser constantemente vigiados; a imprensa é parte da vigilância saudável sobre as coisas públicas.

A imprensa livre é uma das garantias para a democracia.

Atentendo a um pedido especial.

Reinaldo Azevedo pediu em seu blog que se passasse adiante este post. Pedido do tio Rei não se recusa, é ordem.

Olhem aqui, eu estou entre aqueles que acreditam que o GATE também cometeu erros na operação que resultou na morte da garota Eloá: o mais óbvio, parece-me, foi ter, quando menos, criado as condições para que a outra garota, Nayara, voltasse à cena do cativeiro. Ainda que a equipe tenha considerado que ela era uma interlocutora útil, os devidos cuidados deveriam ter sido tomados para que não voltasse ao cativeiro. De todo modo, esse episódio não teve influência no desfecho trágico, convenha-se. Sim, que se apontem os erros. Mas tratar o GATE, agora, como um bando de trapalhões e incompetentes é injusto e, lamento dizer, só reforça a boca torta pelo uso do cachimbo. A imprensa não gosta da Polícia — isso é histórico. A simpatia pode crescer um pouco quando ela se armam e se junta a sindicalistas para fazer baderna, “companheiro”… Será mesmo o GATE tão incompetente? Em quantos casos de seqüestros dessa natureza a equipe já se envolveu? Qual é o seu saldo? É positivo? É negativo? Quais são os números? Pois eu tentei saber.

Sabem quantos foram os reféns mortos em operações mediadas pelo GATE de 1998 até hoje? APENAS DOIS! Em 2006, um marceneiro prendeu em sua loja a amante e a mulher. Acabou libertando a segunda, matou a primeira e se suicidou. Antes que a polícia pudesse fazer qualquer coisa. E temos, agora, o caso Eloá.

Só neste ano, o GATE atendeu 18 ocorrências — em 12 delas, os seqüestradores eram pessoas emocionalmente perturbadas; os demais eram criminosos comuns. Vinte e cinco seqüestradores foram presos (incluindo Lindemberg), e dois se suicidaram. NADA MENOS DE 47 REFÉNS FORAM LIBERADOS ILESOS SÓ NESTE ANO.

Numa entrevista ao Fantástico ontem, um brasileiro apresentado como instrutor de uma unidade da SWAT, apontou os muitos erros do GATE e chegou a dizer que “sente vergonha” dessa polícia. E indicou ali, depois do fato, claro, o que considerava os muitos procedimentos que deveriam ter sido adotados.

Não, não temos que endossar ou desculpar os eventuais erros do GATE. É preciso apontá-los — até para que sejam corrigidos, tomando o cuidado para não confundir filmes sobre a SWAT com operações da SWAT real. Será mesmo que os índices das unidades da polícia americana são superiores aos do GATE? Aposto que não.

Corrijam-se os erros. Mas, como brasileiro e paulista, eu tenho ORGULHO do desempenho do GATE nos últimos 10 anos, e não vergonha.

UMA INJUSTIÇA PLANEJADA E CONSENTIDA

Um julgamento ideológico acaba de perpetrar uma injustiça.

Na investida do estado totalitário e tendencioso contra o cidadão, perdeu, como esperado, o último.

Renegado por sua Instituição, abandonado a sua própria sorte, o Cel. Ustra poderia resistir por algum tempo, como resistiu. Poderia ser inocentado, não foi. No parcial julgamento, embasado em testemunhos e razões falsas, a justiça, de olhos vendados ou arregalados, vexada, não apareceu. Cedeu o seu lugar à injustiça.

Era uma mera questão de tempo. O resultado estava escrito no livro das iniqüidades e dependia de cenário e personagens que estavam nas mãos de conhecidos e virulentos inimigos dos militares.

O julgamento do Cel. Ustra, construído segundo mal – cheirosos interesses de governo sócio – comunista, da esquerda ressentida e vingativa, com o beneplácito da Instituição e o apoio incondicional de uma mídia corrompida, muito antes de ocorrer, já tinha traçado o seu desfecho. Ou melhor, seria intentado “ad aeternum”, até alcançar seu objetivo.

Assistimos, ano após ano, à montagem de um persistente complô jurídico, destinado a concretizar um objetivo, o de massacrar, publicamente, um cidadão.

Não acreditamos que esta vitória acalme a sede de vendeta. É pertinente, esperar por novos desdobramentos.

Ficou comprovado que levada ao arbítrio de um fórum faccionário, instrumentado por uma corja de crápulas, podemos esperar a chegada do mau – hálito da descarada perseguição e dos tenebrosos ventos do apocalipse.

Tal qual párias, não haverá canto escuro ou caverna, por abissal que seja, que possa resguardar a quem esteja na mira de magistrados dispostos a trucidarem o idealismo e a retidão.

Não importa a ausência de provas, não há nada, absolutamente nada, que possa rebater qualquer acusação; não importa de onde venha, “ai dos vencidos” na luta ideológica, e, assim, eles, os cordeiros, serão tangidos para o altar de sacrifício, para, no mínimo, sofrerem o escárnio moral do público.

É o triunfo da infâmia.

Assistimos a uma tragédia, a da indiferença, da avalização da covardia, da apoteose da resignação, pois, além da cumplicidade aos ditames conjunturais, nem um menor sinal de reprovação, nenhuma grita de horror. Tornaram – se normais ou aceitáveis a distorção da verdade e a parcialidade.

Sim, meus amigos, muito mais do que a injustiça que campeia solta “nesçepaiz”, assombram – nos a aquiescência, o torpor e a indiferença.

É evidente que o Cel. Ustra, ao ser julgado, não gozava dos mesmos direitos dos seus acusadores. Por isso, é com pesar que testemunhamos o desrespeito à igualdade entre os indivíduos. Infelizmente, a lei e a justiça não caminharam juntas.

Sem amparo, jogado à sanha de abutres, seu destino era uma questão de tempo.

Constatamos que ninguém está a salvo, que ninguém poderá escudar – se no cumprimento correto de suas missões e atribuições legais, pois tudo poderá mudar, numa patética demonstração de que a verdade, não é uma só, e poderá ter a face do inimigo.

É o alerta de que breve o seu jardim poderá ser invadido. Aguarde: você não perde por esperar, pois retornam com grande intensidade as tentativas para a “reabertura dos arquivos da Ditadura”; na verdade, uma nova investida para buscar vítimas militares, para inclusão no “índex” da esquerda, e serem sacrificadas nos seus tribunais de inquisição.

Quem mandou você querer salvar a Pátria? Quem mandou você colocar – se ao lado da Lei e da Ordem?

Por tudo o que temos visto, cabe um alerta aos jovens militares: “acautelai – vos, vocês poderão sofrer amanhã um linchamento público”.

“O tempora! o mores!” exclamava Cícero diante das traições e patifarias de Catalina, ao indignar – se com as injustiças e a perda dos costumes que assistia àquela época.

Resta – nos fazer coro com o filósofo,… até ficarmos roucos.

E “la nave va”.


General Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira

Comento:

O General Azevedo escreve no blog do grupo Ternuma, Terrorismo Nunca Mais. Não deixem de visitar o blog e ver o outro lado, o lado que a esquerda quer sepultar em seu discurso moncórdio sobre o que chama de ditadura militar.

Este blog estará sempre ao lado do Coronel Ustra por entender que se trata de um homem de bem que nada mais fez do que cumprir com seu dever. Colaborou para proteger a sociedade contra o terrorismo marxista promovido por bandidos sem moral, alguns ocupando hoje altos postos da república que tentaram destruir e recebendo indenizações vergonhosas.

Tem hora que a vontade é realmente de chutar o balde, mas como citou o General Azevedo, e la nave va!

Curioso. Não li manchete sobre a morte de Eloá.

Todo mundo está careca de saber que a menina morreu. Chamou-me atenção, no entando, que a imprensa evitou fazer a manchete. Soubemos que o estado era grave, tudo bem. Logo em seguida as manchetes eram “família decide doar ógãos da menina”. E assim tem sido nos últimos dias, a notícia da doação de órgãos ganhou mais relevo do que a morte da refém. É como se a imprensa tirasse o peso do acontecimento mais importante e aproveitasse para fazer uma campanha dos benefícios da doação de órgãos.

Eu sou doador, mas achei o fato curioso. Esse é o papel da imprensa? Vou mais longe, por que este pudor? Por que a preocupação evidente de não dizer a verdade crua?

Muitos jornalistas deveriam estar agora repensando sua participação na cobertura. Deram a um desequilibrado um palco para realizar seu show. Vibraram com os índices de audiência, faturaram bastante. Só que a menina morreu. E agora? Até que ponto o circo que foi armado favoreceu o final trágico?

O Show de Trumam foi encenado como se fosse ficção, só que terminou de forma assustadoramente real. Cada um que durma com sua consciência, pois um dia terão que responder por seus atos e pensamentos.

A opção que a polícia de São Paulo não teve

Em 2004 um canadense fez uma mulher de refém em uma estação de trem (ver aqui).

O sequestro acabou poucos minutos depois.

Um sniper matou o sequestrador.

Um homem com uma arma apontada para uma pessoa abre mão de seus direitos.

Esta era a opção que a Polícia de São Paulo não tinha.

A preocupação dos abutres era com a vida de Lindemberque. Na hora da invasão foi possível ouvir gritos de “não mata ele não!”. O Brasil teve sempre a péssima capacidade de escolher seus heróis.

Conseguiram. Lindembergue está vivo. Era o que interessava, não?

Queremos apenas o dinheiro!

JB:

BRASÍLIA – Os prefeitos mal tomaram conhecimento do Portal dos Convênios, ocupados que estavam com a eleição, mas as organizações não-governamentais já estão protestando. O novo sistema também vai apertar os controles sobre as ONGs que recebem verbas federais e governo reservou R$ 3,5 bilhões para elas neste ano.

A gritaria contra o Siconv foi tanta que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já fez duas dezenas de reuniões com representantes dessas entidades nos últimos dois meses. “Ao menos por enquanto, as ONGs é que estão dando mais trabalho”, confessa o ministro.

Comento:

ONG quer saber de dinheiro público, mas não gosta muito de dar conta deste dinheiro. Boa coisa não devem estar fazendo, não é?

ONG sustentada com dinheiro público e percebe-se que não é pouca coisa. Como estado não gera dinheiro é bom lembrar: quem paga a conta é o contribuinte.

Somos realmente um país de otários.

Índios emperram Madeira

Globo:

BRASÍLIA. Há três semanas, máquinas do consórcio Madeira Energia iniciaram as obras para a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, um dos principais empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas a obra, orçada em cerca de R$10 bilhões e considerada essencial para se evitarem apagões, pode esbarrar em um problema de cunho antropológico e até sofrer atrasos. Relatório interno da Fundação Nacional do Índio (Funai) obtido pelo GLOBO aponta referências a, pelo menos, cinco grupos de índios isolados na área de abrangência da usina.

Comento:

Não existe país que destinou tanta terra aos indígenas como o Brasil, mesmo assim nunca é o suficiente. Acho que não tem jeito, termos que abandonar o país para que uma minoria privilegiada possua bastante espaço para se movimentar.

Mais uma vez estamos perdendo tempo. É bom lembrar que a maré está mudando, os tempos de crédito fácil terminaram; muitos, como o Chile, Rússia, China e Índia aproveitaram. O Brasil teve que fazer um expurgo no IPEA e mudar a fórmula de cálculo do PIB para poder superar alguns países além do Haiti.

Perdemos uma década fabulosa de crescimento mundial. Pagaremos caro.