Para meditação

Nem vou comentar muito, está tudo muito bem destrinchado no blog do Reinaldo. É claro que a condenação de Eliana Tranchesi por sonegação de impostos a inacreditáveis 96 anos de prisão é um escárnio. O tal “direito achado na rua” está abrindo seu espaço no judiciário e promovendo a luta de classes dentro da justiça brasileira. O maior pecado de Eliana é ser rica e querer viver INDEPENDENTE do estado. Aí é demais! Ser rico tudo bem, mas tem que ter pedigree, tem que tirar foto com logotipo do banco do brasil ou da petrossauro. Se ela sonegou impostos, que pague de acordo com a lei e tenha a pena condizente. O que não pode é transformarem a empresária em exemplo da chamada “justiça social”.

Só para ter uma idéia de comparação.

Pelo mesmo crime, Al Capone pegou 11 anos de prisão.

Por matar os próprios pais, Suzane pegou 39 anos de prisão.

E a juíza acha que está fazendo algum tipo de justiça condenando Eliana a um século de prisão? Décadas formando bacharéis em direito com esta noção de justiça só poderia produzir esta desmoralização do próprio judiciário. O resultado é que temos cada vez mais juízes que consideram-se acima das leis e que devem aplicá-las de acordo com suas visões bem particulares de justiça.

PF em campo

Mais uma operação espetacular da Polícia Federal. Novamente nenhum petista preso. Aliás, até agora temos mais um escândalo de corrupção que envolve praticamente todo mundo, menos o PT! Não é impressionante? Uma empreiteira que doa dinheiro para todo mundo, o que não é ilegal, menos para o partido que está no governo! FHC está certo. O PT deveria reclamar da empresa por não receber nada mesmo depois de  anos no poder! O que não impediu que a Camargo recebesse muitos milhões em obras do PAC.

A petralhada, sempre assanhada, se defende: mas o PMDB entrou, e é aliado do governo! Sim, mas o partido ficou bem incômodo nos últimos tempos, não? Assumiu boa parte dos ministérios e resolveu investir em cima dos fundos de pensão. Aí não! Daqui não passarão!

Posso estar errado, mas vejo aqui mais uma vez a Polícia Federal a serviço do governo, montando uma operação espetaculosa e deixando vazar o que interessa, suspeitas sobre partidos da oposição e alidados incômodos.

Por que na época do mensalão a PF não deu uma batida na sede do PT em São Paulo depois que o tesoureiro do partido admitiu que recebiam doações ilegais? Depois que um deputado apareceu levando dólares na cueca? Quantos petistas foram presos no maior escândalo de corrupção que o Brasil já viu? Parece que estavam ocupados investigando sonegação fiscal da Daslu e tentando implicar a filha do ex-governador Geraldo Alckmin.

A PF foi corrompida pelo petismo, como tudo mais neste país. O câncer se espalhou e será muito difícil a quimioterapia, se é que um dia será possível.

Mais alguém que acha que o papa está certo e surpreza: é um especialista!

Já ouviram falar de Edward Green? Eu nunca. Vejam suas credenciais: é diretor do projeto de pesquisa em prevenção da AIDS em Harvard com nada menos do que 30 anos de experiência em países em desenvolvimento no combate à doença, especialmente na África. Ele concedeu uma entrevista, ignorado na imprensa brasileira, ao site ilsussidiario.net. Falou sobre a polêmica do discurso do papa sobre a camisinha na prevenção da AIDs. Em resumo, disse o seguinte:

  1. Como liberal em questões sociais era difícil para ele admitir, mas o papa está certo. As evidências mostram que camisinhas não funcionam para reduzir a infecção da doença na África.
  2. O que se observou agora é uma associação de uma elevada utilização de camisinhas com altos índices de contaminação do HIV. Em parte deve-se ao efeito de compensação. O homem ao usar camisinha sente-se mais seguro do que realmente estão em relação à infecção e assumem maiores riscos. As pessoas não usam camisinha com seus parceiros regulares e sim no sexo casual.
  3. Os países da África com maior acesso a camisinhas e maior taxa de utilização são os que possuem maior grau de infecção de AIDS. O que não prova a casualidade, mas que deveria levantar suspeita sobre os programas baseados na utilização de camisinhas.
  4. Existem 8 países africanos com queda nos índices de AIDS. Em todos eles foi observado uma diminuição no número de parceiros sexuais antes da queda dos índices.
  5. A abstinência sexual na juventude é sim um fator de redução da AIDS.
  6. A redução dos parceiros sexuais é a medida mais efetiva para combater a AIDS.
  7. A política ABC é uma realidade e funciona. Em sua opinião o segundo fator (Be faitfull, seja fiel) é o mais importante de todos, seguido da abstinência e por fim a utilização de preservativos.

A entrevista pode ser conferida aqui.

Novos criminosos

Folha:

Os não índios presentes na terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, deverão sair da área até o dia 30 de abril, sob o risco de serem retirados à força pela Polícia Federal e pela Força Nacional de Segurança. Os arrozeiros não poderão colher o que já está plantado, mas receberão, se ficar comprovado que agiram de “boa-fé”, indenização pela colheita perdida.

Comento:

Parabéns aos 11 membros do STF que promoveram esta lambança interessados em ganhar aplausos da comunidade internacional. Pouco importa os arrozeiros, estes brasileiros sem pedigree. Eles que tratem de sair de lá antes que a Gestapo entre batendo. Este é o novo Brasil em que quem trabalha não tem lugar.

Uma lástima.

Diga-me com quem andas..

O apoio a Protógenes foi prestado hoje pelos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Simon (PMDB-RS), Inácio Arruda (PC do B-CE), e pelos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Luciana Genro (PSOL-RS), Ivan Valente (PSOL-SP), Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Janete Capiberibe (PSB-AP).

Oh Simon! Você no meio desta gente!!!

Eles continuam

Os petistas não desistem de tentar destruir a liberdade. Meu amigo Clausewitz alerta para um movimento que pretende monitorar quem acessa a internet, dados que seriam coletados pelo estado para evitar os crimes pela internet. Quem já estudou um pouco do socialismo soviético sabe que todas as medidas restritivas foram feitas em nome da liberdade; daí Orwell ter cunhado o termo “novilíngua” para o contraste entre o nome e seu siginificado. Em sua utopia, 1984, o ministério da guerra chamava-se ministério do amor, por exemplo.

Imagine Tarso Genro e a aparelhada polícia federal sabendo quem é quem na rede, vigiando cada passo nosso. Não é brincadeira a ameaça que paira por todos nós. Se não apartarmos os petralhas do poder enquanto é tempo acabaremos sem ter como fazê-lo; pelo menos sem sangue.

Já dizia o Eclesiastes: “não há nada de novo debaixo do sol.”

O Big Brother

Um dos mitos que não mais se sustenta é que a internet é terra dos anônimos. Já foi. As ferramentas de controle de acessos estão cada vez mais eficazes em identificar de onde partiu o acesso a uma determinada página. Em seu blog, Aloíso Amorim publicou um post que mostra o local exato de um determinado acesso.

Isso muito me preocupa. Estamos caminhando a passos largos, se já não chegamos, da vigilância total do indivíduo. Outro dia presenciei a seguinte conversa entre dois amigos a respeito de uma reportagem que passava no Jornal Nacional sobre a instalação de câmeras de segurança em São Paulo. A reportagem mostrava os benefícios para a polícia.

__ Infelizmente chegamos a um nível de violência tal que temos que abrir mão de nossa privacidade.

__ Eu não vejo problema nenhum.

__ Não?

__ Não. Quem não está fazendo nada de errado não tem nada a temer.

O que este colega não compreende muito bem, é que o certo para ele pode virar errado para alguns de um momento para outro. Que garantias temos que os vigilantes estarão de olho apenas na violência? Que nossa vida privada não estará a perigo? Segundo ele, a partir do momento que saímos de nossa casa, estamos em público e perdemos o direito à privacidade. Será?

O que acontecerá com aquele namoro em um banco de praça? Aquela conversa com os filhos passeando por um zoológico? Aquela chamada de atenção mais enérgica em um filho, que quem é pai sabe que é necessário, não vai despertar a ira de espíritos sensíveis de assistentes sociais?

Um delegado aqui de Brasília, se aposentando, concede uma entrevista em que defende com unhas e dentes a escuta telefônica. Parece que o grampo virou o método principal de investigação nos dias de hoje e não o último recurso que deveria ser.

O problema de estabelecer vigílias é sempre um só: quem vai vigiar os vigilantes?