A Importância dos detalhes

Frase da semana do nosso presidente:

Não acredito que haja qualquer prova de que Dirceu cometeu o crime de que é acusado“.

Quem lê a frase sem muita atenção entende que Lula prega a inocência do companheiro e braço direito durante a primeira metade de seu primeiro mandato. Quem lê com atenção entende que em nenhum momento o presidente diz que Dirceu não cometeu o crime que é acusado, mas que acredita que não haja qualquer prova contra ele.

É bem diferente o sentido. É como se dissesse: sei que Dirceu cometeu um crime, mas tenho dúvidas se existem provas à este respeito e, portanto, deve ser absolvido. Foi o mesmo teor da mensagem no congresso do PT. E o próprio José Dirceu nunca se declarou inocente, apenas afirmou várias vezes que não existiam provas de sua participação. Vale lembrar que durante a CPI soltou uma das frases mais interessantes do processo: “estou cada vez mais convencido da minha inocência“.

O petismo é uma ideologia, e como tal não se confronta com a verdade. Pode aparecer uma gravação com Dirceu distribuindo o produto do roubo, vão negar que seja prova. Basta ver o mensalão: existe assinatura de parlamentares, com recibo e tudo. Mas o que foi dito no congresso do PT? Que o mensalão não foi provado. O tesoureiro do partido confessou que distribuiu dinheiro à base aliada. Mais uma vez afirmou-se que não existem provas. A tese de defesa beira ao escárnio: a presença de petistas nas listas de recebimento, com assinaturas e tudo, prova que não houve mensalão. Afinal, por que pagariam aos próprios petistas para votar pelo governo? Pura delinqüência intelectual.

Quem quiser se abraçar com esta gente que não se faça de rogado. No futuro não vai adiantar dizer que se enganou; será tarde. E mais, todas as evidências estavam escancaradas; só não vê quem realmente não quer.

Um pouco de tudo

Existem dois motivos práticos que me levam a ler o Jornal do Brasil: seu preço e seu formato. Apesar de ter preço popular (R$ 1,00) o jornal não tem aquele estilo apelativo dos demais na mesma faixa. E seu formato é muito melhor para ler no ônibus em movimento. Lendo a edição de hoje, separei alguns pontos.

Amazônia

Em artigo, Mauro Santayana trata da necessidade de intensificar a presença na maior região brasileira e tomar atitudes contra a presença indiscriminada de estrangeiros no local. Até aí tudo bem. Mas quando diz que a afirmação do presidente Lula, de que a Amazônia tem dono, deve mudar a atitude passiva dos brasileiros contra a ingerência estrangeira na região eu me pergunto: o que quis dizer com isso? Referia-se ao brasileiro comum ou àqueles que detém o poder? Nos dois casos uma afirmação pública do presidente vale o mesmo que nada, pois já é notório que o discurso presidencial não coincide com a realidade dos fatos. É comum dizer uma coisa em público para nos bastidores fazer exatamente o oposto. Ou não foi assim na absolvição de Renan Calheiros? Quantas vezes disse que não interferiria em um problema exclusivo do Legislativo? E, no entanto, qual foi sua real atitude no episódio? Não colocou a tropa de choque, capitaneada pelo chefe dos aloprados, para resolver o problema?

O articulista também fala sobre a anexação do Acre. E afirma que se não fosse a ação de Rio Branco o estado teria se tornado uma ponta de lança para a conquista de todo o território pelos Estados Unidos. Não sei de onde tirou isso, mas não conheço um único historiador sério, e até não sério, que tenha em algum momento falado em um plano norte-americano para a conquista do território (sei lá qual) a partir do Acre.

O PAC está empacado

Nem perco meu tempo comentando este plano. É a cara do governo Lula: muita propaganda e nada de execução. E o que executa vem recheado de corrupção, como atesta o último relatório do TCU. Cada um acredita no que quer.

Chávez em Manaus

Em um canto inferior, no meio do jornal, está a notícia que o ditador de araque criticou o congresso brasileiro navamente. Desta vez na frente de Lula, que limitou-se a concordar com o amigo, afirmando que também enfrenta muitos problemas por ser progressista. Para ver como a mídia brasileira se coloca ideologicamente à esquerda: imagine se fosse o Bush falando a mesma coisa? Estaria estampado na capa de todo jornal brasileiro, com direito a mobilização para passeata de protesto, com dinheiro oficial, é claro. E o parlamento ainda vai acabar aprovando a entrada da ditadura venezuelana no Mercosul. Uma piada.

E parte da mídia andou soltando que Lula não aguenta mais o companheiro venezuelano. Conversa para boi dormir, estão juntos no Foro de São Paulo. Reinaldo Azevedo toca no ponto certo: Lula só não faz a mesma coisa que Chávez porque o Brasil não é a Venezuela. Mas dêem tempo ao homem para ver onde vamos parar.

É claro que é um absurdo o Brasil se colocar como local para negociação entre FARC e o governo colombiano. O primeiro é um grupo terrorista financiado pelo tráfico de drogas, o segundo é um governo constituído. O lado que o Brasil deveria estar é muito claro. Infelizmente também é para o nosso presidente.

Busca de vagas em colégios públicos

Em matéria no caderno de cidades ficamos sabendo que quase 5 mil pais fizeram filas para matricular os filhos em um tradicional colégio público na Lagoa, um dos poucos com ensino de qualidade. O motivo é o endividamento da classe média. Sem saída, foge das mensalidades das escolas particulares. Como as vagas são limitadíssimas, haverá sorteio nos moldes da Mega-sena. É uma vergonha. Este é o efeito das práticas estatisantes no mundo todo: empobrecimento da classe média. É aquela realidade chata: o estado gera muito menos riqueza do que a iniciativa privada, e o país não cresce o suficiente. Esta é a política do lulismo: arrancar o couro da classe média e distribuir para os mais pobres. E ainda se surpreendem se a desigualdade social diminui! Gerar riquezas para toda a sociedade é coisa da direita. Não funciona. O negócio é reduzir desigualdades transformando todos em pobres. Uma lástima.

Dunga e Kerlon

Um jogador inventa um drible novo e é agredido pelo adversário, quase penalti, com direito a expulsão. O tal drible da foca. Uma montanha de técnicos querem a proibição do drible por considerá-lo imarcável. Claro que não é. Basta ficar na frente do jogador e dividir a bola na cabeça. O pior que pode acontecer é os dois cabecearem ao mesmo tempo.

Dunga se juntou a este grupo que sistematicamente vem destruindo o futebol. A genialidade, o talento, incomoda. E não é só nos esportes. Existe uma tendência pela exaltação da mediocridade, da falta de talento. Basta olhar na sociedade a quantidade de exemplos de nivelamento por baixo. Uma vez Gustavo Corção definiu a sociedade moderna como a exaltação do burro diante do inteligente; antes o burro tinha vergonha de sua burrice, e se escondia. Em algum momento da história passou a bater no peito e gritar com orgulho: eu sou burro. E assim nasceu o desprezo aos inteligentes. Assim como os gênios. O resultado é este mundo que vivemos.

Mais material didático

Reinaldo Azevedo extraiu os trechos seguintes do livro Nova História Crítica – 500 anos de História Mal Contada, no site do projeto reeducar:

“No museu do Ipiranga, em São Paulo, tem o célebre quadro do pintor paraibano Pedro Américo, retratando o dia 7 de setembro de 1822. Parece um anúncio de desodorante, com aqueles sujeitos levantando a espada para mostrar o sovaco”.

“Vilas inteiras foram executadas. Doentes eram perfurados a baionetas no leito dos hospitais. Meninas paraguaias de 12 ou 14 anos eram presas e enviadas como prostitutas aos bordéis do Rio de Janeiro. Sua virgindade era comprada a ouro pelos barões do império! O próprio Conde d’Eu tinha ligações com o meretrício do Rio. Gigolô imperial.”

“Diziam que a princesa Isabel era feia como a peste e estúpida como uma leguminosa. Quem acredita que a escravidão negra acabou por causa da bondade de uma princesa branquinha, não vai achar também que a situação dos oprimidos de hoje só vai melhorar quando aparecer algum principezinho salvador?”

“Ninguém sério acreditava num Terceiro Reinado. A estupidez da princesa Isabel, e a péssima fama de seu esposo, o Conde d’Eu (corrupto, assassino da Guerra do Paraguai, picareta mesmo) contribuíam para isso.”

Para os republicanos “não era D. Pedro II que estava velho, esclerosado e babão. A própria monarquia estava caduca e precisava ser substituída por uma forma de governo que botaria o Brasil nos trilhos da modernidade: a República”.

Além da mentirada deslavada, chama atenção a vulgaridade de um texto que se pretende educativo, ou reeducativo (seja lá o que for isso). Expressões como “principezinho salvador”, “velho, esclerosado e babão”, “estúpida como uma leguminosa” só podem ter vindo de alguma mente lastimável. Eis o que se ensina por aí. E não é só no ensino público não, a coleção também é adotada em muitas escolas particulares. É bom dar uma olhada no material do seu filho, eu vou!

Doutrinação ideológica

Trechos do livro Nossa História Crítica, 8ª série, distribuída pelo MEC e levantados por Ali Kamel:

Capitalismo

“Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”

Marxismo

“Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”

Mao Tse-tung:

“Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”

Revolução Cultural Chinesa

“Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (…) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (…) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (…) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes ‘politicamente esclerosados’. (…) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: ‘Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo.’ As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”

Revolução Cubana e o paredão

“A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”

Futuro de Cuba

“Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA. (…) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”

Derrocada da URSS:

“É claro que a população soviética não estava passando forme. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (…) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas… Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinham (sic) inveja da classe média dos países desenvolvidos (…) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (…) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (…) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”

Além das mentiras históricas socialistas, chama também atenção o mau uso do português. Tratando-se de um livro didático é inaceitável. Falar o que deste festival de absurdos?

Verdade sobre a Vale

Do artigo de Eduardo Graeff, na Folha, sobre a Vale:

1 – Em seis anos, ela recebeu US$ 44,6 bilhões em investimentos: nos 54 anos de estatismo, foram US$ 24 bilhões;

2 – Em 1997, inteiramente estatal, empregava 11 mil pessoas; hoje, 56 mil;

3 – Como estatal, produzia 35 milhões de toneladas de ferro; hoje, são 300 milhões;

4 – Em 1997, exportou US$ 3 bilhões; em 2006, US$ 10 bilhões (mais de um quarto do saldo positivo da balança comercial);

5 – Se a empresa realmente vale hoje US$ 50 bilhões, TRATA-SE DA VALE INTEIRA; em 1997, venderam-se se por US$ 3 bilhões APENAS 42% das ações ordinárias;

6 – Quem continua a ser o verdadeiro “dono” da Vale? O fundo de pensão do Banco do Brasil e o BNDES: eles detêm dois terços do capital da empresa;

7- O outro terço se distribui entre Bradesco, a japonesa Mitsui e mais de 500 mil brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações da companhia.

A independência

Nas décadas de 60/70 ganhou força no Brasil a teoria de dependência. Fruto da ideologia das esquerdas, passou-se a ver toda nossa história com fruto da exploração do país pelas potências estrangeiras, o que foi aos poucos ganhando espaço nos livros de história, particularmente no ensino secundário.

Difundiu-se a tese de que a independência brasileira foi fruto exclusivo dos interesses ingleses. Havia uma nítida tentativa, até certo ponto bem sucedida, de ridicularizar os heróis brasileiros e nossa história; em seu lugar teríamos gente com Che e Prestes. D Pedro foi um dos primeiros a ser demonizado.

Esta influência ideológica impede que o papel do primeiro imperador seja analisado com propriedade. É fato que a independência foi um ato conduzido pela elite política da colônia e que a participação popular foi mínima, mas qual foi o real papel de D Pedro neste processo?

A história não é uma ciência exata, e os fatos não são analisados desta forma; pertencem a um contexto e permitem muitas suposições e interpretações. Pelo que já li coube José Bonifácio o papel de artífice do movimento pela emancipação. A revolução do Porto era uma séria ameaça, implicava na volta do Brasil à condição colonial e o retorno de D Pedro à Portugal era uma passo definitivo nesta direção.

O que aconteceria se o príncipe cumprisse a determinação da corte lusa? É uma pergunta que poucos se fazem, mas fundamental para entender a importância de D Pedro. Para dar certo o movimento pela emancipação necessitava de uma liderança legítima, que fosse respeitada tanto em Portugal como na Europa. Sem ela talvez a única saída para independência fosse, aí sim, uma revolução popular.

Quando ela viria? Até onde o país deveria ser oprimido para despertar a população de sua letargia? Seria possível uma independência do reino como um todo? Seria possível uma revolução que mantivesse o Brasil com a integridade territorial que possui hoje?

A grande questão é se uma revolução popular seria melhor para o Brasil do que uma emancipação conduzida pela elite brasileira. O que aconteceu no império espanhol indica que não. Houve derramamento de sangue imediato e uma profunda divisão que provocou inúmeras guerras e ressentimentos que persistem até os dias de hoje. É claro que a independência da américa espanhola não foi conduzida pelo povo, mas seguramente sua participação foi bem maior do que no caso brasileiro. E a elite dividiu-se em interesses regionais sepultando o sonho de unidade de Simón Bolívar.

A participação de D Pedro no 7 de setembro evitou tudo isso. A independência foi alcançada em clima de tranqüilidade, sem abrir fissuras na nação brasileira. E a participação do imperador nos anos seguintes, com uma forte centralização política absolutista, impediu a divisão da nossa elite em interesses regionais e a fragmentação do Brasil.

Se D Pedro não foi o herói na acepção da palavra, se não lutou batalhas sangrentas pelo Brasil, também não foi um espertalhão aproveitador como costumam retratá-lo. Muito menos um corrupto. Deixou um legado importante para o futuro e na minha opinião merece ser tratando com muita mais consideração do que é hoje. Obviamente é um exemplo bem melhor do que Che Guevara foi para a juventude brasileira. É uma lástima ver tantas camisas com o rosto deste último,um fascínora, e ver o primeiro jogado ao ostracismo.

Não sou historiador, muito menos dono da verdade. Mas escolho minhas referências sem a contaminação ideológica das elites culturais brasileiras. E creio que nosso primeiro Imperador merece mais consideração do que recebe da nação brasileira.

O Grito da Independência


Este quadro de Pedro Américo, pintado no fim do II Reinado, é uma das mais famosas imagens brasileiras de nossa independência. A tela retrata D Pedro I, de maneira heróica, fazendo a declaração da independência. Nas últimas décadas a imagem foi demonizada pela comunidade acadêmica que, em grande parte, reduz a participação do Imperador a quase nada.

Greve dos Correios

Sou de opinião que o estado só deveria gerenciar atividades essenciais, que não podem ser delegadas à sociedade. Poderia também participar onde não houvesse o interesse particular, o que nos dias de hoje é cada vez mais raro. O fato é que a essencialidade da função do estado não é compatível com a greve geral conduzida pelo sindicato dos trabalhadores dos Correios.

Infelizmente falta regulamentação das greves no setor público, que na minha opinião deveriam ser proibidas. Os sindicatos aproveitam para pressionar o governo com evidente prejuízo para a população. Não houve a menor preocupação dos grevistas em garantir um mínimo de serviços.

Segundo o Informe Econômico do JB a greve foi a senha para o governo colocar adiante o projeto de privatização do setor. A volúpia estatizante deste mesmo governo me faz duvidar desta intenção. A defesa do estado diante das privatizações foi importante nas últimas eleições, e o movimento pela re-estatização da Vale mostra que é uma estratégia para 2010.

Mas se acontecer do governo me surpreender nesta questão não ficarei decepcionado. Não vejo um único motivo para ser contra. Os correios já não operam com a mesma eficiência de outrora, estiveram no epicentro do mensalão, gastam uma fábula em propaganda mesmo sem ter concorrente e ainda apresenta um serviço caro. Só temos a ganhar com a privatização. Não dá nem para alegar que estaríamos “perdendo” nossos recursos naturais. Afinal o serviço não produz nada, apenas transporta.