Incompetência e tributação

O relatório do TCU é bem claro. Como já se imaginava, as obras do PAC estão empacadas, com as devidas desculpas por este trocadilho no nível do atual governo. Em 2007 apenas 24% do orçamento do programa foi efetivamente gasto, o que mais uma vez demonstra que não há problema de falta de dinheiro para o executivo. Em compensação, a carga tributária aumentou em 5%. Um colosso este governo, um binômio de tributação e incompetência.

Os petralhas reagem assanhados. Mas a diferença entre pobres e ricos diminuiu! Esta é outra falácia que o esquerdismo transformou em verdade, que a diminuição da desigualdade social seja sempre um bem. A esquerda conseguiu demonstrar ao longo da história como é fácil reduzir a desigualdade, basta transformar todos em pobres.

Durante a guerra fria a União Soviética tinha uma das menores desigualdades do mundo e os Estados Unidos uma das maiores. No entanto os soviéticos tinham que impedir a fuga em massa de seus escravos enquanto que até hoje os Estados Unidos enfrentam o problema da imigração ilegal. Mas no miolo mole de nossos intelectuais o bom mesmo é o sistema comunista de igualdade na miséria.

A tribo perdida

Como já imaginava aquela foto dos índios isolados tirada no Acre foi mais uma grande operação de marketing de uma ONG. Existem 700 mil índios na Amazônia e 100 mil ONGs. Se cada uma cuidasse de 7 estariam todos com seus problemas, reais e imaginários, resolvidos; mas não é esse o objetivo né?

Fica mais uma vez o registro da fraude, para guardar de recordação. A reportagem do The Guardian pode ser lida aqui. A reportagem informa que a tribo é conhecida desde 1910.

Campanha contra as Forças Armadas

Quando o General Heleno deu aquela palestra criticando a política indianista do governo, Lula acendeu sua luz amarela. Descobriu que a credibilidade que as Forças Armadas possuem junto à população brasileira conferiam uma proteção ao Comandante Militar da Amazônia. O presidente ficou sem condições políticas para sequer repreender o General e teve que engolir o sapo.

De lá para cá o Exército tem sido constantemente bombardeado negativamente na mídia. Foram vários episódios nas últimas, desde a participação dos sargentos gays em programas de televisão até os recentes acontecimentos no Morro da Providência. Aquela mobilização em frente ao Comando Militar do Leste não me convence, tem toda a pinta de ter sido orquestrada, talvez antes mesmo da morte dos três “rapazes”.

O quadro começa a ficar claro com a Isto É que entrou em circulação esta semana com a capa atacando as Forças Armadas e afirmando que a população está contra elas. Usando o termo que Roberto Jefferson tornou célebre na CPI referindo-se à Veja, essa “revistinha”, a Isto É, que fique bem claro, é hoje uma espécie de revista “oficial” do Governo, como pode ser atestado por sua participação vergonhosa no episódio da compra do Dossiê de 2006 e no episódio do caseiro.

Se a Isto É está dando destaque é porque existe interesse do governo para que assim seja. Está em cena uma campanha comandada do Planalto (Franklin Martis?) contra as Forças Armadas. Não nos deixemos enganar.

Vergonha no Zimbábue

Folha:

No mesmo sentido, a busca por soluções regionais e a importância de o Brasil manter um bom diálogo com os países da África e da Ásia não o desobrigam de manifestar repúdio no caso de sistemáticos abusos aos direitos humanos e de agir, dentro das regras do direito internacional, para fazer cessar essas violações.
Ao se abster de condenar tais práticas nos organismos multilaterais, o Brasil contribui para acobertar e deixar impunes graves violações à dignidade humana -como fez na Comissão de Direitos Humanos da ONU em 2002, 2003 e 2004 no caso do próprio Zimbábue.

Comento:

O artigo da Folha trata de um exemplo emblemático da leniência que a ONU trata as ditaduras africanas.

Quem acompanhou o noticiário sobre o processo eleitoral do Zimbábue sabe que desde o fim do primeiro turno, que colocou o oposicionista Morgan Tsvangirai no segundo turno, o pau literalmente cantou no país. O resultado foi a desistência deste em concorrer ao preito e garantir mais um mandato para Mungabe, no poder desde 1980.

Tsvangirai desistiu pois percebeu que como sempre a maior ONG do planeta, a ONU, lavou as mão para a matança que estava ocorrendo. Desde o início da descolonização a ONU assumiu esta postura, de permitir que pretos matem pretos. O que não pode é branco querer organizar a bagunça, aí é “crime contra a humanidade”. Sabem que países foram convocados para serem observadores no processo eleitoral? Além do Brasil os democráticos Venezuela, China, Rússia e Irã.

O Brasil se omitiu completamente do que está acontecendo mostrando o apreço do governo pelas ditaduras terceiro-mundistas. O apedeuta deve olhar com carinho para uma figura como Mungabe, no poder há vinte oito anos. Ah, se pudesse!

Pois não pode, pelo menos por enquanto.

Porque João Ubaldo Ribeiro é um mestre

Pode ser que ele esteja maluco

Sei que, para os lulistas religiosos, a ressalva preliminar que vou fazer não adiantará nada. Pode ser até tida na conta de insulto ou deboche, entre as inúmeras blasfêmias que eles acham que eu cometo, sempre que exponho alguma restrição ao presidente da República. Mas tenho que fazê-la, por ser necessária, além de categoricamente sincera. Ao sugerir, como logo adiante, que ele não está regulando bem do juízo, ajo com todo o respeito. Dizer que alguém está maluco, principalmente alguém tido como sagrado, pode ser visto até como insulto, difamação ou blasfêmia mesmo. Mas não é este o caso aqui. Pelo menos não é minha intenção. É que às vezes me acomete com tal força a percepção de que ele está, como se diz na minha terra, perturbado da idéia que não posso deixar de veiculá-la. É apenas, digamos assim, uma espécie de diagnóstico leigo, a que todo mundo, especialmente pessoas de vida pública, está sujeito.

Além disso, creio que não sou o único a pensar assim. É freqüente que ouça a mesma opinião, veiculada nas áreas mais diversas, por pessoas também diversas. O que mais ocorre é ter-se uma certa dúvida sobre a vinculação dele com a realidade. Muitas vezes – quase sempre até -, parece que, quando ele fala “neste país”, está se referindo a outro, que só existe na cabeça dele. Há alguns dias mesmo, se não me engano e, se me engano, peço desculpas, ele insinuou ou disse claramente que o Brasil está, é ou está se tornando um paraíso. Fez também a nunca assaz lembrada observação de que nosso sistema de saúde já atingiu, ou atingirá em breve, a perfeição, até porque está ao alcance de qualquer cidadão, pela primeira vez na História deste país, ter absolutamente o mesmo tratamento médico que o presidente da República.

Tal é a natureza espantosa das declarações dele que sua fama de mentiroso e cínico, corrente entre muitos concidadãos, se revela infundada e maldosa. Ele não seria nem mentiroso nem cínico, pois não é rigorosamente mentiroso quem julga estar dizendo a mais cristalina verdade, nem é cínico quem tem o que outros julgam cara-de-pau, mas só faz agir de acordo com sua boa consciência. Vamos dar-lhe o benefício da dúvida e aceitar piamente que ele acredita estar dizendo a absoluta verdade.

Talvez haja sinais, como dizem ser comum entre malucos, de uma certa insegurança quanto a tal convicção, porque ele parece procurar evitar ocasiões em que ela seria desmentida. Quando houve o tristemente célebre acidente aéreo em Congonhas, a sensação que se teve foi a de que não tínhamos presidente, pois os presidentes e chefes de governo em todo o mundo, diante de catástrofes como aquela, costumam cumprir o seu dever moral e, mesmo correndo o risco de manifestações hostis, procuram pessoalmente as vítimas ou as pessoas ligadas a elas, para mostrar a solidariedade do país. Reis e rainhas fazem isso, presidentes fazem isso, primeiras-damas fazem isso, premiers fazem isso. Ele não. Talvez tenha preferido beliscar-se para ver ser não estava tendo um pesadelo. Mandou um assessor dizer umas palavrinhas de consolo e somente três dias depois se pronunciou a distância sobre o problema. O Nordeste foi flagelado por inundações trágicas, o Sul assolado por seca sem precedentes, o Rio acometido por uma epidemia de dengue, ele também não deu as caras. E recentemente, segundo li nos jornais, confidenciou a alguém que não compareceria a um evento público do qual agora esqueci, por temer receber as mesmas vaias que marcaram sua presença no Maracanã.

Portanto, como disse Polônio, personagem de Shakespeare, a respeito do príncipe Hamlet, há método em sua loucura. Não é daquelas populares, em que o padecente queima dinheiro (somente o nosso, mas aí não vale) e comete outros atos que só um verdadeiro maluco cometeria. Ele construiu (enfatizo que é apenas uma hipótese, não uma afirmação, porque não sou psiquiatra e longe de mim recomendar a ele que procure um) um universo que não pode ser afetado por cutucadas impertinentes da realidade. Notícia ruim não é com ele, que já tornou célebre sua inabalável agnosia (“não sei de nada, não ouvi nada, não tive participação nenhuma”) quanto a fatos negativos. Tudo de bom tem a ver com ele, nada de ruim partilha da mesma condição.

Agora ele anuncia que, antes de deixar o mandato, vai registrar em cartório todas as suas realizações, para que se comprove no futuro que ele foi o maior presidente que já tivemos ou podemos esperar ter. Claro que se elegeu, não revolucionariamente, mas dentro dos limites da ordem (?) jurídica vigente, com base numa série estonteante de promessas mentirosas e bravatas de todos os tipos. Não cumpriu as promessas, virou a casaca, alisou o cabelo, beijou a mão de quem antes julgava merecedor de cadeia e hoje é o presidente favorito dos americanos, chegando mesmo, como já contou, a acordar meio aborrecido e dar um esbregue em Bush. Cadê as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos? Cadê o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre? O que se vê é o que vemos e testemunhamos, não o que ele vê. Mas ele acredita o contrário.

Acredita, inclusive, nas pesquisas que antigamente desdenhava, pois os resultados o desagradavam. Agora não, agora bota fé – e certamente tem razão – depois que comprou, de novo com o nosso dinheiro, uma massa extraordinária de votos. Não creio que ele se julgue Deus ainda, mas já deve ter como inevitável a canonização e possivelmente não se surpreenderá, se lhe contarem que, no interior do Nordeste, há imagens de São Lula Presidente e que, para seguir velha tradição, uma delas já foi vista chorando. Milagre, milagre, principalmente porque ninguém vai ver o crocodilo por trás da imagem.

Ela voltou realmente

Estadão:

Depois de ser prematuramente dada como morta nos anos 90, em suposta conseqüência da globalização e dos avanços da informática e da internet, a inflação global voltou em grande estilo, e tornou-se a principal preocupação das autoridades econômicas em todo o mundo. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação global subiu de 3,5% em 2006 para 4,8% em 2007. Recentemente, um alto dirigente do FMI disse que já está rodando a 5,5%, bem acima do nível abaixo de 4% que prevaleceu até 2006.

E acham que o Brasil vai ficar fora desta? Que o país está blindado?

O pior é olhar para a boléia e ver quem está no volante…

Roberto Teixeira e a Varig

Que coisa este rolo da Varig, hein? Comissão de mais de 3 milhões de reais? O petismo é impressionante, conseguiu demonstrar na prática que o mensalão não foi nada demais. O que deve ter de deputado chegando a conclusão que se vendeu barato não é brincadeira.

Enquanto isso o silêncio ensurdecedor em cada rua deste país.

Nos acostumamos com a corrupção.

É uma vitória e tanto dessa gente.

A justiça eleitoral e seus exageros

Faz tempo que tenho criticado o exagero da justiça eleitoral em certos temas, principalmente na exposição da mídia. Lembro que nas últimas eleições ela foi dura e impediu que se mostrasse na televisão os crimes que os petralhas e aliados estavam sendo processados. Tudo em nome de uma suposta “igualdade” de exposição.

Sempre que se iguala bandidagem com honestidade o resultado não pode ser bom.

Essa agora de condenar pré-candidato (afinal, o que é um pré-candidato?) por dar entrevista é uma exagero e tanto. Dizer que pode dar entrevista, só que não sobre temas políticos é uma completa extrapolação. Eu lá quero saber se Marta Suplicy ou José Serra plantam tulipas?

A democracia não é inimiga da política, muito pelo contrário. Seus excessos são combatidos com um único remédio: mais democracia.

O resto é conversa.

Ainda sobre o morro da Providência

Não estou defendendo o que foi feito no morro da Providência, nem de perto. Mas fiquei curioso com alguma coisas.

Primeiro é qual artigo que será enquadrado o Tenente. Assassinato? Mandar matar? Não conheço bem o direito mas acho difícil este enquadramento pois seria reconhecer a existência de um grupo criminoso com endereço certo, neste caso os assassinos deveriam estar presos e não a solta nos morros. Se o estado permite que eles exerçam suas atividades criminosas, então assume a responsabilidade por seus atos.

Se o estado não tinha provas e nem processos para prendê-los, é porque não eram criminosos. Neste caso, o Tenente não era obrigado, legalmente, a adivinhar que cometeriam o crime.

Pode-se considerar a atitude dos militares do jeito que quiserem, mas não foram eles que assassinaram os três rapazes. Estou chamando de rapazes mas parece claro que não eram trabalhadores tentando ganhar a vida honestamente. Acho que a justiça terá enorme trabalho em sequer enquadrar os militares, quanto mais condená-los.

Isso me lembra uma estória que houve do pai de um amigo meu que não tem nada a ver com a confusão, ou tem, fica a critério do leitor.

Perguntei uma vez o que ele lembrava dos anos de chumbo da “ditadura militar”. Ele respondeu com a maior simplicidade do mundo.

__ Nada, eu estava trabalhando.

Estudo do IBT e a verdade sobre os impostos

Números que dizem tudo:

2002 – 33,06%
2003 – 34,78%
2004 – 35,39%
2005 – 36,47%
2006 – 35,99%
2007 – 37,03%
2008 – 38,90%

Trata-se da evolução da carga tributária brasileira em relação ao PIB, medida sempre no primeiro trimestre de cada ano. O governo acha pouco, como pode ser observado pela instituição da CSS.