Eliane Castanhêde e a defesa vergonhosa do PT e das FARC

Não deixem de ler o comentário de Reinaldo Azevedo sobre a coluna de hoje de Eliane Castanhêde. A colunista jogou qualquer escrúpulo no lixo, o bom senso junto, e defendeu a tese que os e-mails que fazem referência aos contatos dos narcotraficantes com o partido que mais rouba no Brasil, o PT. Reinaldo acredita que ela não age de má fé. Eu duvido que alguém possa fazer um papel desse por descuido. É por causa de gente como ela que se cria mitos como o de Luiz Inácio, o presidente do governo mais corrupto da história do Brasil.

O link está aqui.

Imprensa brasileira aprodece a olhos vistos

Não fosse um jornal colombiano nada teria sido noticiado sobre a ligação das FARCs com a cúpula do governo brasileiro, mesmo depois de Diogo Mainardi ter dado a senha, meses antes, que um material explosivo teria sido entregue ao governo brasileiro por Uribe. Nenhum jornalista quis saber que material era esse, e quem soube preferiu ficar quieto.

Mesmo agora, depois da bomba detonada, a imprensa brasileira tenta abafar o assunto e deu reduzido destaque ao tamanho da vergonha que é ter um governo aliado de um grupo terrorista ligado ao tráfico de drogas.

O motivo é mais do que conhecido. Nossas redações estão tomados por esquerdistas imbecis que sonham com o tal do “novo mundo possível”. Como bom ideólogos recusam qualquer confronto com a realidade, principalmente quando refuta suas teses ridículas e ultrapassadas.

Fosse em outros tempos, ficaria por isso mesmo. Não é. A internet está aí para quebrar este esquema de dependência da mídia convencional. Não entendem ainda que não é mais possível decidir o que é notícia e o que publicar e por isso ficam levando furos e mais furos de blogs independentes, muitas vezes feito por amadores.

Recomendo o livro “Blogs” de Hugh Hewitt que mostra bem o processo de putrefação que os grandes jornais americanos estão sofrendo pelo aumento da influência dos blogs, principalmente os independentes. Compara este processo à invenção da imprensa que revolucionou a difusão de informações em sua época. Os blogs estão expondo as falhas e mentiras que são divulgadas na imprensa e afetando a credibilidade da mídia convencional.

O movimento é irreversível e ficará mais evidente á medida que cada vez mais pessoas utilizarem a internet para ter acesso não só a notícias mas também análises e interpretações do que está acontecendo no mundo. Por isso buscam arranjar formas de controlar o fluxo de informações na net e para isso usam falsos motivos como o combate à pedofilia ou a fraudes pela rede. Inútil. A internet possibilita que qualquer pessoa do mundo coloque informações na rede, é uma completa anarquia e justamente por isso funciona. Não pode ser controlado.

Por isso estamos levando furo de um jornal colombiano e os blogs, enquanto a Veja não circular, é a única fonte de informações para o vexame do governo brasileiro.

Sangue nas mãos

Estes são alguns dos brasileiros citados como contatos das FARCs segundo os dados que estavam no HD de Reyes. São cúmplices de terroristas, possuem o sangue de suas vítimas em suas mãos. Alguns possuem sangue de vítimas brasileiras da época da luta armada. Um dia pagarão seus débitos, nesta vida ou em outra.

Voto facultativo

Está germinando no Congresso, por iniciativa da sociedade civil, uma PEC tornando o voto facultativo no Brasil. As chances do negócio prosperar são quase nulas, mas não deixa de ser um alento que comece a aparecer contestação ao voto obrigatório. Somos um país atrasado e o fato das democracias mais avançadas não obrigarem seus cidadãos a votar deveria ser um sinal.

O fato é que o voto obrigatório é extremamente favorável à elite política do país, que pode manipular o voto e garantir sua perpetuação no poder. Não acho que tenha chance de prosperar, mas aos poucos pode ser que um dia ganhe um pouco mais de apoio por parte da sociedade e force os políticos a discutirem para valer o assunto.

Outro erro da carta de 88 que precisa ser corrigido é a eleição direta para presidente. Eu fui um entusiasta da primeira eleição em 1989. O tempo passou e cada vez tenho mais convicção que não funciona. Favorece que populistas assumam o poder, como a América do Sul está mostrando. O populismo é um desastre. Começa com euforia, alardeia alguma realizações de curto prazo mas conduz o país para um desastre que um dia se configura.

São dois temas que precisam ser discutidos pela sociedade, dentro do regime democrático e na vigência das leis. Coisa que no Brasil é muito difícil.

Tão tedioso…

Folha:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem na Bahia medida provisória transformando em ministério a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. Segundo o presidente, o ato dobra o orçamento da instituição, de R$ 250 milhões para R$ 500 milhões, e cria 200 cargos.

Comento:

E volta e meia o vice-presidente e até o próprio Lula reclamam do banco central e das taxas de juros! O mundo está sob o manto do ressurgimento da inflação e respondemos com… aumento do gasto público!

Ministério da pesca? Se a Secretaria Especial já era um abuso imagine um ministério.

Os viciados em estado defendem que a pesca é importante. E daí? Quer dizer que tudo que for importante deverá ter um ministério? Vamos criar também um ministério do ar? Um ministério da soneca após o almoço?

Dinheiro em fuga

Folha:

Juros em alta no Brasil e Bolsas em queda no mundo fizeram que investidores estrangeiros mudassem suas estratégias no mercado nacional: neste mês, observa-se uma forte saída de recursos externos da Bolsa de Valores de São Paulo e um volume bilionário de aplicações em títulos públicos.

Comento:

A bolsa de valores é demonizada pelo discurso de esquerda no Brasil, algo como coisa do capeta. O bolsa realiza um papel muito importante em uma economia capitalista, ela troca dinheiro. Existem pessoas que não precisam de dinheiro hoje, que aceitam trocá-lo por dinheiro no futuro, com rendimento maior possível. Existem outros que precisam de dinheiro hoje e possuem promessas de dinheiro no futuro (ações). A bolsa realiza esta troca e contribui para a economia andar, não fosse por ela muitos deixariam dinheiro debaixo do colchão enquanto outros, com idéias promissoras na cabeça, não teriam onde captar recursos.

Quando se tira dinheiro da bolsa e compra títulos públicos, por causa dos juros, a sociedade tem menos recursos para operar o sistema de captação de investimentos. O dinheiro vai para o estado, que usa para equilibrar suas contas públicas.

Por que os juros estão altos no Brasil? Por que desde que o governo Lula assumiu, os gastos públicos têm subido mais do que o PIB. Em outras palavras, o estado avançou sobre a sociedade, aumentando seu gigantesco tamanho e também sua ineficiência.

É um ciclo vicioso. O estado aumenta e precisa de mais recursos. Os juros aumentam para proteger a moeda e o monstro estatal tira mais dinheiro da sociedade para se alimentar e continuar se expandindo.  E não deu certo em nenhum lugar do mundo.

O retrato da juventude brasileira, a mídia e o que George McGovern (quem?) tem a ver com isso

Retrato da Juventude brasileira

A Folha de São Paulo publicou ontem um caderno especial sobre uma ampla pesquisa sobre a juventude brasileira. O retrato que saiu desta pesquisa não deixa dúvidas, o jovem, da mesma forma que a maior parte da população, é conservador, ou como gostam de chamar os esquerdólogos, são de direita.

Defendem que a lei do aborto não seja alterada (68%), que a pena de morte seja instituída (50% contra 46%), que fumar maconha seja crime (72%), que a idade penal deva abaixar (83%), acreditam em deus (99%) e defendem os seguintes valores: família, saúde, trabalho, estudo e lazer.

O site da Folha é somente para assinantes, o resultado pode ser visto no post de Reinaldo Azevedo aqui.

A mídia

Não é novidade que nossa mídia, assim como em grande parte do mundo ocidental está no campo oposto do resultado acima. Por si só isto não constitui um problema, faz parte da liberdade individual e de imprensa discordar e defender pontos de vista. O que não deve é a mídia apresentar como fato ou como opinião majoritária o que é opinião particular dela.

A Folha, como qualquer outro jornal, tem todo o direito de fazer um editorial ou publicar qualquer artigo de opinião que defende, por exemplo, a manutenção da idade penal em 18 anos. Já publicar que esta seja a opinião dos brasileiros é dizer uma inverdade, o que caracteriza um péssimo jornalismo. Jornalistas, assim como qualquer pessoa pode ter suas opiniões e defendê-las, mas estas opiniões são suas e intransferíveis, a não ser por convencimento.

George McGovern

Em 1972, o partido democrata americano lançou George McGovern como candidato para enfrentar Richard Nixon que tentava a re-eleição. Nixon exultou pela escolha afirmando que pela primeira vez o partido democrata teria um candidato que defendia todas as idéias da mídia. McGovern era um ultra-liberal e seus pensamento político parecia ter saído dos editoriais do New York Times. O republicano afirmou que era uma oportunidade ímpar de testar se as teses da mídia, principalmente do leste, tinham ressonância na população americana.

O resultado foi uma vitória consagradora de Nixon, que foi encarado pela mídia como uma dolorida derrota. A partir daí o ódio contra o republicano contaminaria as redações e Watergate foi a resposta e vingança dos jornalistas liberais à audácia de Nixon em expô-los daquela maneira. Enfraqueceram o presidente americano justamente no momento que sua autoridade era necessária para permitir a retirada do Vietnã de forma honrosa. O resultado foi a ofensiva dos comunistas sobre o sul e mais de um milhão de mortos nos anos que se seguiram. Tudo porque os líderes vietnamitas compreenderam que o presidente americano não teria forças para defender o acordo que havia sido costurado pelo governo Nixon e que previa as eleições livres no Vietnã do sul.

Por isso vemos no Brasil que nenhum candidato tem a coragem de assumir a plataforma liberal. Recusam-se sistematicamente a assumir uma posição em qualquer assunto polêmico. Se defender idéias liberais perde a eleição (como aconteceu com Jandira Feghali na disputa pelo senado em 2006), se defender as idéias conservadores atrai para si a ira da mídia.

Ninguém quer ser o George McGovern da hora. Nem aqui, nem nos Estados Unidos.

Sobre a monarquia e verdadeiros reis

Assisti o filme A Rainha no fim de semana passado. Recomendo. É um convite a uma boa reflexão sobre a verdadeira natureza dos símbolos  para as instituições e sobre a natureza da monarquia.

A Rainha Elizabeth II é uma das pessoas mais ricas do mundo, freqüenta qualquer lista do gênero. De que adiante sua riqueza se deve demonstrar sempre austeridade para seus súditos? Para alguém com tantas posses materiais, sua vida é verdadeiramente espartana.

A primeira vez que apareceu dirigindo pessoalmente uma camionete pelo interior da propriedade real nao pude deixar de pensar no atual presidente do Brasil e a corte que está sempre ao seu lado em cada passo seu. Ninguém o verá dirigindo um carro ou sem alguém para serví-lo o tempo todo. Pelo contrário, não perde uma oportunidade de desfrutar do luxo que o cargo lhe proveu. Austeridade? Esta palavra não existe no vocabulário lulez.

Por sua origem humilde, nada é proibido ao rei brasileiro. Acham normal e até mesmo de direito que use todo o aparato do estado para si e sua família, permitindo-lhe desfrutes que é proibido à rainha da Inglaterra, uma mulher que procura demonstrar para seu povo que está a altura do papel que seu nascimento lhe conferiu. Um papel que é um privilégio para uns e um pesado fardo para si mesma.

Ela é uma verdadeira rainha no melhor sentido do termo. Durante a II Guerra, quando Londres estava sob intenso bombardeio, recusou-se a abandonar a cidade com sua família e participou, com humildade, do esforço de guerra. Sabia que sua presença era um símbolo para a resistência de seu povo; uma papel que muitos poucos neste planeta desempenhariam.

Quando recusou-se a aparecer para prestar solidariedade pela morte de Diana, seus súditos a cobraram. Soube reconhecer o erro, engulir o sapo e desempenhar o papel que esperam da chefe da Estado da Inglaterra. Saiu do episódio mais forte que entrou.

Basta lembrar do espetáculo grotesco que foi encenado pelo presidente e seus aceclas quando explodiu em chamas aquele aviao da TAM. O presidente desapareceu com medo de vaias, ignorou a tragédia. Um de seus principais acessores ainda foi flagrado tribudiando sobre os mortos. Nada lhe aconteceu, continua no mesmo cargo de antes.

Quando vejo a popularidade que o presidente brasileiro tem, não posso deixar de pensar com meus botões: cada povo tem o rei que merece. A Inglaterra tem Elizabeth II. O Brasil tem Lula I.