Leituras de Natal: O Homem Eterno (Chesterton): Capítulo 8

Série Leituras de Natal.

Todo sábado e domingo, um capítulo de O Homem Eterno, de Chesterton.

Capítulo 8: O Fim do Mundo

No capítulo 7, Chesterton descreveu como a melhor forma de paganismo (Roma) venceu a pior (Cartago).

O Império Romano foi a união de todos os paganismos em uma civilização universal. O grande problema é que a mitologia é o devaneio de uma mente jovem, uma relação um tanto infantil com a realidade. Quando o homem se torna realmente maduro, percebe que tudo era uma estranha ilusão e passa a buscar respostas verdadeiras, ou seja, uma religião.

Por isso mitologias não são teologia e, portanto, não são religiões. O que aconteceu depois da consolidação de Roma é que esta civilização foi perdendo seu contato com terra, sua origem pastoril, para se urbanizar e formar as plebes. Uma característica da mitologia é que, ao contrário do que pensam alguns, sua origem não é erótica, mas sim seu final. Ela tende a se tornar perversa no final, quando as pessoas começam a se cansar e se tornam pessimistas.

O declínio de Roma, e de todo paganismo, acontece quando as pessoas começam a se cansar desta perversidade. A plebe romana começou a se revoltar contra o abuso dos patrícios, algo que nunca ocorreria em Cartago. A decadência do paganismo era como um fim do mundo que nunca chegava. E foi só então que aconteceu algo realmente extraordinário.

Surgiu, vindo do oriente, uma estranha seita. A antiguidade era acostumada a todas estas seitas malucas, então uma que dizia que Deus estava morto e por isso podiam comer de seu corpo e beber seu sangue, não teria nada demais. Só que a atitude destes seguidores, formados por gente muito pobre, homens e mulheres, era diferente. Eles eram solenes e alegres ao mesmo tempo. Eram muito sério nesta crença e não hesitavam em morrer pelo que acreditavam. Em pouco tempo foram crescendo a ponto de se tornar algo realmente novo na história humana. E com este novo surge o ódio à Igreja de Deus.

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