Santa Cruz é apenas a primeira província a se rebelar contra o socialismo do cocaleiro Evo Morales. É um passo importante contra o avanço vermelho no continente; seu exemplo deverá ser seguido por outras províncias e estará configurada a divisão do país. De um lado, o produtivo, responsável por 80% do PIB, de outro, os índios cocaleiros liderados por Morales.
Um presidente é eleito para governar todo o país, conciliar os diversos interesses em conflito e defender as leis vigentes. Morales não fez nada disso. Colocou-se como defensor de uma parte da sociedade, ou classe como gostam de repetir os socialistas, e atacou a lei vigente. Promove uma nova constituição sem que a oposição possa participar do processo, um claro ataque à democracia.
Para esta empreitada conta com o apoio explícito de dois outros populistas da região, Chávez e Corrêa, e o implícito do maior deles, Lula. Todos estão unidos na entidade que não existe, o Foro de São Paulo, que vai ganhar agora o reforço do Paraguai.
A democracia está sitiada na América Latina, reduzida à Colômbia, Peru e Guiana. O Chile, felizmente, já atingiu um nível de desenvolvimento que mesmo com uma presidente de esquerda, consegue se manter no rumo correto pois sua população não aceita mais um rumo contra a liberdade política e econômica.
O mundo anda para trás na América Latina.