Os defensores do terrorismo

A grande imprensa brasileira ignora qualquer sinal de que o tal Foro de São Paulo seja algo mais do que um bate-papo descontraído entre amigos, o que para mim já seria algo extremamente grave. Que espécie de bate-pato descontraído reuniria terroristas, partidos políticos, movimentos fora da lei e presidentes de repúblicas?

Este fim de semana, mais um capítulo. A Colômbia conseguiu uma grande vitória ao eliminar o número dois das FARCs, Raul Reyes, e mais 16 terroristas. O mais importante de tudo, tornou algumas posições mais claras.

Primeiro o presidente do Equador, Rafael Corrêa, retirou seu embaixador e colocou tropas na fronteira. Protesta contra a invasão de seu território, os colombianos teriam matado os guerrilheiros 2 km dentro de seu país. O problema é que fica cada vez mais nítido que seu governo, por intermédio de seu ministro do interior, dava abrigo ao grupo. Fala em soberania, mas que soberania é esta que dá abrigo e proteção a um grupo que pratica atos terroristas e de guerrilha contra um país vizinho? Argumenta que o ato foi covarde, os terroristas, sempre insisto na palavra, estavam de pijama quando foram mortos. Que espécie de terroristas são esses que dormem de pijamas no meio de uma guerra? Deveriam estar bem seguros de sua proteção, não?

Depois vem Hugo Chávez. Também retira seu embaixador e coloca seu exército na fronteira com a Colômbia. Por que? Estaria por acaso reforçando a segurança dos guerrilheiros abrigados em seu território? Em rede de televisão pede um minuto de silêncio por Raul Reyes. Poderia ter deixado mais explícito seu lado?

Os computadores apreendidos no acampamento estão sendo abertos diante de uma comissão internacional. Além dos laços com Corrêa mostram outras informações importantes. Existe um plano de liberação de reféns para fortalecer os chefes de governos aliados da guerrilha e enfraquecer a posição de Uribe. Os reféns estão sendo usados para atrair a simpatia para o movimento, que não renuncia a seu principal objetivo: tomar o poder de um presidente eleito democraticamente.

Por fim, Lula movimenta-se para servir de mediador entre Colômbia, Equador e Venezuela. É outra questão delicada. Apesar da imprensa ignorar o Foro de São Paulo, o próprio Lula afirma que ele não só é ativo como está empenhado em criar uma nova América Latina. Esta palavra, nova, sempre desperta minha desconfiança. O presidente brasileiro é sócio das FARC e desses governos aliados. Como poderia trabalhar como mediador?

O perigo de uma guerra no norte da América é real, e as conseqüências não podem ser medidas ainda. Alguns jornalistas brasileiros pedem calma aos três presidentes. Por que os três? Álvaro Uribe está fazendo o que foi eleito para fazer, combater o terrorismo que tantos males causa ao povo colombiano. Quem dá respaldo ao terror, à covardia, são Chávez e Corrêa.

Com silêncio cúmplice, e simpatia, de boa parte da mídia brasileira.

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