Como aprender?

Como dizia um grande homem de letras: estudar é uma boa maneira de aprender; melhor, porém, é escutar o mestre; e ainda melhor, ensinar.

São Francisco de Sales

Três observações:

  1. Aprendi isso por experiência própria.
  2. O mestre não necessariamente precisa estar vivo. Eles nos ensinam também pelos livros.
  3. Não fala em escutar o doutor…

Viver o século

É comum escutarmos que temos que viver nossa época, seguir os padrões da sociedade em que vivemos. O famoso zeitgeist que dizia Nietzsche. Mas devemos mesmo? Temos que viver o século?

Em seu pequeno livro de Conselhos para a Direção do Espírito, Alphonse Gratry diz que não. Ele entende que estamos sujeitos a dois movimentos, um providencial e regular referente as coisas eternas e perenes, que valem para todas as épocas, que nos conduzem para junto de Deus e outro caprichoso e perverso, é o que denomina século. Este segundo é o modismo, a tentativa de se firmar contrariando toda sabedoria acumulada pela humanidade.

Para ele “romper com o século não é romper com a humanidade, é unir-se à humanidade e, ao mesmo tempo, a Deus”. Chama atenção também para a necessidade de silêncio para se contrapor à algazarra do mundo.

E você, o que acha?

STF perdeu o medo e resolveu retornar o país para o status quo

Nos últimos anos tivemos um alento ao ver corruptos ricos indo para a cadeia, sendo condenados em várias instâncias. Não é segredo para ninguém que a CF de 88 foi feita para impedir que isso aconteça. Como nem tudo é perfeito, ela deixou algumas poucas brechas, que foram exploradas pelo MP e um juiz corajoso o suficiente para enfrentar as raposas.

Pois o STF encontrou uma tecnicidade que não está escrito em lugar nenhum para anular tudo e voltar o país para a estaca zero.

É a revolta das elites. Quem somos nós para querer que fosse de outra forma? Não entendemos que o Brasil não foi feito para nós e sim para gente como boa parte dos ministros que estão na corte suprema.

O Brasil não tem solução.

Parece que até Deus largou mão e desistiu da gente.

Um guia para os perplexos

Anotem o nome deste livro. Trata-se de um dos melhores livros de filosofia que já li na vida.

Não, o autor não é o piloto. É um economista que defendeu a superioridade das pequenas empresas e dos pequenos negócios. Mas o livro não tem nada a ver com economia.

Vai mais a fundo. Tratarei dele em breve.

Infelizmente não tem tradução em português.

Brasília e seus direitos

Brasília é uma cidade peculiar. Existem direitos que são quase que exclusivos de seus moradores.

Um exemplo é o direito de estacionar.

Não tem vaga? O problema não é meu. É do estado. O direito a uma vaga de estacionamento é mais que constitucional, é direito natural ou divino (há os que dizem que é a mesma coisa).

Se o estado não me destinou uma vaga, estou automaticamente autorizado a estacionar onde eu bem entender. Em cima da calçada, em fila dupla, na grama, no meio do estacionamento, não importa, é meu direito.

Afinal, sou o dono de Brasília.

To Tame a Land:o progressivo encontra o heavy metal

Em 1983, o Iron lançava seu quarto disco de estúdio, o bem sucedido Piece of Mind. O disco marcava também a estréia do baterista Nicko McBrain, que está na banda até hoje.

Uma novidade no disco foi a primeira incursão da banda no progressivo, com o mini-epico To Tame a Land, baseado em uma das narrativas do livro Duna. O caminho aberto levaria a músicas como Rime of the Ancient Mariner, Alexander the Great, Empire of the Clouds e outras.

Muitas bandas tentaram imitar essa fórmula, mas não chegaram perto de executá-la com a criatividade e competência do Maiden.