Eles voltaram!

Foi demorada a ausência, mas eles estão de volta!

Um lugar na internet onde se pode ler algo além da doxa socialista que tomou conta do Brasil e de certa forma do mundo. Articulistas que não estão alienados da realidade e que perceberam que vivemos tempos de grande perigo, que precisamos romper a cortina de imposturas que a esquerda colocou em nossos olhos ao longo das últimas décadas.

Seja bem vindo de volta!

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A covardia de um presidente que anuncia no exterior que vai reduzir o rendimento das poupanças

O presidente Lula anunciou ontem que o governo estuda solução para “proteger os pequenos poupadores”. Por que as aspas? Porque por proteger os pequenos poupadores ele entende reduzir o rendimento da poupança. O problema, mas uma vez, é a tal classe média. Ela não compreende que precisa fazer sacrifícios para que o governo possa fazer suas bondades.

Com a queda dos juros, os investidores percebem quem fica mais rentável investir na poupança do que nos fundos da dívida pública. Desta forma, o governo perde capacidade de rolar sua dívida, o que na prática significa menos dinheiro nas mãos do mesmo governo.

Haveria outra solução? Não. A redução do rendimento da poupança é um empecilho à redução dos juros. Se a taxa selic desce abaixo da poupança + TR, a dívida pública quebra. O que não pode é o governo dizer que está protejendo o pequeno poupador, não está. Tanto é que o presidente da república fez o anúncio lá em Nova Iorque, longe do país.

Quando o governo fala que vai proteger os pequenos poupadores, usa a novilíngua de Orwell. Ele vai mesmo é desestimular a poupança porque necessita de dinheiro para manter sua gastança e amplianção do tamnho do estado.

E aí oposição? Não vai contraditar?

A democracia venezuelana (pelo menos segundo a corte de Obama)

Vejam que coisa. Hugo Cháves tirou dos governadores de oposição o controle de portos e aeroportos em mais uma medida para asfixiá-los economicamente. Hilary Clinton pode ficar tranquila, a assembléia venezuelana, dominada pelo ditador, aprovou uma lei neste sentido. Se está em lei, tudo bem.

Clinton e o novo salvador deveriam ler Montesquieu que afirmava que quando um poder se subordinava a outro, a democracia deixava de existir. No caso da venezuela, judiciário e legislativo estão dominados pelo presidente. Na prática, o executivo já acumulou as funções dos três poderes.

Nada de extraordinário. Este negócio de independência dos poderes sempre foi um pé no saco para a esquerda. O que eles gostam mesmo é do tal “executivo forte”. Uma espécie de ditadura com outro nome.

De uma maneira ou de outra, o socialismo sempre termina em opressão.

Não pode estar certo

Folha:

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz defendeu ontem em São Paulo que “ocupar fazenda de banqueiro bandido é dever do povo brasileiro”. Manifestou assim seu apoio à invasão da fazenda Espírito Santo, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas, por 280 militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), no último dia 28.

Comento:

Dizer o que? Um delegado da polícia federal fazendo discurso para militantes do MST e dizendo que invadir as terras, um ato ilegal, é um dever? Vejam que ele trata Daniel Dantas como bandido condenado. Parece que a presunção da inocência não vale para todos, apenas para os que tem determinado pedigree. Eu posso achar que o banqueiro é um bandido, o brasileiro também, mas um delegado da polícia federal fazer isso em público e já pedir a punição, extra-judicialmente, é grave.

Um dos problemas do petismo é o enfraquecimento das instituições. Essa é uma das heranças, se não a maior, que ficará para o próximo governo. Seja ele qual for.

Sobre um bispo, a imprensa e a mediocridade

Durante a semana inteira li em tudo que é jornal a notícia que o bispo de Recife teria excomungado a mãe e os médicos responsáveis pelo aborto de uma menina de 9 anos. Os jornais televisivos noticiaram o mesmo fato. A Folha de São Paulo publicou um editorial sobre o assunto. Diz no primeiro parágrafo.

CAUSA ESPANTO a iniciativa do arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, de excomungar a equipe médica e a mãe da menina de nove anos submetida a aborto para interromper gravidez. Em depoimento à polícia, o padrasto disse que abusava sexualmente da garota, que mora em Alagoinha (PE).

No dia 7 de março publiquei aqui:

O ponto foi o anúncio da excomunhão dos médicos e pais por um bispo de Recife e, principalmente, a reação que se seguiu. Um dos casos que a excomunhão é automática é o aborto, não depende de processo ou ato de um religioso.

Argumentei que o bispo não tinha excomungado ninguém, apenas tornado público o que já era automático. Poderia eu, um reles blogueiro na multidão da net, estar certo e o editorial de um dos maiores jornais do país estar errado? Um editorial?

O bispo está nas páginas amarelas da Veja. Disse ele:

O que o senhor diria aos católicos que condenaram sua atitude?


Antes de tudo, quero deixar bem claro que não fui eu que excomunguei os médicos que praticaram o aborto e a mãe da menina. Isso é falso. Eu não posso excomungar ninguém. Eu simplesmente mencionei o que está escrito na lei da Igreja, o cânone 1 398, do Código de Direito Canônico, que está aí nas livrarias para qualquer um ler. Por essa lei, qualquer pessoa que comete aborto está excomungada, por uma penalidade que se chama latae sententiae, um termo técnico que significa automática. Então, não foi dom José Cardoso Sobrinho quem os excomungou. Eu simplesmente disse a todos: “Tomem consciência disto”. Qualquer pessoa no mundo inteiro que pratique o aborto está incorrendo nessa penalidade – mesmo que ninguém fale nada.

Este é apenas um exemplo em mil do compromisso de boa parte da mídia com a verdade. Podem discordar ou concordar com o bispo, é de cada um, mas não podem acusá-lo do que não fez, muito menos em um editorial de jornal! Será que não é possível discordar do bispo sem falsear a verdade?

Qualquer um pode discordar da Igreja Católica. Engraçado que o cristianismo e o judaísmo são as duas únicas religiões que são constantemente criticadas pelos ocidentais. Qualquer outra religião, ou culto, é tratada com respeito e admiração. Não vejo em nenhum jornal ou revista uma crítica ao budismo, hinduísmo ou o islã. Esta última então é tratada cheia de dedos. Outro dia um cineasta holandês foi impedido de entrar na Inglaterra para exibir um filmete de 17 minutos que criticava o islamismo. Mas tudo isso é outra estória.

O fato mais grave aqui é que o maior jornal brasileiro mostrou no mínimo o total desconhecimento do assunto que estava tratando. Não sou católico, mas uma rápida consulta na internet me mostrou duas coisas. A primera, que a excomunhão era automática (o bispo não a praticara); a segunda, que é uma penalização que só vale para os católicos. Eu mesmo estou inserido em um dos seus artigos, por abandonar a religião. Algum problema? Nenhum. Pois eu não comungo com a totalidade dos códigos da Igreja Católica! Sou indiferente, portanto, ao que um bispo pode achar de mim.

Em 1984, um ex-propagandista soviético chamado Yuri Bezmenov denunciou todo um esquema de subversão efetuado há décadas pelo regime comunista. Um dos pontos que tocou foi o papel da mídia. Os soviéticos aproveitavam-se da mediocridade dos jornalistas para espalhar sua política de subersão. Em sua maioria, estes jornalistas eram inocentes úteis, nem sabiam o que estavam fazendo. Era homens investidos de grande poder, com capacidade de influenciar na vida das pessoas e ao mesmo tempo funcionários acomodados da grande mídia. Seu traço principal era justamente a mediocridade.

Quando se lê o que se escreve por aí por jornalistas, vejo que Bezmenov tinha razão. A mediocridade é assustadora. Assim a Folha resolve criticar um bispo pelo que não fez e demonstra que meia hora de internet lhe daria pelo menos um conhecimento mínino do assunto. Considerando, é claro, que o jornal tenha agido apenas por desconhecimento.

Finalmente, sou totalmente a favor da liberdade de imprensa, ninguém deve ser impedido de escrever o que bem entender. Apenas sonho que a sociedade tenha um pouco mais de entendimento para usar seu direito de ignorar o que é dito pelos picaretas. E que estejas caiam no ostracismo pela sua absoluta falta de respeito pela verdade.

Nacionalismo mineiro

Estadão

O lançamento hoje da pré-candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao Palácio da Liberdade, serviu de pano de fundo para que o PMDB mineiro fizesse um explícito gesto de apoio ao projeto presidencial do governador Aécio Neves (PSDB). Com críticas à “supremacia paulista” no Palácio do Planalto, líderes do PMDB estadual reforçaram o assédio ao tucano e defenderam a “união de Minas” para a eleição de um político do Estado para a Presidência.

Se o nacionalismo costuma despertar em minha pessoa alguns instintos de repulsa, o “estadismo” me causa ainda mais asco. Por que Minas? Por acaso o mineiro é melhor do que o cearense? Ou gaúcho? Ou carioca? Ou mesmo paulista? Qualquer político tem o direito (tirando o PMDB, é claro) em ser candidato a presidência da república, mas em função de sua própria pessoa, não do local onde nasceu ou que fez política. Aliás, dizem as más línguas que Aércio gosta mesmo é do Rio de Janeiro.

Tudo isso é uma grande bobagem e até certo ponto ruim para o país. Já morei em vários locais do Brasil e apesar de reconhecer as peculiaridades de cada Estado que morei, o que sempre me chamou atenção era o que nos aproximava, não o que nos afastava. O brasileiro em geral tem características comuns suficientes para se reconhecer como tal em qualquer lugar do Brasil ou mesmo do mundo. Para o bem e para o mal.

Acho que quando os mineiros se unem em um argumento destes para pleitear a presidência estão na verdade se diminuindo. Só faltam pedir cotas para a presidência! Menos, menos! Aécio é homem importante de um dos maiores partidos do país, governador de um dos maiores e mais populosos estados da federação, extremamente bem avaliado. Tem credenciais para pleitear ser candidato, embora ache que não é sua vez.

Deveria estar trabalhando para unir seu partido para a difícil batalha de vencer o petismo.

Se é que deseja vencer esta luta. Tenho minhas dúvidas.

Progresso?

Nota da Folha de São Paulo:
A Faculdade Trinity fez pesquisa com 55 mil pessoas nos EUA e comparou com 1990, ou 18 anos antes. Os que se dizem “sem religião” subiram de 8,2% para 15%. São 30% os que não se casaram no religioso e 27% não querem cerimônia religiosa em seus funerais. A proporção de católicos decresceu no nordeste de 43% para 36%, mas cresceu na Califórnia, Texas e Flórida, em função dos hispânicos. (nota no ESP de 10/03)

Aloízio Amorim, um blogueiro que admiro, deve estar muito feliz com este avanço. Eu, de minha parte, lamento muito. O que para uns é progresso, para outros é regressão. E explicação.

Obama, hipotecas, ou uma parábola sobre o covarde e o corajoso.

Imagine que você está pagando uma hipoteca, morando em uma boa casa. Está fazendo um sacrifício danado, pagando em dia. Você sabia que seria difícil, mas que no fim valeria a pena. Os imóveis estavam se valorizando depressa. Veio esta crise maluca e seu emprego se foi ou teve que aceitar uma redução de salário para continuar empregado. Não há mais como pagar sua hipoteca, sua casa dos sonhos está se evaporando. Foram bons 5 anos morando em uma casa que você chama de lar, criando sua família.

Mas Obama veio te salvar! Um novo pacote prevê que suas prestações serão subsidiadas pelo governo. Afinal, você não tinha como prever a crise, não é? Nem os economistas mais renomados previram! Embora um maluco, um tal de Ratzinger tenha publicado em 1985 um alerta para uma grande crise econômica mundial começando pelo mercado financeiro, mas o cara é religioso, o que sabe de economia! O fato é que um cidadão normal não tinha como saber que a economia poderia ir para o vinagre e sua casa ser desvalorizada de uma hora para outra!

Agora imagine uma outra pessoa, trabalhando na mesma empresa, com uma família do mesmo tamanho que você. Há cinco anos atrás você tentou convencê-lo que valia a pena comprar uma casa, haviam duas no mesmo bairro! Este amigo fez as contas, viu o mesmo que você. Seria muito difícil pagar a hipoteca, mas no limite até que dava.

Só que bateu um medo. E se perdece o emprego? E se alguém da família adoecesse? Seria prudente colocar os filhos em uma escola mais barata ou pública para pagar a hipoteca ou era melhor investir neles, com uma boa escola e deixar para o futuro a decisão de pagar a hipoteca? Resolveu não comprar a casa. Ao invés disso, mora em um pequeno apartamento alugado. Faltou coragem.

Nestes cinco anos viu com certa inveja o colega na sua nova casa e sentiu admiração: queria ter coragem assim para arcar com estas prestações. Veio a crise. Tudo bem, fez uma pequena poupança nos últimos anos, dá para suportar.

Em um mercado livre, o banco tiraria a casa de você por não ter pago as últimas hipotecas. Mas o banco não pode colocar uma casa dentro do cofre, precisa repassá-la. Infelizmente o preço do imóvel já não é mais aquele, o mercado despencou. Vai ter que vender a casa por prestações bem menores do que queria, mas não adianta fazer muita coisa. Já é custo irrecuperável.

Em um mercado livre, esta casa seria colocada a venda pelo banco, desvalorizada. Alguém com algum valor na poupança, como seu amigo, teria condições agora, mesmo em tempos de crise, de comprar este imóvel. É para isso que muitas vezes as pessoas poupam, para esperar uma boa oportunidade.

Mas veio Obama com uma idéia brilhante.

O governo vai pagar a hipoteca. Você não vai precisar deixar sua bela casa.

Só que governo não gera dinheiro. Ele toma da sociedade através dos impostos.

Aquele amigo, o que mora em um pequeno apartamento de aluguel, vai ajudar a pagar sua hipoteca.

E a vida segue.