Obama, hipotecas, ou uma parábola sobre o covarde e o corajoso.

Imagine que você está pagando uma hipoteca, morando em uma boa casa. Está fazendo um sacrifício danado, pagando em dia. Você sabia que seria difícil, mas que no fim valeria a pena. Os imóveis estavam se valorizando depressa. Veio esta crise maluca e seu emprego se foi ou teve que aceitar uma redução de salário para continuar empregado. Não há mais como pagar sua hipoteca, sua casa dos sonhos está se evaporando. Foram bons 5 anos morando em uma casa que você chama de lar, criando sua família.

Mas Obama veio te salvar! Um novo pacote prevê que suas prestações serão subsidiadas pelo governo. Afinal, você não tinha como prever a crise, não é? Nem os economistas mais renomados previram! Embora um maluco, um tal de Ratzinger tenha publicado em 1985 um alerta para uma grande crise econômica mundial começando pelo mercado financeiro, mas o cara é religioso, o que sabe de economia! O fato é que um cidadão normal não tinha como saber que a economia poderia ir para o vinagre e sua casa ser desvalorizada de uma hora para outra!

Agora imagine uma outra pessoa, trabalhando na mesma empresa, com uma família do mesmo tamanho que você. Há cinco anos atrás você tentou convencê-lo que valia a pena comprar uma casa, haviam duas no mesmo bairro! Este amigo fez as contas, viu o mesmo que você. Seria muito difícil pagar a hipoteca, mas no limite até que dava.

Só que bateu um medo. E se perdece o emprego? E se alguém da família adoecesse? Seria prudente colocar os filhos em uma escola mais barata ou pública para pagar a hipoteca ou era melhor investir neles, com uma boa escola e deixar para o futuro a decisão de pagar a hipoteca? Resolveu não comprar a casa. Ao invés disso, mora em um pequeno apartamento alugado. Faltou coragem.

Nestes cinco anos viu com certa inveja o colega na sua nova casa e sentiu admiração: queria ter coragem assim para arcar com estas prestações. Veio a crise. Tudo bem, fez uma pequena poupança nos últimos anos, dá para suportar.

Em um mercado livre, o banco tiraria a casa de você por não ter pago as últimas hipotecas. Mas o banco não pode colocar uma casa dentro do cofre, precisa repassá-la. Infelizmente o preço do imóvel já não é mais aquele, o mercado despencou. Vai ter que vender a casa por prestações bem menores do que queria, mas não adianta fazer muita coisa. Já é custo irrecuperável.

Em um mercado livre, esta casa seria colocada a venda pelo banco, desvalorizada. Alguém com algum valor na poupança, como seu amigo, teria condições agora, mesmo em tempos de crise, de comprar este imóvel. É para isso que muitas vezes as pessoas poupam, para esperar uma boa oportunidade.

Mas veio Obama com uma idéia brilhante.

O governo vai pagar a hipoteca. Você não vai precisar deixar sua bela casa.

Só que governo não gera dinheiro. Ele toma da sociedade através dos impostos.

Aquele amigo, o que mora em um pequeno apartamento de aluguel, vai ajudar a pagar sua hipoteca.

E a vida segue.

Voltando

Depois de umas férias de duas semanas, o blog volta à ativa.

Neste período fiquei longe das notícias, da sugeirada do governo petista e da esquerdização mundial. Obama tomou posse sob aplausos mundial, o que costuma ser um mal sinal. O Brasil deu asilo a um terrorista italiano e agora já é estigado a abrigar os simpáticos terroristas presos em Guantamo. Aquela prisão para criminosos que fica dentro de uma prisão para pessoas comuns. Por incrível que pareça aquela tem mais direitos do que esta. A crise econômica está cada vez mais presente no Brasil.

Em resumo. Perdi muita coisa mas na verdade não perdi nada. Dá para entender?

Um artigo correto

E depois de décadas em que não me vi capaz de distinguir entre os bons mortos e os maus mortos ou, como Camus costumava dizer, entre as “vítimas suspeitas” e os “executores privilegiados”, sinto-me também profundamente perturbado pelas imagens de crianças palestinas que foram mortas.

Um artigo corretíssimo do filósofo francês Bernard Henri-Lévy.

Íntegra aqui.

Niemeyer e Stálin

Uma obra fantástica do historiador inglês Simon Sebag Montefiore, sobre a juventude de Stálin, que tem alcançado enorme sucesso na Europa, reabilitando a figura do grande líder soviético, tão deturpada e injustamente combatida pelo mundo capitalista.

Pois é, poucos são os comunistas que ainda possuem a coragem de defender este açougueiro, um dos maiores, senão o maior, assassino da humanidade. Como podemos observar, nem a idade foi capaz de dar um pouco de luz na cabeça pertubada de Niemeyer.

É engraçado ver este senhor, no alto de toda riqueza que acumulou honestamente na vida, fruto de seu talento, reclamar do mundo capitalista. Aliás, troco a palavra. Não é engraçado, é trágico.

O retrato de um homem que nunca procurou encontrar a verdade. Abraçou um mundo como idéia e foi com ele até o fim.

Que Deus receba sua alma.

Dinheiro para a picaretagem

Folha:

O Ministério da Saúde deslocou R$ 2,8 milhões, previstos no Orçamento deste ano para apoio à educação permanente de trabalhadores do SUS (Sistema Único da Saúde), para financiar a “Caravana Estudantil da Saúde” organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes), que contou com realização de debates, apresentações teatrais e exibição de filmes em universidades.

Comento:

E não digam que está faltando dinheiro para a saúde! Não contente em forrar de dinheiro esta coisa detestável chamada UNE através da farra das carteiras estudantis (que permite a um endinheirado pagar meia entrada para ver o novo filme do 007 a título de cultura ao mesmo tempo que obriga um trabalhador assalariado a pagar pela meia gratuidade do primeiro, coisas de Brasil), nosso brioso Ministério da Dengue, quer dizer, do aborto, quer dizer, da violação psicológica de menores, quer dizer, da Saúde, resolveu agora passar 3 milhões de reais do contribuinte para os picaretas que ainda acham que Marx é uma solução para alguma coisa.

Que país!

Nova base

Depois de dois dias de viagem, finalmente cheguei ao novo local de atividades deste blogueiro. Durante 6 meses estarei fora do país, acompanhando os acontecimentos a uma certa distância. Felizmente a internet funciona razoavelmente bem, o que impede o isolamento completo.

Ainda tenho algumas coisas para arrumar, terminar de me instalar e logo estarei a todo vapor.

Os pilares do petralhismo

Estadão:

O governo patrocinou esta semana uma anistia geral e irrestrita às instituições que tentam renovar os seus certificados de filantropia. No final da Medida Provisória 446, editada na segunda-feira, há três artigos polêmicos, tornando automática a aprovação dos pedidos de renovação de certificados de filantropia até então pendentes no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), extinguindo todos os processos que questionavam renovações e concedendo pedidos que já haviam sido negados, mas vinham sendo contestados pelas entidades.

Comento:

O poder do petralhismo está acentado sobre dois pilares principais.

O primeiro deles, mais antigo, é o sindicalismo. Através deste enorme tentáculo, o moderno príncipe conseguiu um cofre e tanto com o FAT e o controle dos fundos de