- O triunvirato twitter/facebook/youtube perdeu mais uma eleição. Não sabem mais o que fazer para evitar que a informação chegue nas pessoas comuns.
- A esquerda está cada vez mais afastada dos eleitores comuns. Não consegue mais esconder que seus valores são radicalmente distintos da maior parte da população.
- Espero que a esquerda continue dobrando a aposta. Vão tomar surras eleitorais cada vez maiores.
- Jornalistas e analistas não expressam o que está acontecendo mas o que eles gostariam que estivesse acontecendo. Erram cada vez mais.
- Guga Chacra chora no banho.
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Porta dos Fundos: o Monty Python brasileiro?
Alguém comparou o Porta dos Fundos com o Monthy Phyton.
Olha, não cabe nem na mesma frase, quanto mais na mesma página. A comparação é absurda. É a diferença de um suco de uva para uma champagne francesa.
O PF é um rascunho, do raschunho, do borrão que o Monthy fazia. Existe uma diferença absurda entre IRONIA e VULGARIDADE.
O PF é um dos exemplos mais acabados da invasão vertical dos bárbaros (by Mario Ferreira dos Santos). Achei engraçado no começo, mas depois vi que era só repetição dos mesmos esquemas e com uma agenda ideológica clara por trás da maioria das enquetes, fruto da canalhice da dupla Vivier e Porchat, que perceberam que a agenda progressista rende muito dinheiro para quem adere.
Não vejo esta porcaria há uns 5 anos. Lamento por quem assiste.
Notas soltas sobre o Flamengo em 2019
- Geral tirando onda com o Mengão pela derrota de ontém (que foi vergonhosa mesmo). Faz parte. Incomodamos demais este ano e sobrou essa pequena alegria para os antis.
- Não foi a Diretoria do Flamengo que mandou o Abel embora. Ele pediu demissão. Pela Diretoria, ficaria. O problema é que grande parte da torcida não aceitava o futebol de resultados que estava sendo implantado e muito menos a cultura paulista de fechar o time depois de fazer gol. Isso não é Flamengo.
- Abel também deu um grande azar. No jogo que criamos mais chances, contra o Penharol no Uruguai, a bola não entrou de jeito nenhum. Ficamos há um gol de sermos eliminados da Libertadores.
- O grande problema do Abel foi não entender a cultura do Flamengo (todo time tem a sua). Aceitar a derrota contra o galo com um jogador a mais durante todo o segundo tempo não é tolerável. Esperávamos que estivesse puto e ao invés disso ele aparece defendendo os jogadores e dizendo que o resultado foi normal. O mesmo fez contra o Inter e ainda elogiou o Beira-Rio como estádio mais bonito do Brasil. Pode até ser _ não o conheço _ mas um treinador do Flamengo jamais aceitará isso.
- Arrascaeta. Faz parte da cultura do Flamengo ter um camisa 10 de referência (culpa do Zico). Tivemos em tempos recentes o Pet, Ronaldinho e o próprio Diego. Quando o Abel insiste em manter Arrascaeta no banco, mesmo com o uruguaio decidindo jogos quando entrava, comprou uma briga que não poderia ganhar.
- Não querem aceitar os méritos do JJ. Por mim está ótimo. O primeiro passo para evoluir é aceitar os próprios erros. Se acham que estão certos e que os treinadores brasileiros são injustiçados, vão comer poeira novamente.
- Um colega vascaíno discutiu comigo. Não vê nada demais no JJ e relação aos treinadores brasileiros. E que Luxemburgo deu um nó tático no Flamengo. Continue assim. Luxemburgo fez um bom trabalho, mas nada de espetacular. Organizou e motivou um time para disputar a décima posição do campeonato. Se esse é o patamar do Vasco, BH estava certo.
- O Flamengo precisa melhorar, e muito, seu marketing. Explorou muito pouco as conquistas recentes. Pessoal tem que fazer um estágio nas ligas americanas.
- A Diretoria tem um projeto que é maior que as conquistas no futebol: a internacionalização da marca do clube. Quem viver, verá. A tentativa frustrada de trazer o Balotelli teve muito mais a ver com isso do que realmente reforçar o time.
- O maior adversário do Flamengo hoje é a cotação da moeda.
Enfim, nossa vez!
Comecei a ver futebol no mundialito de 1981. Encantei-me com aquela seleção do Telê e virei rubro-negro por causa do Zico. No meio daquele ano, minha família mudou para os Estados Unidos e só fui assistir futebol novamente no ano seguinte, na Copa. Perdi, por pouco, a epopéia de dezembro de 81. Voltamos ao Brasil em outubro de 82, ainda a tempo de assistir as finais do carioca, com o título do Vasco. Inclusive, foi a primeira vez que fui no Maracanã, no jogo Vasco 1 x 0 América, início do triangular decisivo.
O primeiro campeonato que acompanhei mesmo, do início ao fim, foi o Brasileiro de 83. O épico 5 x 1 no Corinthians, as quartas contra o Vasco, com Zico socando a bandeirinha de escanteio, o sofrimento do jogo contra o Athletico em Curitiba e a grande final contra o Santos, que acompanhei pela rádio Globo (naquele tempo não passava jogo para a praça onde ele se realizava).
Vi, portanto, o final da era Zico, os últimos títulos. Depois vivi os anos difíceis, especialmente depois de 1992. Alguns títulos esporádicos, como as copas do Brasil e o brasileiro de 2009 nos davam alento, fazíamos sonhar com dias melhores.
Agora o sentimento é diferente. Vemos um título conquistado com superioridade, mesmo com um jogo final que ganhamos no detalhe, mesmo não jogando bem. Mas é o normal em final de jogo único (que eu adoro), jogo tenso, muitos erros e detalhes decidindo. A diferença foi que o River deixou para errar no fim, quando não dava tempo de reação.
Enfim, ganhamos a América.
Com sofrimento, com tensão, mas mesmo no fim do jogo, quando perdíamos, ainda acreditava na virada. O pessimismo deixou, definitivamente, a Gávea.
Ficamos confiantes como há décadas não ficávamos.
O Flamengo pode estar começando um grande capítulo de títulos.
E pretendo ver tudo isso.
Protestos na América Latina
Há uma narrativa que os protestos na América Latina estão sendo gerados pelo Foro de São Paulo, em reação ao avanço conservador nos últimos anos. Considerando que o primeiro efeito prático foi a renúncia de Evo Morales e a reconquista, pelo voto, do segundo mais importante país do continente sugere que não é bem assim. Há protestos de ambos os lados do espectro ideológicos.
Pouco se falou sobre o que Eric Voegelin considerava o problema central da democracia, a representatividade. Para que um regime democrático funcione, é preciso que a representatividade funcione.
Não se deve confundir, alertava ele, representatividade com voto e aparato eleitoral. Essa é só a parte mais visível e até em Cuba tem eleições. A grande questão, a meu ver, é se existem canais democráticos, tanto na estrutura do estado como fora dele (exemplo: a imprensa), para que a voz das pessoas seja ouvida.
Quando a pessoa comum percebe que nenhum partido a representa, que a mídia pensa o oposto dela, que não há instituições que possa brigar por ela, fica sem opções. A rua passa a ser sua plataforma.
Neste sentido, temo pelo que pode acontecer se o cerceamento da liberdade de expressão nas redes sociais continuarem. Estarão fechando um importante canal para que as pessoas se manifestem livremente, e que tem dado resultado (como a campanha pela reforma de previdência). A internet é uma importante válvula de escape para que vozes sejam ouvidas, mas tudo pode mudar se ele continuar no rumo de só permitir opiniões politicamente corretas, alinhadas ao estamento cultural corrompido que temos no Brasil.
A Sabedoria do Padre Brown
Terminei de reler os 12 contos de A Sabedoria do Padre Brown, segundo livro que Chesterton escreveu sobre seu simpático padre-detetive. No fundo, o que ele faz é ligar o céu e a terra através da ligação entre os mistérios divinos e humanos.
Divido com o leitor alguns trechos:
O homem que escreveu este bilhete conhecia todos os fatos. Não poderia tê-los confundido sem conhecê-los. É preciso conhecer muitas coisas para se errar em tudo… como o demônio.
O senhor sempre se esquece de que a máquina de confiança tem sempre de ser operada por uma máquina que não é digna de confiança. (…) Refiro-e ao homem, a máquina menos digna de confiança que conheço.
__ Então __ rosnou o detetive __ esse grande numismata e colecionador de moedas não passava de um avarento vulgar.__ E há tão grande diferença entre as duas coisas? __ perguntou o padre Brown, no mesmo tom estranho e indulgente.__ Quais são os defeitos de um avarento que não se encontram frequentemente num colecionador? Pouca coisa a não ser… ” não farás para ti qualquer imagem; não te curvarás diante delas nem as servirás poi Eu…” bem, precisamos ir ver como estão passando os jovens.
Conheço seu nome, chama-se Satanás. O verdadeiro Deus se fez carne e habitou entre nós. E lhe assegura, onde quer que encontre homens dominados inteiramente pelo mistério é da iniquidade. Se o demônio lhe diz que uma coisa é horrorosa demais de se ver, olhe para ela. Se diz que alguma coisa é horrível de se ouvir, ouça-a. Se diz que alguma coisa é insuportável, suporte-a.
Pois nós, seres humanos, nos acostumamos com coisas irregulares; acostumamo-nos com o estardalhaço do inconveniente; é uma melodia com que adormecemos. Se acontece uma coisa apropriada, ela nos desperta como o retino agudo de um acorde perfeito.
Suma Teológica: 1ª Questão
Comecei, novamente, a ler a Suma Teológica, de Santo Tomás de Aquino. A 1ª questão trata da doutrina sagrada, ou teologia.
Chamou-me atenção o último artigo, base para os dois livros de Northrop Frye que tratam da relação da Bíblia com a literatura. Antes de chegar neste artigo, Santo Tomás jã tinha colocado que a teologia poderia recorrer a metáforas em suas argumentações. No artigo 10 ele coloca de maneira até aristotélica quais seriam os sentidos possíveis para o texto bíblico.

- Histórico ou literal: como as coisas aconteceram na realidade. As figuras de linguagem, quando usadas para demonstrar a realidade, entram aqui.
- Analógico: relação do Antigo Testamento com o Novo. Diversas situações do Evangelho estavam pré-figuradas no texto mais antigo, mostrando que personagens e situações eram análogas.
- Moral: o texto ao mesmo tempo que nos mostra a realidade nos indica como devemos nos comportar.
- Anagógico: que trata das coisas eternas.
Para Santo Tomás, não é a linguagem que tem vários sentidos, mas a própria realidade criada por Deus que possui várias faces. A questão sempre será como interpretar estes níveis diferentes de significado.
Dia dos professores
Há um ano atrás estava em sala de aula ensinando engenharia em duas instituições de ensino superior na Colômbia.
Hoje estou trabalhando em um cargo de direção.
Constatação: sinto uma imensa falta da sala de aula!
Como aprender?
Como dizia um grande homem de letras: estudar é uma boa maneira de aprender; melhor, porém, é escutar o mestre; e ainda melhor, ensinar.
São Francisco de Sales
Três observações:
- Aprendi isso por experiência própria.
- O mestre não necessariamente precisa estar vivo. Eles nos ensinam também pelos livros.
- Não fala em escutar o doutor…
Memórias de um militar
Já pensou se alguém aproveitasse o formato da internet para ir escrevendo suas memórias em capítulos curtos?
É o que esse militar está fazendo no medium. Visitem!