- Para algumas pessoas, a aparência é muito mais importante que a essência. Por isso, costumam julgar a essência pela aparência ao invés de tentar entender a aparência pela essência.
- Uma das grandes características de um ideólogo é que sua idéia é mais real do que a própria realidade. Tudo na realidade que não corresponde a ela, deve ser excluído do real.
- Outra característica das ideologias é que não se pode questionar as premissas que ela se apóia. Ou você está dentro ou está alienado. Não tem meio termo.
- Há um conjunto de proposições que formam a ideologia dominante nos círculos formados por jornalistas, professores, artistas e políticos. Os símbolos de teoria da conspiração, fake news, falta de indícios, anti-científico, estão sento utilizados para impedir que se manifeste qualquer opinião contrária.
- Descobri muito recentemente que o espelho é o que mais transtorna um ideólogo.
- A liberdade de expressão está sob ataque. No dia que for destruída por completo, ela se voltará para muitos dos mais fanáticos neste ataque. A revolução sempre devora os seus.
- O mundo está enlouquecido, especialmente em suas classes mais intelectualizadas. Não vejo mais como restaurar o bom senso sem ser por uma intervenção divina. E, sim, acredito que ela ocorrerá.
- Uma vitória construída sobre uma mentira termina por desmoronar de forma vergonhosa. Já aconteceu antes; vai acontecer novamente.
- Não é falando de forma mansa que se constrói pontes verdadeiras e uma comunicação substancial. É falando a verdade.
- A sociedade ocidental moderna possui contradições insuperáveis. O falso consenso, em algum momento, será imposto pela força bruta.
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Eleições americanas: é roubo. E na cara dura.
Olha, eu acompanho as eleições americanas pela zoeira, especialmente quando a esquerda perde.
O que estou vendo é um roubo na cara dura, à luz do dia, com apoio cúmplice da mídia americana. Isso não vai acabar bem.
Em que lugar do universo se achou que votos por correio era uma boa idéia? Daqui a pouco teremos voto por email também?
Uma palavra de Nelson Rodrigues
Em seu livro de artigos autobiográficos, O Reacionário, Nelson Rodrigues, faz o seguinte comentário: as redações dos jornais modernos estão repletas de ressentimento.
Se era assim no início dos anos 70, quando escreveu este artigo, imaginem nos dias de hoje onde este quadro só piorou. Até porque não são só as redações. São as universidades, as redes sociais. O ressentimento é uma das marcas do século XXI.
Alias, o que mais se ensina em uma universidade além de ressentimento? Ele é a base, o fio condutor das chamadas ciências humanas. Qualquer teoria que tenha por cerne o ressentimento é ensinada para o aluno e por isso estamos repletos de Marx, Foucault, Deleuze, Marcuse. Por isso também que o método crítico predomina.
Tudo é, de certa forma, ressentimento.
Pensamentos soltos
1
A transformação velada da eugenia em política pública através do aborto é uma das realizações macabras do século XX. Em alguns aspectos, Hitler venceu.
2
Cada vez mais um certo tribunal tem um parâmetro para decidir os casos: reforçar o próprio poder cada vez mais absoluto. Ou seja, qual a decisão que me faz mais forte diante da população?
3
As vozes liberais que surgiram no brasil nos últimos anos estão rasgando suas máscaras e se mostrando como realmente são: aproveitadores de um discurso.
4
Sim, falei por brincadeira há alguns meses mas, infelizmente, acertei na previsão: viveremos uma revolta da vacina.
5
É perfeitamente ser anti-socialista e anti-liberal ao mesmo tempo.
6
A pandemia é desculpa perfeita para a maioria dos políticos no mundo inteiro exercerem sua vocação: oprimir os homens livres.
7
A afetação de virtude é a grande realização do século XXI. Nunca tantas pessoas boas fizeram tanto pelo mundo.
Notas de Sexta
Olá pessoal!
Eis minha lista semanal de 5 coisas interessantes que andei fazendo (inspirado pelo Tim Ferris 5-bullets friday)
1. Um filme que assisti: Blue Jasmin
Eu tinha lido uma crítica do João Pereira Coutinho que esta era a primeira decepção com Woody Allen. Eu não achei tão ruim assim, mas realmente nem parece um filme do cineasta. Aparentemente Alec Baldwin também não consegue mais fazer outro papel além do financista boa praça e golpista. Para mim, mais um filme que mostra a insuficiência do materialismo com resposta para as questões centrais da vida. Ele pode servir quando as coisas estão bem, como acontece com Jasmin.
2. Um disco que ando escutando: Lound ´n´ Pround (Nazareth)
Lançado em 1973, nunca tinha escutado este disco. Estou gostando bastante, apenas achei a versão de Bob Dylan longa demais. Destaques para Free Wheeler e Child of the Sun. Manny Charlton é um guitarrista muito subestimado!
3. Um diálogo de Platão que reli: Protágoras

Também conhecido como Sofistas, este diálogo entre Sócrates e Protágoras, o sofista famoso, é uma defesa da paideia socrática contra a paideia sofística, que em certos aspectos parece muito com a concepção moderna de educação universitária. O diálogo trata também de uma das principais preocupação de Platão/Sócrates: a relação das virtudes com o saber. Afinal, a virtude pode ser ensinada?
4. Uma página que acompanho: American Conservative
Muitos artigos excelentes, particularmente sobre cultura e sua ligação com os dias atuais. Vale a visita.
5. Uma salmo que ando refletindo
Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele nos traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e não a nação que escolheu como herança!
Salmo 32
Um filho do seu tempo
Uma das piores coisas que alguém pode falar é ser filho do seu tempo. Por dois motivos. O primeiro é que na prática ela está dizendo que não tem responsabilidade sobre o que faz, como se fosse induzida pelos costumes de sua época. A culpa é da sociedade.
O segundo motivo é de caráter ontológico. Ser filho do seu tempo é negar os valores eternos e considerar que a natureza humana pode ser modificada, justamente o que abriu as portas para as crueldades do século XX, onde as experiências de negação da realidade tomaram conta de grande parte do mundo.
Na sua essência, o homem é o mesmo desde sempre. É o sentido maior do livro de Eclesiastes: não existe nada de novo debaixo do sol. Neste sentido, também cito o salmo 32:
Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele nos traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e não a nação que escolheu como herança!
Para mim, os pensamentos que ele nos trás no coração é nossa consciência. Ela sempre está nos tentando avisar que estamos no erro, mesmo que façamos de tudo para silenciá-la. O mundo de hoje está repleto de episódios de negação da realidade, mas no fim, a verdade prevalecerá, como sempre acontece. Normalização da pedofilia, ideologia de gênero, aborto, tudo terá um fim, mas não sem muito sofrimento pelo caminho.
Debate público, no Brasil, é 99% ego
Esqueçam os temas dos debates, é irrelevante. Não se trata de discutir um assunto, tentar clareá-lo. Não sejamos ingênuos.
Os debatedores brasileiros, em geral, só tem um propósito: defender seus egos. É só isso, mesmo.
O debate é para provar que se está com a razão, ou sendo mais preciso, que se aparenta ter a razão. Nada a mais do que isso.
Isso aqui é uma várzea só.
Antes de discutir qualquer coisa, o Brasil precisava passar por um saneamento cultural. Os idiotas precisam ser reconhecidos como idiotas e ignorados. Enquanto isso não acontecer, ficamos com esta miséria aí.
Mantendo laços
Mais ou Menos Grávida (For Keeps, 1988)

Nos anos 80, os filmes de John Hughes consolidaram um gênero de cinema que ficou conhecido “coming age”, muito mal traduzido para “filmes de adolescente”. Na verdade, trata-se de maturação, da difícil passagem da adolescência para a idade adulta.
For Keeps não é um filme de John Hughes, mas tem essa pegada, até por ter como protagonista uma das atrizes reveladas por Hughes, Molly Hingwald.
A tradução do título em português é mais uma das aberrações que se faz por aqui, pois distorce o próprio sentido do filme. Não se trata de um filme sobre gravidez, muito menos uma semi-gravidez, mas sobre a manutenção dos compromissos assumidos nos momentos de dificuldade.
Esse é o grande desafio de Stan e Darcy, fugirem do exemplo do pai de Darcy que abandonou sua mãe quando esta ficou grávida. Mais que isso, tanto a mãe dela, quanto os pais de Stan, os abandonaram quando o jovem casal resolveu não seguir o que eles tinham decidido por eles.
É um filme bem interessante sobre carácter. Mesmo em uma situação imprevista, e com toda imaturidade envolvida, no fundo é na virtude que possuem, e no amor que sentem um pelo outro, que devem superar as dificuldades e evitar as soluções fáceis que são colocadas no caminho que escolheram.
Hospital, de novo!
Depois de passar uma semana internado em Agosto por conta do covid, eis que me encontrei esta semana novamente hospitalizado.
No domingo, meia noite, acordei com forte dores abdominais. Achei tinha sido um milho mais ou menos passado que tinha comido depois de um churrasco. Fui na emergência, tomei buscopan na veia, mas não melhorou.
Retornei ao hospital e fiz coleta de sangue, mas nenhum sinal que indicava algo mais grave. Quando estava no estacionamento, o médico me alcançou. Ele começou a suspeitar que poderia ser um processo inicial de apendicite e resolveu pedir uma tomografia.
Bem, errou o apêndice, mas acertou a vesícula. Foi internado à noite e na terça de manhã removi a dita cuja. Aproveitei para resolver uma hérnia umbilical que estava enrolando a meses.
Cirurgia foi tudo bem, já estou em casa, em home office por 15 dias.
Seguimos em frente.
Um mergulho no lago Paranoá
Eu posso não ser o mais cuidadoso em épocas covideanas, mas também procuro me resguardar. Uso sempre máscara quando saio, procuro lavar as mãos, hábito que não tinha, fiquei meses sem pedir sushi (alimento cru manipulado), nada de clubes.
Tive covid, passei algum aperto, curei-me. Mesmo assim, procuro agir como agia antes, com todos os cuidados básicos.
Hoje, pela primeira vez desde que tudo isso começou, dei um mergulho. Não foi numa piscina, mas no lago Paranoá, em passeio de lancha com um casal amigo. As meninas adoraram e aproveitei a oportunidade para tirar do corpo toda energia negativa que acabamos recebendo ao longo do ano.
Não sei como será daqui para a frente, falam da tal segunda onda. Também não sei se existe re-infecção (a última vez que me falaram disso parece que eram 11 registros em 30 milhões de casos), mas aproveitei meu momento.
Será que viveremos em um mundo que ocasiões como esta serão raras? É o tal novo normal? Teremos sanidade mental para aguentar viver constantemente entre relaxamentos e endurecimento de medidas de confinamento?