Silêncio sobre o Chile

Há um silêncio sobre o que está acontecendo no Chile. Mais da 50% da população já foi vacinada, mas ao contrário do que aconteceu nos EUA e Inglaterra, os números de mortes (e contaminações) por covid só aumentam. A diferença essencial é que a vacina que está sendo aplicada é uma bem conhecida nossa, a coronavac.

Ao mesmo tempo, pelo menos dois médicos paulistas, que já tinham sido imunizado com a segunda dose da vacina, morreram de covid na última semana. Uma fonte me diz que é bem mais e que não pode ser divulgado.

Impressão minha ou um certo governador anda bem quieto na última semana? Por que a mídia não está questionando nada disso? Que silêncio é este?

Estou sinceramente preocupado com a eficácia desta vacina. E não, não torço contra, até porque meus pais foram vacinados com ela.

Mas se ela não for eficaz, mesmo que tenhamos vacinas melhores nos próximos meses, o mal estará feito. Quem vacinou com a coronavac não vai poder vacinar com outra. Teremos a situação trágica de ter os idosos e grupo de risco vacinados com a pior das vacinas.

A pressão da mídia genocida que temos impediu que agíssemos com cautela. Sempre achei os dados apresentados por aquele país “amigo” de grupos poderosos de interesse no Brasil no mínimo suspeitos.

Torço realmente para estar muito errado, me preocupando à toa.

Mas o Chile despertou meu sinal amarelo.

Dica de filme para hoje: Risen

Está disponível para alugar no youtube e no google play.

Ressurreição (Risen, 2016) mostra Joseph Fiennes como um tribuno romano que recebe a missão de proteger o corpo de Jesus pois há a preocupação que seus discípulos podem roubá-lo para forçar o cumprimento da profecia da ressurreição.

Quando o corpo desaparece, ele chefia a investigação para descobrir onde ele está e recuperá-lo.

Um excelente filme que mostra a ressurreição pela perspectiva de um pagão romano.

Clavius (Joseph Fiennes) and Lucius (Tom Felton) search through exhumed corpses in Columbia Pictures’ RISEN.

Sábado Santo e o mundo de hoje

Sábado Santo: dia do sepultamento de Deus; não é isso, de maneira impressionante, o nosso dia? O nosso século não começa a ser um grande Sábado Santo, dia da ausência de Deus, na qual até os discípulos têm um vazio congelante no coração, que aumenta cada vez mais, e por isso se preparam, cheios de vergonha e angústia, para voltar para casa, e se dirigem taciturnos e destroçados, em seu desespero, para Emaús, sem se dar conta em hipótese alguma que aquele que acreditavam morto está entre eles? Deus morreu e nós o matamos: será que nós percebemos mesmo que essa frase é tomada quase ao pé da letra pela tradição cristã, e que nós muitas vezes em nossas viae crucis já repetirmos algo semelhante sem nos darmos conta da gravidade tremenda do que dizíamos? Nós o matamos, encerrando-o no invólucro rançoso dos pensamentos habituais, exilando-o numa forma de piedade sem conteúdo de realidade e perdida entre fases feitas ou preciosidades arqueológicas; nós o matamos por meio da ambiguidade de nossa vida, que estendeu um véu de escuridão também sobre ele: de fato, o que mais poderia ter tornado Deus problemático neste mundo, senão a problematização da fé e do amor daqueles que creem nele?

Bento XVI

É hora!

Com esta imagem, do meu pintor favorito, este blog entra em silêncio e só retorna para celebrar a ressurreição de Nosso Senhor.

É tempo de meditar, pensar no significado da paixão, sentir a tristeza de Jesus e de um mundo sem Deus, como é o sábado santo.

Ratzinger uma vez disse que o mundo moderno é um grande sábado, justamente pela ausência de Deus.

Deusa abençoe a todos nós!

Diego Velazques

A última ceia

Hoje celebra-se a última ceia. Jesus sabia que era hora, que sua missão iria se cumprir e que não viria a páscoa.

A última ceia significa também a instituição da nova Páscoa do senhor, em substituição à antiga, pois não faria mais sentido imolar o cordeiro. Jesus passaria a ser o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Os próximos dias devem ser de muita contrição para os cristãos no mundo inteiro. Devemos relembrar sempre a paixão de Nosso Senhor com reverência e oração.

A festa vem só no domingo.