STF tentando preservar o Brasil

O STF precisou intervir para impedir um processo aparentemente irreversível que levará à perda de território brasileiro. Trata-se da reserva Ianomani em Roraima.

O primeiro erro foi a decisão de demarcar uma área contínua, na fronteira com a Venezuela, para os índios. A área ocupa mais da metade do território do estado, um evidente exagero considerando o tamanho da população indígena. A grande maioria não quer viver isolada em uma reserva, já convivem há anos com seus conterrâneos. Uso a palavra “conterrâneo” de propósito, os índios são brasileiros, não se pode esquecer disso.

O segundo erro foi assinar a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU. Esta declaração é uma clara ameaça à soberania nacional pois estabelece que o estado precisa de autorização dos índios para entrar nas reservas e garante o direito de auto-determinação para estas áreas. Na prática significa que se os índios resolverem se declarar independentes não há nada que os detenha.

O STF percebeu que o caso caminhava para uma conflagração que colocaria brasileiros contra brasileiros. Resolveu suspender o processo, ainda bem. Um pouco de bom senso para uma questão que está sendo tratada longe da opinião pública.

Diga-se de passagem que a culpa neste caso é compartilhada entre FHC e Lula. Ambos lavaram as mãos e atenderem à pressão internacional e de ONGs estrangeiras colocando nossa sabedoria em jogo.

Mais uma vez a ONU desperta minha total desconfiança. O caso vai muito além de preservar a cultura indígena, isto seria possível com muito menos território. O que pretende? Qual o papel da instituição no jogo geopolítico mundial?

A proposta de Mangabeira Unger

O cara andava sumido, bem de acordo com sua pasta insignificante. Só serviu até agora para desalojar o Exército do anexo do Ministério da Defesa. Hoje resolveu aparecer com uma novidade. Aproveitar o excedente do alistamento militar para fazer serviço social. Obrigatório.

Fico pensando se as vezes não exagero com meu medo do estado. Diante de uma notícia destas, vejo que não. A cada dia o leviatã avança um pouco mais, se não em atos práticos, em idéias. E tem gente que acha lindo. Josias de Souza comentou que a idéia é excelente. Não é.

Serviço social obrigatório é coisa para quem tem dívida com a justiça. Então poderia ser voluntário? Poderia, mas aí seria um emprego comum, né?

Particularmente sou contra o serviço militar obrigatório. Acho que as Forças Armadas deveriam se adequar ao orçamento que possuem. Isto implica em redução do efetivo, mas não necessariamente em redução de força. Para isso precisaria trocar recrutas por soldados profissionais. Uma força mais enxuta mas com maior mobilidade. Não é possível gastar quase todo seu orçamento em pagamento de pessoal.

Argumentam que o serviço militar é a única forma de dar um pouco de cidadania para alguns milhares de jovens. Concordo, mas não é obrigação dos militares tentar consertar o que as escolas e a família deixaram de fazer. É o tipo de coisa que funciona bem melhor com o jovem de 12 a 14 anos, mas cantar o hino na escola era coisa da ditadura, não? Educação Física era coisa da ditadura. Educação Moral e Cívica era coisa da ditadura. E assim por diante.

Algo está errado quando a noção de cidadania passa a ser aprendida apenas no serviço militar. Tudo isso é fruto de uma sociedade sem valores, fruto de um relativismo que levou ao tudo pode e nada é proibido.

A proposta de Mangabeira Unger é descabida. Aliás, para que serve este senhor? Parte dos impostos que pagamos vai para sustentar a inutilidade de sua secretaria, criada apenas porque Lula não gostou de ser chamado de corrupto por Mangabeira. Este se vendeu. Pago por nosso dinheiro.

Invasão da UNB

Ah… estava esquecendo deste assunto.

Quer dizer que um grupo de alunos invade a reitoria da UNB para exigir a saída do reitor e o Suplicy não aparece para cantar “Blowing in the Wind”? Nenhum figurão do PT? Líder de Maio de 68, Parissindicado? Jornalista da Folha tentando fazer uma relação contra o maio de 1968? Nada?

Só porque o reitor é da turma deles?

Esta é uma diferença básica que tenho com as esquerdas. Sou capaz de condenar um ato como este da UNB independente de ser contra um esquerdista ou não. A lógica está com os fatos, não com as pessoas. Eles não. Apoiaram a invasão da USP porque era contra um ato de José Serra. Não apoiam a atual porque é contra um deles.

Coerentes, não?

Cuidado oposição

Parece que alguns setores da oposição têm flertado não com o terceiro mandato, mas o fim da re-eleição e a passagem dos atuais mandatos para 5 anos. Cuidado senhores. Isto é GOLPE! Não se pode mexer nas regras com o jogo andando. O atual presidente foi eleito para um mandato de 4 anos. Não queiram brincar com a democracia, como diz sempre o monarca brasileiro.

Um ano a mais de mandato, nem em piadas!

Entrada da PF

A Polícia Federal vai investigar o vazamento de trechos de um dossiê com dados sobre as despesas da família de Fernando Henrique Cardoso produzido na Casa Civil em fevereiro. A confecção do dossiê não é, inicialmente, alvo da apuração.
As informações sobre FHC, Ruth e ministros tucanos foram coletadas por servidores sob o comando de Erenice Guerra, braço direito da ministra Dilma Rousseff. (Folha)

É claro que o discurso de Tarso Genro é delinqüente. Diz ele que a PF deve investigar apenas delitos e a criação do dossiê é uma “situação política”. Não é. Seria se tivesse sido construído por dados públicos, disponíveis a todos, mas não foi assim. O dossiê foi montado por dados sigilisos coletados por funcionários públicos. É crime sim.

É características da esquerda dizer uma coisa quando é exatamente o oposto. Genro disse que “graças a Deus” __ impressionante como esta gente usa Deus nas suas lambanças __ a Polícia Federal não é uma polícia política. Pois se tiver sua investigação restrita, com o único objetivo de descobrir uma fonte, é sim.

Mas é melhor a PF, mesmo que restrita, no caso do que sem ela. Tudo porque uma investigação não se sabe quanto termina e pode acabar fugindo ao controle, como aconteceu no caso do dossiê de 2006.

A oposição está certa ao gritar. É preciso que se pressione a PF a cumprir sua obrigação, que a chame nos brios. O problema é que há diversas facções dentro da corporação, mas muita gente boa também. Que a parte boa faça o trabalho que a parte podre não quer.

Que trabalho?

Claudio Humberto:

Os deputados da CPMI dos Cartões Corporativos acreditam que a criação de uma CPI para investigar o mesmo assunto, exclusiva do Senado, não vai prejudicar os trabalhos que já estão em andamento.

O povo quer saber, que trabalho? Talvez o deputado esteja se referindo ao imenso trabalho de rejeitar pedidos de depoimentos.