Mais um ex-terrorista no governo

Parece que o novo ministro é Carlos Minc, ex-terrorista do mesmo grupo da Estela, que também responde pelo nome de Dilma Rousseff.

Com isso a companheira venceu o embate com um de seus principais adversários, o meio ambiente.

Que o PAC é uma imensa propaganda demagógica fica cada vez mais claro, mas uma oposição de um grupo identificado com a esquerda, como o dos ambientalistas, era uma pedra no sapato de Lula. É fácil para ele bater em capitalistas, mas abrir uma frente com os verdes já é bem mais difícil.

Por isso Marina dançou. Vai ficar falando para as paredes no plenário do Senado. E é muito.

Tchau Sibá

Sibá Machado, meu conterrâneo sem voto e sem vergonha em defender o indefensável está de partido do Senado. Tudo porque Marina Silva foi demitida, digo, pediu demissão, do Ministério do Meio Ambiente. Ele volta, por enquanto, para a irrelevância de sua suplência.

Por enquanto, porque o planalto deve uma recompensa a sua extrema cara de pau e disposição para fazer trabalho sujo. No mínimo o presidente vai criar uma nova secretaria. Algumas sugestões, todas relevantes:

  • Ações de curto prazo
  • Advocacia geral do planalto
  • Direitos indígenas
  • Observação de borboletas
  • Ações de médio prazo
  • Elaboração de dossiês, digo, banco de dados

A “Polícia” da Serra do Sol

Folha:

Índios que lutam pela demarcação contínua da reserva Raposa/Serra do Sol (RR) montaram “um posto de fiscalização” na estrada conhecida como Transarrozeira para barrar caminhões e carretas que estejam levando carga para fazendas dos produtores de arroz.As propriedades estão situadas dentro da área indígena. O “posto de fiscalização” foi montado em substituição a um bloqueio na estrada. Anteontem a Polícia Federal negociou a suspensão do bloqueio montado no último dia 5, mas os índios mudaram de tática.
O índio macuxi Nileno Galé, 54, um dos líderes do movimento, disse que a partir das 17h o tráfego na estrada é fechado até as 6h do dia seguinte.
Durante o dia, quando o tráfego está livre, os índios fiscalizam os caminhões e carretas para impedir que cheguem alimentos, adubos, ferramentas e materiais de construção nas fazendas dos arrozeiros. Instalado pela comunidade indígena Jauari, “o posto de fiscalização” tem cerca de 80 índios.
Ontem à tarde a Folha presenciou a ação deles. Foram montados quatro quebra-molas em terra batida. De uma margem a outra da estrada, em dois pontos, os índios estenderam arame farpado. Um grupo se concentra na estrada, quando avista os veículos.

Um dos argumentos para se defender a demarcação contínua é que os índios não terão a posse da terra, apenas o uso, que a União poderá circular livremente dentro da reserva.

É uma grande mentira. Quem já trabalhou na Amazônia sabe que existem estradas que são fechadas em determinado horário para a passagem até do Exército.

Basta observar o que está acontecendo agora. Os índios tomaram as funções da polícia federal, sempre tão diligente em preder proprietários rurais, e instituíram um “posto de fiscalização”. Passam a coibir o direito de ir e vir de alguns brasileiros, sempre sob silêncio cúmplice do ministro da justiça.

Mais sobre Serra do Sol, a PF e dois pesos

Saiu no Globo de hoje:

A quem interessa a radicalização dos conflitos em Rondônia, na Raposa Serra do Sol? O Supremo Tribunal Federal arrogou para si a decisão final, que deve intervir nas próximas semanas. Decidiu também pela manutenção do status quo. Sustou, portanto, a retirada dos não-índios e dos índios que são seus aliados. O que aconteceu? Um grupo de indígenas invadiu uma das fazendas em litígio, com um discurso de “ocupação”, que terminou suscitando uma reação, certamente desmedida, porém reação a uma ação que deveria ter sido impedida pela Polícia Federal lá presente.

O mais surpreendente é que a atuação policial foi rápida na prisão dos que reagiram à invasão e ausente no que diz respeito aos invasores. Afinal, aguarda-se ou não uma decisão do Supremo? Ou se trata de desrespeitar a mais alta Corte do país, sob o manto de uma suposta legalidade? Quando a Polícia Federal chegou à região, cena do confronto com os arrozeiros, efetuou a desobstrução de rodovias que tinham sido ocupadas pelos manifestantes. Agiu de acordo com a lei, pois rodovias públicas não podem ser ocupadas. O que ocorre agora? Os indígenas ocupam rodovias e nada é feito. Num caso é contrário à lei e, noutro, não. Dois pesos e duas medidas são a melhor forma de desrespeito ao estado de direito.

A PF está cada vez mais instrumentalizada pela ideologia do atual governo, está no caminho de se transformar em uma polícia de excessão, como nos países de ditadura comunista. A escolha de Tarso Genro não foi sem razão, tratava-se de uma opção muito bem pensada para controlar a polícia e colocá-la como instrumento político do PT.

O STF é nosso último bastião na questão indígena. É preciso que não se deixe intimidar.

Índio contra índio

O governo conseguiu mais uma proeza, colocar índios contra índios.

Folha:

Um grupo de índios contrários à demarcação contínua da Raposa/Serra do Sol (RR) chegou ontem à Vila Surumu. Eles são favoráveis à permanência de arrozeiros na reserva e ameaçam entrar em confronto com indígenas que defendem a saída de fazendeiros.
O macuxi Sílvio da Silva, 42, líder do grupo, disse que 180 índios chegaram a Surumu. A intenção, segundo ele, é bloquear o acesso ao acampamento, montado por indígenas favoráveis à demarcação contínua.

E agora Tarso Genro? Resolve esta!

Mas não vale dizer que alguns índios são melhores do que os outros…

Alckmin, com quem andas?

Não é mais Aécio Neves o principal incentivador da candidatura do Geraldo à prefeitura de São Paulo. Agora é Ciro Gomes, um dos mais virulentos aliados de Lula durante o primeiro governo. O homem que prega uma nova “hegemonia cultural” no país, uma super aliança nos moldes que Aécio desenvolveu em Minas para inaugurar um tipo inédito de democracia, aquela que dispensa oposição.

O ex-governador está apostando cada vez mais alto.

Confrontos que eu gostaria de ver

Lembrando da velha piada sobre o que aconteceria se fosse utilizado facas Ginzo (aquela que corta tudo) para cortar meia-calças Vivarina (aquela que não desfia) fiquei com uma curiosidade.

Considerando que um índio em Roraima possui 250 hectares de terra, praticamente intocadas, o que os colocaria como latifundiários, o que aconteceria se o MST invadisse estas terras? De que lado Tarso Genro ficaria? E o presidente da república? E nossos intelectuais?

E se o MST invadisse a UNB? Afinal, não estão procurando terra improdutiva? Que tal a faculdade de filosofia? Ou de sociologia?

Considerando que somos invasores do Brasil, e o país é uma gigantesca reserva indígena seria curioso ver os índios invadirem a sede da UNE. Ou não?

Não podemos esquecer os estudantes… já que presam tanto pela educação e no Morro do Alemão tem muita criança fora da escola, não seria interessante uma invasão e ocupação do morro para exigir que as crianças do tráfico voltem para a escola?

E fico pensando qual seria o destino de índios, trabalhadores sem terra, trabalhadores em geral, estudantes, abortistas e comunistas de batina se o Brasil fosse o país dos sonhos de gente como Dilma Rousseff e José Dirceu…