“Os esquerdistas, contumazes idólatras do fracasso, recusam-se a admitir que as riquezas são criadas pela diligência dos indivíduos e não pela clarividência do Estado.”
Roberto Campos
“Os esquerdistas, contumazes idólatras do fracasso, recusam-se a admitir que as riquezas são criadas pela diligência dos indivíduos e não pela clarividência do Estado.”
Roberto Campos
O ministro Eri Pargendler, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consedeu liminar mandando retirar do ar, e do site na internet o comentário de Arnaldo Jabour na rádio CBN sobre o debate da Band. Eis o comentário:
“Amigos ouvintes, o debate de domingo serviu para vermos os dois lados do Brasil. De um lado, um choque de capitalismo. De outro, um choque de socialismo deformado num populismo estadista, num getulismo tardio. De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos. De um lado, a teimosa demanda do Alckmin pelo concreto da administração pública, e do outro, o Lula, apelando para pretextos utópicos, preferindo rolar na retórica de símbolo (…)”
A representação foi solicitada pela coligação quadrilheira sobre a argumentação que o jornalista havia opinado a favor de Alckmin e em consequência, contrária ao atual presidente.
Vejam a gravidade, um jornalista, no exercício de sua função, está proibido pelo TSE de emitir sua opinião. Segundo o ministro opiniões agora só podem ser neutras. Isto é um total absurdo! O que diz a constituição no artigo V:
É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato
Acorda Brasil! Antes que seja tarde…
Folha SP de Hoje:
No dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu sua propaganda eleitoral dizendo que não desejava “baixaria”, os sites na internet do PT e de sua campanha divulgaram um boletim com ataques a familiares do tucano Geraldo Alckmin. No final da tarde de ontem, o PT pediu desculpas em nota assinada pelo presidente da legenda e coordenador da campanha, Marco Aurélio Garcia.
Por determinação de Lula, Pomar redigiu nota assinada por Garcia e que foi divulgada às 17h39 no site do PT. Ela dizia que o presidente, o partido e seus aliados consideravam “totalmente inadequado, inapropriado e lamentável lançar mão de ataques pessoais envolvendo os candidatos ou suas famílias”.
Lula teme que o PSDB lance suspeitas sobre a empresa de um filho seu, Fábio Luiz, que recebeu da Telemar um aporte de recursos no valor de R$ 10 milhões.
Não é meigo? Colocaram no mesmo bolo estes dois casos com o de Lulinha que recebeu uma bolada de 10 milhões de uma ex-estatal, sem nenhuma contrapartida, apenas por ser filho do presidente. E ainda tem a Lurian e a ONG Filhos de Plutão, também com uma cifra semelhante.
Ai de Alckmin se quiser levantar este tema agora: seria baixaria eleitoral!
O Lula paz e amor não quer ataques contra a família. Principalmente se for a sua e não tiver __ novamente __ como se defender! Em qualquer país sério seria motivo para a renúncia de um presidente. Como não somos…
Vale a velha história narrada por Elio Gaspari sobre Castelo Branco.
Consta que seu irmão, diretor de uma estatal, teria sido presenteado com um carro.
O presidente mandou chamá-lo e disse que deveria devolvê-lo. O irmão tentou argumentar, que não tinha nada demais.
__ Você não está me entendendo. Demitido você já está. O que estamos discutindo aqui é se você vai preso.
Em tempo: Castelo não se referia à justiça, pois não existia poder capaz de prender seu irmão por corrupção. A ordem partiria dele próprio.
Hoje temos Lula. Não é uma maravilha?
Pronto. As pesquisas qualitativas indicam que bater no Lula soa arrogante e a cúpula da campanha de Alckmin decidiu voltar à agenda propositiva. Não existe a menor chance de ganhar assim, pode preparar o discurso de derrota. A derrota do Estado brasileiro.
Sim, pois o Estado e as instituições serão os principais derrotados em caso de vitória de Lula. Será que ninguém está enxergando isto?
Os ministros e os presidentes de estatais entraram firmes na campanha de Lula, algo que nunca aconteceu antes em todas as eleições que acompanhei. Tem ministro até se licenciando do cargo para ajudar. O presidente do BNDES anda fazendo palestra espalhando que Alckmin vai privatizar tudo. É a maior confusão do público com o privado que já se viu nesta república.
Assegurando sua vitória Lula partirá com tudo para subjugar o que falta nas instituições: a procuradoria geral da república e parte da Polícia Federal, que ainda tenta se manter independente. A mídia sem saber está cometendo seu suicídio. Duvido que em 2010 possa publicar o que tem publicado (ainda que de forma incipiente) neste ano. Exagero? Aguardem e vejam por si próprio.
Talvez seja a última vez que tenhamos a chance de tirar este pessoal do poder. Quem tem olhos abertos para o Foro de São Paulo sabe do que estou falando.
Lula será o candidato em 2010. E sem chance de perder.
Não pode?
Quem disse que a lei de hoje não pode ser modificada para as próximas eleições?
O TSE terminará o ano desmoralizado. Em caso de vitória de Lula, terá nas mãos prova suficiente para caçar sua candidatura. Não o fará por falta de respaldo popular. Será um momento emblemático: a lei não poderá ser cumprida. É uma situação de golpe. Golpe sem um tiro e sem resistência.
Golpe dado por 60 milhões de eleitores que não tem a menor idéia do que estão fazendo. E que acordarão tarde demais para o pesadelo que estarão comprando.
O presidente Lula e seus aceclas, alguns jornalistas e até alguns amigos disseram-se decepcionados com o debate. Queriam ver uma discussão programática. Não concordo, os programas estão disponíveis nos sites dos candidatos e são exaustivamente discutidos na propaganda eleitoral.
O debate é a arte do contraditório. Fora isso dá sono e ninguém aquenta ficar vendo durante duas horas o que vê todo dia por alguns minutos. O debate é sim para os candidatos pegarem o outro pelo pé e flagar um ao outro em contradição.
Num flagrante desrespeito à democracia, o presidente Lula fugiu de responder sobre os escândalos de corrupção durante todo seu governo. Entrevistas coletivas? Nem pensar. Só para terem uma idéia, o poderoso presidente americano semanalmente tem que dar entrevista coletiva, com os jornalistas fazendo todo tipo de perguntas. É de se esperar que um servidor do estado preste sim explicações dos atos do seu governo para a população.
Ontém finalmente um brasileiro teve a oportunidade de perguntar livremente ao presidente o que a imprensa e a população gostaria de perguntar. Aquelas perguntas que martelam nosso imaginário faz um ano: quem o traiu? como não sabia? como permitiu? de onde saiu o dinheiro pego com membros do seu partido para comprar dossiê fajuto?
Lula não teve como responder a estas perguntas. Embora tenha a resposta para a maioria destas.
Ficou furioso com a audácia de Alckmin. Imaginou que o candidato do PSDB não se atreveria a se dirigir como se dirigiu ao presidente da república.
Pois surpresa senhor presidente. Ali estava o candidato Lula, e não o chefe de governo do país. Em seu imaginário, considera-se um monarca, e nós seus súditos. Só fala o que quer, quando quer e sem contraditório.
Bem vindo a campanha de verdade!
O seu temor é que o povo, principalmente o mais pobre, o veja como candidato, e não mais como presidente. Aí a eleição vai para o brejo. Pois se desnudarmos o rei perceberemos que não tem a menor condição de dirigir os destinos do país.
Eu só gostaria de fazer uma pergunta:
Por que duas semanas antes da eleição foi anunciado um corte de 1,6 bilhões no orçamento para investimento e dois dias depois da eleição o corte foi transformado em liberação de 1,5 bilhões? E preferencialmente nos estados em que perdeu para Alckmin?
Mais uma pergunta que não tem como responder.
Pois no fundo este é o presidente: muita maquiagem e propaganda, muita metáfora de esquina, e nenhuma resposta para as questões pertinentes.
Alckmin para Lula:
“Engraçado como você sabe tudo sobre o governo Fernando Henrique mas naum sabe nada do seu governo…”
Alckmin para Lula, após lula ter lido algumas estatísticas de suas folhas (cola):
“A pessoa que escreveu o que o senhor está lendo esta mal informada…”
Alckmin para Lula:
“O presidente da França não tem avião, o Papa não tem avião, o Lula tem quatro!”
Alckmin para Lula:
“Eu vou vender o aerolula e construir 5 hospitais!”
Lula:
“O oleo é refinado nas refinarias…”
Geraldo, ao citar Santo Agostinho:
“Prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me adulam porque me corrompem.”
Lula para Geraldo, ao se referir a ajuda do governo federal ao Estado de Sao Paulo:
“Voce deveria iniciar esse debate me agradecendo!”
Lula, ao falar sobre o incentivo do governo na produção dos carros bicombustiveis…
“…produção de carros FLEXIL…”
Lula e seu linguajar…
“Como minha mãe dizia: Cada macaco no seu galho”
Alckmin para Lula, se referindo a montagem que fizeram no programa de TV do Lula, na qual Lula recebia aplausos após um discurso. Os aplausos nao eram pra ele.
” Você roubou até aplausos do Kof Annan …”
Lula para Alckmin:
“Voce fala que eu só leio o que está escrito aqui no papel, se voce quiser eu posso dizer de cabeça… Mas eu peço licença pra ler um negocio aqui…”
Lula nas considerações finais:
“Eu queria agradecer aos telespectadores da rádio bandeirantes por terem assistido ao debate”
Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem
Santo Agostinho