Do ministério que tomou posse em 2002 agora só resta Gilberto Gil.
A maioria saiu por suspeita de corrupção.
Muitos para disputar eleições.
As duas marcas do governo, corrupção e política eleitoral.
Do ministério que tomou posse em 2002 agora só resta Gilberto Gil.
A maioria saiu por suspeita de corrupção.
Muitos para disputar eleições.
As duas marcas do governo, corrupção e política eleitoral.
Parece que o novo ministro é Carlos Minc, ex-terrorista do mesmo grupo da Estela, que também responde pelo nome de Dilma Rousseff.
Com isso a companheira venceu o embate com um de seus principais adversários, o meio ambiente.
Que o PAC é uma imensa propaganda demagógica fica cada vez mais claro, mas uma oposição de um grupo identificado com a esquerda, como o dos ambientalistas, era uma pedra no sapato de Lula. É fácil para ele bater em capitalistas, mas abrir uma frente com os verdes já é bem mais difícil.
Por isso Marina dançou. Vai ficar falando para as paredes no plenário do Senado. E é muito.
Sibá Machado, meu conterrâneo sem voto e sem vergonha em defender o indefensável está de partido do Senado. Tudo porque Marina Silva foi demitida, digo, pediu demissão, do Ministério do Meio Ambiente. Ele volta, por enquanto, para a irrelevância de sua suplência.
Por enquanto, porque o planalto deve uma recompensa a sua extrema cara de pau e disposição para fazer trabalho sujo. No mínimo o presidente vai criar uma nova secretaria. Algumas sugestões, todas relevantes:
Este blogueiro fez o teste da Veja On-line sobre a posição no espectro ideológico. Segundo a revista eu estou na direita moderada liberal. Bem na direita para ser sincero! rsrsss.

Para fazer o teste, clique aqui.
Como o legislativo não faz sua parte por estar submisso ao governo federal, caiu nas mãos do STF a possibilidade de se fazer a reforma tributária. Não se trata de legislar, mas de cumprir a lei.
Tudo se resume à base de cálculo do Confins, um tributo federal que incide sobre o preço do produto, com o ICMS estadual embutido. Trata-se, na prática, de cobrar imposto sobre imposto, o que é ilegal.
Caso o STF confirme esta interpretação, a desoneração será significativa. Haverá menos dinheiro nas mãos do governo e mais nas mãos da empresa. É bom lembrar que o Brasil tem talvez a maior carga tributária do mundo com serviços de padrão africano.
Que o espírito de Adam Smith ilumine nossos togados!
Folha:
Índios que lutam pela demarcação contínua da reserva Raposa/Serra do Sol (RR) montaram “um posto de fiscalização” na estrada conhecida como Transarrozeira para barrar caminhões e carretas que estejam levando carga para fazendas dos produtores de arroz.As propriedades estão situadas dentro da área indígena. O “posto de fiscalização” foi montado em substituição a um bloqueio na estrada. Anteontem a Polícia Federal negociou a suspensão do bloqueio montado no último dia 5, mas os índios mudaram de tática.
O índio macuxi Nileno Galé, 54, um dos líderes do movimento, disse que a partir das 17h o tráfego na estrada é fechado até as 6h do dia seguinte.
Durante o dia, quando o tráfego está livre, os índios fiscalizam os caminhões e carretas para impedir que cheguem alimentos, adubos, ferramentas e materiais de construção nas fazendas dos arrozeiros. Instalado pela comunidade indígena Jauari, “o posto de fiscalização” tem cerca de 80 índios.
Ontem à tarde a Folha presenciou a ação deles. Foram montados quatro quebra-molas em terra batida. De uma margem a outra da estrada, em dois pontos, os índios estenderam arame farpado. Um grupo se concentra na estrada, quando avista os veículos.
Um dos argumentos para se defender a demarcação contínua é que os índios não terão a posse da terra, apenas o uso, que a União poderá circular livremente dentro da reserva.
É uma grande mentira. Quem já trabalhou na Amazônia sabe que existem estradas que são fechadas em determinado horário para a passagem até do Exército.
Basta observar o que está acontecendo agora. Os índios tomaram as funções da polícia federal, sempre tão diligente em preder proprietários rurais, e instituíram um “posto de fiscalização”. Passam a coibir o direito de ir e vir de alguns brasileiros, sempre sob silêncio cúmplice do ministro da justiça.
Saiu no Globo de hoje:
A quem interessa a radicalização dos conflitos em Rondônia, na Raposa Serra do Sol? O Supremo Tribunal Federal arrogou para si a decisão final, que deve intervir nas próximas semanas. Decidiu também pela manutenção do status quo. Sustou, portanto, a retirada dos não-índios e dos índios que são seus aliados. O que aconteceu? Um grupo de indígenas invadiu uma das fazendas em litígio, com um discurso de “ocupação”, que terminou suscitando uma reação, certamente desmedida, porém reação a uma ação que deveria ter sido impedida pela Polícia Federal lá presente.
O mais surpreendente é que a atuação policial foi rápida na prisão dos que reagiram à invasão e ausente no que diz respeito aos invasores. Afinal, aguarda-se ou não uma decisão do Supremo? Ou se trata de desrespeitar a mais alta Corte do país, sob o manto de uma suposta legalidade? Quando a Polícia Federal chegou à região, cena do confronto com os arrozeiros, efetuou a desobstrução de rodovias que tinham sido ocupadas pelos manifestantes. Agiu de acordo com a lei, pois rodovias públicas não podem ser ocupadas. O que ocorre agora? Os indígenas ocupam rodovias e nada é feito. Num caso é contrário à lei e, noutro, não. Dois pesos e duas medidas são a melhor forma de desrespeito ao estado de direito.
A PF está cada vez mais instrumentalizada pela ideologia do atual governo, está no caminho de se transformar em uma polícia de excessão, como nos países de ditadura comunista. A escolha de Tarso Genro não foi sem razão, tratava-se de uma opção muito bem pensada para controlar a polícia e colocá-la como instrumento político do PT.
O STF é nosso último bastião na questão indígena. É preciso que não se deixe intimidar.
O governo conseguiu mais uma proeza, colocar índios contra índios.
Folha:
Um grupo de índios contrários à demarcação contínua da Raposa/Serra do Sol (RR) chegou ontem à Vila Surumu. Eles são favoráveis à permanência de arrozeiros na reserva e ameaçam entrar em confronto com indígenas que defendem a saída de fazendeiros.
O macuxi Sílvio da Silva, 42, líder do grupo, disse que 180 índios chegaram a Surumu. A intenção, segundo ele, é bloquear o acesso ao acampamento, montado por indígenas favoráveis à demarcação contínua.
E agora Tarso Genro? Resolve esta!
Mas não vale dizer que alguns índios são melhores do que os outros…
Não é mais Aécio Neves o principal incentivador da candidatura do Geraldo à prefeitura de São Paulo. Agora é Ciro Gomes, um dos mais virulentos aliados de Lula durante o primeiro governo. O homem que prega uma nova “hegemonia cultural” no país, uma super aliança nos moldes que Aécio desenvolveu em Minas para inaugurar um tipo inédito de democracia, aquela que dispensa oposição.
O ex-governador está apostando cada vez mais alto.
A Veja da semana passada trouxe um entrevista com Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE, sociólogo e estudioso de temas relativos à educação. Em síntese, ele faz o seguinte diagnóstico da universidade brasileira:
O que devemos discutir é se essa universidade tem bons engenheiros, bons cientistas e se tem capacidade para oferecer serviços. O resto é secundário.
Na mesma edição, Claudio de Moura Castro trata de outro assunto relativo à educação, os “diamantes descartados”. Seus principais pontos:
Segundo o geneticista russo Wladimir Efroimson o
talento não é uma propriedade privada, é uma propriedade pública e ninguém tem o direito de desperdiça-lo.