Bolsonaro e a nova era

Estão chamando de nova era o governo que se inicia. Exageros à parte, há uma certa verdade. É a maior mudança de direção que o Brasil atravessa, pelo menos desde 1985.

Collor ensaiou uma mudança liberal, mas jogou tudo no lixo com o imperdoável plano econômico que confiscou dinheiro dos brasileiros, seguindo a receita de uma economista incompetente.

Daí veio o esquerdismo de Itamar-FHC-Lula-Dilma-Temer. A única variação era no grau de implementação de uma agenda socialista e globalista. Alguns eram mais comedidos, outros mais afoitos.

Bolsonaro deixou claro em seu discurso de posse que seu principal objetivo é mudar o rumo do transatlântico chamado Brasil e afastá-lo da direção que segue desde a chamada redemocratização.

Mas enganam-se quem pensa que os mais revoltados hoje eram os petistas ou esquerdistas radicais.

Há uma turma anti-petista, que sonhava com a volta do tucanato, que não se conforma. Eles torcem para o governo dar errado para poderem dizer “eu não avisei?”.

Um dos símbolos desta tribo é o que chamei de mente amargurada (ou mente isentona), pela fixação que tem pelo trabalho do isentão-mor ianque, o Mark Lilla. Coloca-o, inclusive, como maior que Roger Scrutton, que faz severa críticas. Segue-o uma turma de professores de filosofia, mas de pensamento raso, e puxa-sacos que se ressentem contra a chamada nova direita.

Principalmente pelo anti-intelectualismo da nova turma que apoiou, sem pudores, a candidatura do Capitão. A turma do mente amargurada se caracteriza pelos títulos.

Essa turma, no fundo, queria ser o petismo de sinal contrário. O populismo bolsonarista atrapalhou seus planos.

Serão quatro anos de chorume. Haja paciência.

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